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Facebook, aplicativos e a privacidade

Começo esse post com uma afirmação sem medo de estar errado: privacidade e facebook não andam juntos. Não se pode ter um com o outro. E a cada dia que passa, isso é mais verdade.

Recentemente o Lulu foi o assunto mais falado de toda a internet. Vários textos foram escritos sobre o app e eu não vou aqui falar sobre o aplicativo em si, mas se você quer ler mais sobre ele, aqui vão ótimos textos pra você:

“Lulu”, machismo invertido? por Marília Moschklovich
Clube da Lulu e a objetificação masculina por Olga

Mas o meu ponto mesmo é sobre privacidade, e aí a gente entra em outro rabbit hole.

Toda vez que converso com pessoas que não tem um background de computação, elas parecem não fazer idéia quanto privacidade é cada vez menos o conceito que se imagina. A privacidade, como as pessoas entendiam há alguns anos atrás, existe menos a cada dia. Cada vez que você escreve um novo post no seu facebook, ou faz uma nova pesquisa no google, mesmo que não esteja realmente associado a você, esses dados criam uma identidade virtual que já tem todas as informações relevantes. Por isso “anúncios relevantes”, por isso quando você busca por um produto que te interessa o facebook mostra sobre aquilo na sua timeline, o google mostra aquilo nos ads que aparecem pra você nas páginas.

A Target, loja americana de varejo, tem um cartão fidelidade que dá diversos descontos. A partir dos dados desse cartão de fidelidade, ela consegue prever quando as suas clientes estão grávidas e quanto tempo aproximadamente falta para elas terem o bebê e com essas informações oferecem cupons de desconto direcionados. [1]

Em outro artigo, entrevistaram especialistas em segurança sobre o que deveria ser feito para ficar anônimo no mundo moderno e as respostas são assustadoras[2]. Dentre elas, um cara descobriu que o dispositivo que ele usa pra passar em pedágios sem pagar (como aqueles usados por aqui na Linha Amarela e em shoppings) também era usado pra rastrear por onde o carro dele passava. Supostamente essa informação é usada para obter informações sobre como está o trânsito na cidade, a partir da massa de dados dos diversos carros que usam o dispositivo. Mas qualquer um que tenha acesso a essa banco de dados também pode saber por onde você anda e quando.

Quando entramos na discussão sobre Facebook, Google Plus, Twitter e diversas outras redes sociais, batemos em vários problemas. Dentre eles, a “censura” de conteúdo. Embora o conteúdo na maioria das redes sociais não seja de fato censurado, o Facebook muda o modo como você se relaciona com as coisas compartilhadas pelos seus amigos escondendo os posts que seus algoritmos julgam apropriados. É fácil de notar isso: escolha um amigo da sua timeline com quem você tenha pouco contato (aquele seu amigo de colégio que você adicionou mas nunca trocou uma mensagem) e você vai ver que nem todos os posts dele apareceram pra você. E mesmo os que aparecem, aparecem numa ordem escolhida pelos algoritmos do Facebook, baseado no que ele acha que é o mais relevante para você. Isso é especialmente notável no caso das páginas que podem ser criados para negócios, pessoas públicas, bandas e etc. Nesse caso, os algoritmos dão ainda mais prioridades para posts pagos, e os que não são pagos muitas vezes não são entregues pra boa parte da audiência. Há diversos posts apontando sobre como possívelmente posts não pagos perdem audiência para posts pagos. [4]

O Google Reader, extinto pelo Google recentemente, usava o protocolo de RSS e Atom, que são dois protocolos abertos de divulgação de conteúdo. Nesse tipo de serviço (hoje em dia disponível através do The Old Reader, Feedly, Digg Reader, etc) TODO o conteúdo compartilhado por um feed que o usuário siga é entregue para o usuário e essa seleção é feita pelo receptor, não pelo serviço que entrega os feeds. Assim, um blog, como este, pode entregar todo o seu conteúdo e o filtro é o próprio usuário e não algoritmos especializados.

Ainda sobre as redes sociais, temos os seus termos de uso e privacidade sempre complicados e com vários poréns. No caso do Lulu (e qualquer outro aplicativo do facebook, na verdade), o catch é que segundo o facebook, sua foto de perfil e seu nome são informações públicas [3], ou seja, quando um amigo seu se inscreve um aplicativo e entrega as informações sobre a rede de amigos que ele possui, a sua foto e o seu nome vão para esse aplicativo, sem a sua permissão, porque você já deu permissão para que isso acontecesse quando criou a sua conta.

O problema é enorme, e há ramificações para todo lado. Um bom ponto de partida sobre o assunto é ler sobre Neutralidade da Rede [5]. Outro ponto de partida é ler sobre como o facebook trata os seus dados, mesmo quando deletados [6]. Por fim, há um artigo sobre vigilância e controle de conteúdo no Capitalismo em Desencanto que fala sobre esses e outros pontos, com ótimos links[7].

Da próxima vez que for compartilhar um dado no facebook, pense duas vezes se aquele dado realmente é público. Porque mesmo quando você não compartilhar ele com o mundo, alguém que você não conhece pode estar vendo ele do outro lado.

[1] – How Target Figured Out A Teen Girl Was Pregnant Before Her Father Did (artigo em inglês)
[2] – Think You Can Live Offline Without Being Tracked? Here’s What It Takes (artigo em inglês)
[3] – Política de uso de dados do Facebook
[4] – Disruptions: As User Interaction on Facebook Drops, Sharing Comes at a Cost (artigo em inglês)
[5] – Neutralidade da Rede
[
6] – Think Your Deleted Facebook Posts Are Really Deleted? Guess Again (artigo em inglês)
[7] – Vigilância e controle de conteúdo na internet

A utilidade do Google Wave?

Uma das coisas mais discutidas, depois que o hype passou, é pra que diabos serve o Wave?

Afinal, quem já tem email não tem muita necessidade de trocar por algo que é mais lento e aparentemente tem as mesmas features, provavelmente implementadas pior, ao menos por enquanto.

E eu tenho que concordar que não tinha visto nenhuma utilidade naquela bagaça, até que semana passada eu precisei fazer um Brainstorm sobre um jeito novo de fazer uma das tarefas do laboratório que eu ajudo a gerenciar.

Como a idéia era fazer um brainstorm, eu queria que todos participassem, e o problema de usar email pra isso, é que vez por outra as pessoas esquecem de dar “reply to all” e aí a parada não funciona como deveria.

Não valia a pena criar um grupo de discussão só pra isso, já que seria só um tópico e acabou.

E aí eu abri meu wave, incluí as pessoas que queria que estivessem no brainstorm, e comecei a escrever.

Acho que finalmente achei a serventia, e por isso estou escrevendo: Usem o Wave pra situações onde pessoas possam ser incluídas depois. No caso do brainstorm, alguém podia lembrar de algum amigo que conheça bastante do assunto sendo falado e incluir para que ele pudesse falar sobre o assunto também.

Se fosse por email, teria o inconveniente de ter que repassar toda a thread original para a pessoa, além de ter que dar um jeito de incluir em todos os emails enviados dali em diante (as pessoas poderiam dar reply num email antigo da discussão, antes de ele entrar)

Ou seja, acredito que o Wave seja bom para duas situações: Brainstorms e organizações de eventos. Nesses dois casos incluir mais gente é uma possibilidade (“Hey, vou convidar fulano, tô incluindo ele no email”) e acho que no Wave isso é mais natural.

E vocês, quais serventia vocês acharam pro Wave?

Analytics

Estava eu aqui pensando no que postar, aí fui dar uma olhada no analytics. Quando vejo, meu tráfego que costuma ser de 100 usuários por dia teve um pico de 2500!

Um site qualquer grande linkou o /pureza, daí as visitas saltaram. Até me assustei quando vi o gráfico ehehehe

Infelizmente, o tráfego continua sendo só pra lá, o blog não é quase nunca visitado, mas tudo bem. Já passei da idade de ficar esperando visita. Mas que foi um bem aleatório tanta visita de uma hora pra outra, ah, isso foi! xD

O Dashboard com o salto
O Dashboard com o salto

Google Reader

O que eu vou falar não é novidade. O Google Reader é usado por vários amigos meus e já tem algum tempo, inclusive. E eu nunca aderi antes por um motivo muito simples: antes, quando eu tinha mais tempo e poucos feeds, dava pra ler todos os feeds todos os dias, com calma, e gerenciar todos de um jeito muito tranquilo. Gosto do Live Bookmarks do Firefox, então eu gostava da solução. Quando os feeds aumentaram e o tempo diminuiu, eu comecei a procurar um jeito melhor, e esbarrei no LiveClick.

O LiveClick é uma extensão pro Firefox que melhora o Live Bookmarks, fazendo com que ele guarde quais feeds já foram lidos, destaque os novos, etc.

O Problema é que ultimamente meu tempo em casa vem diminuindo, e com isso, o tempo de ficar no pc lendo os feeds vai junto. Às vezes eu olhava o reader pra ver as recomendações dos amigos, mas não pra ler mesmo. Até que eu resolvi, agora, migrar pra ele e testar pra ver como fica.

No pior caso, volto pro Live bookmarks. Mas fica aqui a dica: o negócio funciona bem, e essa parada de poder, facilmente, compartilhar os links é muito bom. Melhor ainda porque você não fica mandando email incomodando os amigos, quem quiser, vê, quem não quiser, não vê. Fácil e rápido :)

Transferir os posts do Blogger.com.br pro WordPress – Parte II

Esse post ainda é um campeão de ocorrências. E infelizmente o método que eu indiquei nele já não funciona como deveria. Portanto, hoje resolvi botar no ar um método que funcione pra ajudar os que chegam aqui procurando uma luz. Vamos lá.

Uma pequena introdução: uma coisa interessante é notar como o blogger.com.br parou no tempo. O blogger.com é gerenciado pela Google. Embora seja uma ferramenta de blogging que eu pessoalmente não gosto, ele ainda tem atualizações, possui hoje em dia feeds rss, e outras coisas que são tão úteis na comunidade blogueira dos dias de hoje.
Já o blogger.com.br está nas mãos da globo.com, não me lembro muito bem, mas acho que o blogger.com.br foi vendido pra globo.com, ou talvez alugado, vá saber, e do mesmo jeito que ele estava quando eu comecei a usá-lo em 2004, ele continua hoje em dia.
Com isso, é comum as pessoas quererem migrar pra fora dele. Ou mais, quererem tirar suas coisas do ar, porque as vezes as idéias e opiniões mudam, e as que estão online já não mais condizem com o que você pensa. Mas no blogger.com.br não há opção de fazer backup. Ainda mais de usar de ferramentas de migração. Para isso, esse tutorial.

Em primeiro lugar, vamos começar pelo princípio. Salve todas as suas páginas de arquivo do blogger. Elas serão todas modificadas, e no caso de dar algum problema no meio da migração, você terá os arquivos em algum lugar pra pegar os arquivos.
Um problema desse método é que em teoria ele só funciona para blogs com até 999 posts. Digo em teoria porque claro que você pode ir olhando de mês em mês e importando os meses manualmente, mas se o seu blog tem mais de 999 posts, provavelmente isso será bem entediante. Mas dá pra ser feito.

Bom, se você já fez os backups necessários (ou ignorou essa etapa), então tá na hora de ajeitar a página principal. Vá nas configurações do seu blog no blogger e mude as seguintes opções:

– Mostrar os últimos XXX Posts: coloque para 999
– Formato do Cabeçalho de Data (ATEN????O: Esta opção parece estar ao contrário, o nome correto dela seria formato de data. No caso do nome ser ajeitado, basta buscar nas duas opções, pois somente uma delas apresenta esse formato): 2/26/2009 09:21:07 PM (ou seja, mês/dia/ano hora:minuto:segundo AM/PM)

Agora, vá até o seu template, e cole o seguinte código lá (Lembre-se de guardar seu template, se for de seu interesse!!):

<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1" ?>
<rss version="2.0"
xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
>
<channel>
<description>Personal blog</description>
<link>(Endereço do blog)</link>
<title>(Título do Blog)</title>
<Blogger>
<item>
<title><$BlogItemDateTime$></title>
<description><![CDATA[<$BlogItemBody$>]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<$BlogItemBody$>]]></content:encoded>
<author><$BlogItemAuthorEmail$> (<$BlogItemAuthorNickname$>)</author>
<guid>(Endereço do blog)/<$BlogItemArchiveFileName$>#<$BlogItemNumber$></guid>
<link>(Endereço do blog)/<$BlogItemArchiveFileName$></link>
<pubDate><$BlogItemDateTime$></pubDate>
</item>
</Blogger>
</channel>
</rss>

Mudar os lugares onde está escrito (Título do blog) e (Nome do blog) não é necessário. Mas para um rss bem formatado, esses campos são necessários. Agora salve o seu template, vá até o painel de posts e clique em publicar. Se tudo tiver corrido bem, você deverá ter quase o rss pronto para ir para o seu wordpress.
Temos dois problemas, porém. A data que o blogger fornece pra nós está quebrada. E ele não lê o feed RSS corretamente.

Bom, para consertar isso, eu fiz um pequeno script em perl que vai pegar o feed que você acabou de gerar do seu blog, corrigir esses dois problemas, e em seguida irá lhe enviar o arquivo pra que você possa utilizar no wordpress. Então, siga este link e faça os passos necessários. Esse procedimento foi testado com sucesso no wordpress 2.7.1. Então, se o seu wordpress está numa versão inferior, atualize antes de começar!

A saída do script será baixada para o seu computador, de modo que você agora poderá ir no seu wordpress e na opção de manage clicar em import -> rss.
OBS: na versão 2.7 o import foi para o menu tools.

Bom, espero que isso ajude mais gente por aí afora. Afinal, ainda tem muita gente que vem visitar esse blog com esse intuito.

Bônus: Se você caiu no caso chato de ter um blog com mais de 999 posts, não se desespere. O que você deve fazer é ir nas configurações do seu blog no blogger e clicar em republicar todos os posts. Isso fará com que o seu arquivo seja atualizado para o formato do rss. Com isso, ao invés de você usar a sua página principal como endereço no script, você deverá usar o endereço dos arquivos, um-a-um, até que você tenha importado todo o seu blog. O trabalho não é divertido, mas a menos que você tenha escolhido arquivar semanalmente, não deve demorar muito. Boa sorte!
Ah, não se preocupe com posts repetidos. Eles não são importados automaticamente pelo WordPress.

Google Latitude

Bom, não sei se eu que não estava bem informado, ou se a google lançou recentemente, mas soube hoje do Google Latitude.

O Google Latitude é um serviço que lembra um serviço de presença (algo como um IM sem mensagens), mas a diferença é que ele serve pra que você deixe seus amigos verem onde você está no momento.

Se fosse qualquer outra coisa nem teria comentado, já que nem dá pra eu usar. Mas é porque eu sempre pensei que queria fazer algo assim nesse estilo. Explico: Acho super divertida a idéia de você estar, por exemplo, saindo do trabalho e indo pra casa, daí você olha seu celular e vê que seu amigo está na rua do lado de onde você tá, você liga pro cara e diz “Pô, tá indo pra casa? Tô aqui do seu lado.”, e daí vocês se encontram, e vão conversando pelo caminho.

O mesmo pode ser aplicado pra outras situações em que você está andando por aí.

Claro que tem o problema da privacidade, mas caguei. Na minha cabeça, se eu vou adicionar alguém a um serviço desses, é porque ele é meu amigo. Então, ele pode saber onde eu estou. E dá pra desativar o serviço e coisa e tal. Super interessante.

Queria ter um telefone que desse pra testar :)

Phishing e o Orkut

Um aviso pra quem gosta de mexer no orkut horas e horas a fio por aí afora. Acabei de ler esse link, em que o cara conta que basicamente perdeu a sua conta do orkut pra hackers usando de phishing/engenharia social.

Tá, como aconteceu? Vamos lá. Talvez você já saiba disso, mas todos os logins que você faz em sites na web são gerenciados por Cookies. Cookies são arquivos, em geral totalmente texto, que guardam pequenas partes de informação sobre um determinado site, como por exemplo, se você está logado, há quanto tempo, ou quando foi a última vez, etc.

Existe um tipo de ataque onde o atacante se aproveita de falhas no browser e se apodera de Cookies do computador da vítima, ficando assim com os mesmos privilégios de login que a vítima tinha no momento do ataque. Esse tipo de ataque é mais raro por depender de falhas no browser. Mas não é impossível.

O que aconteceu no caso do rapaz que eu citei no início do post foi simples. Ele caiu numa dessas mensagens de “Hey, cê pode votar pra mim nessa comunidade, você também tá concorrendo, cê viu?”, ou algo assim. Clicou, a página pediu o login e senha dele outra vez e bang, ele perdeu a conta dele. Aqui é que entra a falha do orkut. No Cookie do orkut, não é guardado nenhum tipo de informação sobre a senha, de modo que caso o atacante faça isso que o atacante dele fez, ele tem acesso a sua conta, não importa se você muda ou não a sua senha. Sentiu medo? Deveria.

O dano, pelo que parece, se restringe a conta do orkut. Mas como tem muita gente que acha que orkut é Serious Business, acho melhor tomar cuidado. Li alguns reports e o bug é dado como reportado, mas bom, aconteceu de novo. E se não foi desse jeito, foi com outro ataque.

Phishing é um problema real, e embora no orkut ele seja mais usado, ele acontece em todo lugar. Cuidado onde você clica. Veja duas vezes antes de clicar num link. Em redes sociais, em vez de clicar num link, copie e cole o link na barra de endereços, veja se ele corresponde a página que ele deveria.

Porque depois não adianta chorar pelo leite derramado.

A crise começa a atingir os gigantes da computação

Pois é, está “all over the media” o fato de que o Google vai acabar com por volta de 100 cargos de RH. No anúncio eles dizem que vão tentar realocar essas 100 pessoas, mas é bem provável que isso signifique demissão.

Ao mesmo tempo, parece que algumas filiais que não estão dando retorno serão fechadas e os engenheiros nela realocados (mas isso significa que quem não quer/não pode se mudar, também vai ser chutado).

Eles anunciaram o fechamento e/ou parada no desenvolvimento de alguns serviços, como Notebook, Catalog Search, e alguns outros.

Se a crise atingiu o Google, então a coisa ficou séria. O gigante que mais “jogava dinheiro pro alto”, começou a apertar o cinto.

Fontes:

Google Giveth and it taketh away ( http://www.readwriteweb.com/archives/google_giveth_and_it_taketh_away.php )

Google Announces Layoffs (  http://www.alleyinsider.com/2009/1/google-announces-layoffs-goog )

Project 10 to the 100

Uma iniciativa nova da Google é o Project 10^100.

O projeto é uma iniciativa tentando fazer com que boas idéias, que poderiam ajudar muita gente, cheguem as vias de fato.

Ou seja. Digamos que você tenha uma idéia pra melhorar a qualidade de vida de pessoas em dificuldade, usando coisas básicas, mas que você não tem como levar essa idéia a frente por falta de fundos, eles tão se comprometendo a fundear as melhores idéias, ou seja, aquelas que ajudariam mais gente.

Uma boa iniciativa, ao meu ver. Taí o link, pra espalhar a ação :)

http://www.project10tothe100.com/

Google Chrome

Vou falar dele também. Se você procurar, provavelmente vai achar N! lugares com uma avaliação melhor, mais detalhada e o cacete, mas como tô com vontade, vou dar o meu pitaco.

Pra quem não sabe, o Chrome é o mais novo browser no mercado, feito pela Google, e lançado ontem pra Windows.

Pra início de conversa, não acho que a Google queira “dominar o mercado de browsers” ou derrubar o Firefox. O que a Google quer é puxar o peixe pro lado dela. Se mais browsers implementarem melhor as coisas da internet como são hoje, javascript, padrões da w3c e tudo o mais, menor o trabalho pra ela, e mais lucro pra ela também. Porque mais gente acessa melhor os serviços dela.

Tanto que o maior marketing do Chrome é a nova engine de Javascript, o V8, e o fato de que o Chrome é open source. Ora, se eu implemento algo supostamente melhor e boto open source no meio de um mercado em que um browser open source está em ascendência, obviamente a intenção é incorporar essas features nesse browser, na minha opinião.

Mas que assim seja, porque das features do Chrome, algumas são muito interessantes, vamos à elas:

– Cada tab é um processo:
Bom, talvez isso seja grego pra você. Mas o negócio é, do ponto de vista de usuário, isso significa que caso uma das suas abas trave, você continua usando o resto das abas, sem precisar matar todo o browser. Bom? Muito. Isso sem contar que caso haja vazamento de memória (como sempre tem, em todo browser), então ao fechar uma aba, você libera TODA a memória que tava alocada pra ela, e não só a parte que não estava vazando, como acontece no firefox. Bom? Muito.

– Busca “que nem o diff”
Bom, novamente, isso talvez seja grego pra você. O Diff, uma ferramenta muito usada por programadores, tem uma feature que é a seguinte: quando ele destaca algo no texto, ele também destaca na barra de rolagem, pra que você possa ver facilmente onde está a próxima coisa destacada. ??bvio que você pode só clicar no “próximo”, mas assim você tem um feedback visual de onde estão as palavras que você buscou na página. Muito, muito legal.

Essas foram as duas principais features que eu vi. O negócio da página principal parece interessante, mas eu teria que usar mais tempo pra ter certeza. E a engine de javascript não me fez notar muita diferença não, mas de novo, acho que é uma questão de testar por mais tempo.

Será que outros browsers vão absorver essas features? Só o tempo dirá. Mas eu espero que sim :)

Ah, o link pro quadrinho explicando o Chrome em mais detalhes:
http://www.google.com/googlebooks/chrome/

PS: Pra postar no WordPress o negócio tá um pouco mais lite que no Firefox. Não sei se é só aqui :)