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Lollapalooza BR 2013 – The Good, the Bad and the Ugly

Fui esse fim de semana ao Lollapalooza, em são paulo, no Jockey Club. Foi uma decisão de última hora, então não tinha conseguido pedir pra entregar os ingressos em casa nem nada do tipo. Comprei o ingresso na madrugada do dia 26, três dias antes do evento. Então vamos lá ao que eu achei da parada.

The Good

Que belo line-up. Of Monsters and Men, Cake, The Killers, Franz Ferdinand, Queens of the Stone Age, The Black Keys, Kaiser Chiefs, The Hives e Pearl Jam. Ainda descobri mais algumas boas bandas, como Hot Chip, Alabama Shakes, Passion Pit e tenho certeza que se tivesse me empenhado mais, teria visto algumas outras bandas boas. Nesse quesito o festival está de parabéns.

The Bad

A organização ficou com o ponto ruim do festival, três foram os pecados capitais, pra mim:

– Pegar os ingressos da internet: Nunca vi tanta desorganização. É difícil entender o que de fato deu errado, mas com certeza várias coisas contribuíram.
Aparentemente, a taxa de entrega dos ingressos era de R$30 (Para comparação, comprei esses dias dois pisca-alertas para minha bici e da namorada, e os dois deram um frete R$15,50. O frete de três ingressos ser o dobro é no mínimo complicado, embora eles possam argumentar a segurança na entrega ou sei lá o que).
Aparentemente[2], eles não deixaram ingressos prontos para distribuição, e imprimiam na hora uma espécie de capinha para o ingresso com o nome do comprador e modalidade do ingresso (meia/inteira).
Além disso, por ser entregue por transportadora, aparentemente o dono do ingresso ou alguém apontado por ele precisava estar na residência no horário da entrega, para assinar o recebimento, o que fez muita gente não receber o ingresso em casa e ter que tirar na hora.
O resultado disso foi uma fila de horas, enorme, em frente ao festival no dia que o festival começava.
Quem, como eu, ia de outro estado pra lá no dia do festival, acabou perdendo alguns shows. Eu, por exemplo, perdi o Cake e o Of Monsters and Men.

– Falta de intervalo entre os shows, especialmente entre os headliners. O show do franz acabou pontualmente 18:45. O show do Queens começou pontualmente as 18:45. 1.2km entre os palcos principais. Ou você perdia o final de um show, ou o início do outro. E isso era verdade em todos os shows, que não tiveram atrasos, no geral.

– Som inconstante do palco butantã: o palco butantã tinha um palco de eletrônica, o palco perry, ao lado. Ao contrário do palco Cidade Jardim, que caixas de som auxiliares mais pra trás, não era o caso do butantã, que fazia com que ou você ficasse colado no palco, ou ficava prejudicado pra ouvir a música. No show do Kaiser Chiefs foi onde mais notei isso, mas vi reclamações do show do Cake também.

Além desses problemas, o que eu achei que a organização poderia ter melhorado era deixar o show de um palco principal rolando no outro. Durante os shows que rolavam no Butantã o palco Cidade jardim ficava passando posts no twitter e outras coisas do tipo, pequena mancada.

The Ugly

Ao contrário do que li pela internet afora, há coisas que eu acho que não podem ser controladas de fato pela organização. Uma delas era a lama do Jockey Club. O Jockey Club, ao contrário do espaço usado pelo Rock In Rio, não é uma arena para eventos. Portanto, não tem grama sintética, e por consequência, a chuva faz com que lama se forme, é meio inevitável. Sim, havia em alguns lugares o cheiro de esterco, mas como o Jockey Club é utilizado para eventos com cavalos, dá pra entender o porque disso.
Ninguém com quem esbarrei no festival foi furtado, mas li relatos de furto em comentários da página do evento. Acho que furtos são complicados de evitar em qualquer grande multidão. Li também relatos sobre verdadeiros assaltos, com indivíduos portando facas [1], e nesse caso acho que se foi mesmo o caso, foi uma falha absoluta da revista da organização. (Que durante os dois primeiros dias estava realmente bem fraca)
Com relação a banheiros, não fiquei muito tempo em fila, mas de fato tinha muita gente usando a parede interna da área dos banheiros pra se aliviar. Havia sim área sobrando pra botar banheiro especialmente na parte exterior dos palcos.
E por fim, as Pillas. A organização do evento estava usando fichas para comprar coisas, o que é bem normal em eventos desse porte, quando fui na Oktoberfest em blumenau ano passado, havia esquema parecido. A grande surpresa é que as fichas só valiam pro dia da compra. Se você quisesse usar pra outro dia, teria que trocar, o que também não foi avisado no primeiro dia, só conseguimos descobrir no segundo dia. E no segundo dia só um local realizava a troca.

Enfim, o festival tem muito pra melhorar. A organização aprender com os erros, já que ouvi de muita gente que os erros do ano passado se repetiram esse ano. E aí ficaria ainda melhor aproveitar um festival de um porte tão maneiro.

 

A utilidade do Google Wave?

Uma das coisas mais discutidas, depois que o hype passou, é pra que diabos serve o Wave?

Afinal, quem já tem email não tem muita necessidade de trocar por algo que é mais lento e aparentemente tem as mesmas features, provavelmente implementadas pior, ao menos por enquanto.

E eu tenho que concordar que não tinha visto nenhuma utilidade naquela bagaça, até que semana passada eu precisei fazer um Brainstorm sobre um jeito novo de fazer uma das tarefas do laboratório que eu ajudo a gerenciar.

Como a idéia era fazer um brainstorm, eu queria que todos participassem, e o problema de usar email pra isso, é que vez por outra as pessoas esquecem de dar “reply to all” e aí a parada não funciona como deveria.

Não valia a pena criar um grupo de discussão só pra isso, já que seria só um tópico e acabou.

E aí eu abri meu wave, incluí as pessoas que queria que estivessem no brainstorm, e comecei a escrever.

Acho que finalmente achei a serventia, e por isso estou escrevendo: Usem o Wave pra situações onde pessoas possam ser incluídas depois. No caso do brainstorm, alguém podia lembrar de algum amigo que conheça bastante do assunto sendo falado e incluir para que ele pudesse falar sobre o assunto também.

Se fosse por email, teria o inconveniente de ter que repassar toda a thread original para a pessoa, além de ter que dar um jeito de incluir em todos os emails enviados dali em diante (as pessoas poderiam dar reply num email antigo da discussão, antes de ele entrar)

Ou seja, acredito que o Wave seja bom para duas situações: Brainstorms e organizações de eventos. Nesses dois casos incluir mais gente é uma possibilidade (“Hey, vou convidar fulano, tô incluindo ele no email”) e acho que no Wave isso é mais natural.

E vocês, quais serventia vocês acharam pro Wave?