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Pebble, o smartwatch

Pra quem não é chegado em tecnologia, talvez não tenha ouvido falar do Pebble, o relógio com tecnologia de tela e-paper, que foi até a última vez que conferi o projeto com mais funding no kickstarter, chegando a mais de 10 milhões de dólares, quando o objetivo do funding era de meros 100 mil dólares.

Dá uma olhada no protótipo 3d da criança.
Dá uma olhada no protótipo 3d da criança.

A idéia é bem simples, um relógio com uma bateria recarregável que dura até sete dias, que é programável (ou seja, você pode mostrar a hora de diversas formas, na foto aí de cima já tem duas), se liga por bluetooth com seu celular e pode receber notificações de qualquer aplicativo, além de ter acelerômetro e tudo mais que um geek pode querer.

O relógio me ganhou na parte em que ele poderia fazer uma ponte com o RunKeeper e virar uma espécie de Garmin mais versátil.

Enquanto se corre a idéia é que o gadget se comporte assim.
Enquanto se corre a idéia é que o gadget se comporte assim.

E aí fica a pergunta, ele entrega o que promete? Ele é mesmo tudo isso? Vamos por partes

O tempo de entrega

A internet não é paciente. A internet não é razoável. O tempo estimado de entrega dos relógios era setembro de 2012. Mas claro, sendo um produto completamente novo, sendo feito em larga escala, por uma equipe que não parece ser enorme e tendo que trabalhar entre estados unidos e china não é uma tarefa fácil. Os caras tentaram ser transparentes: 33 updates no kickstarter desde abril de 2012 até agora, em março de 2013. Mas é complicado, problemas acontecem em qualquer entrega de produto, especialmente em um físico.

No geral, eu achei que eles se esforçaram pra cumprir o prazo, e não fiquei decepcionado com o tempo. Especialmente levando em consideração o produto final. O problema é as pessoas não estarem acostumadas com um modelo tipo Kickstarter, na minha opinião. Onde as coisas podem dar errado e podem atrasar.

O relógio

Peguei meu pebble hoje pela manhã. Provavelmente esse post não vai ser lançado no dia que eu peguei, até pra ter uma impressão maior sobre o tempo de bateria e tudo o mais. Mas desde então, já mudei uma coisa na minha vida: não tem mais vibração ou som no meu celular. É muito mais prático a vibração do relógio, e ver as notificações é bem tranquilo. A coisa não é bem out-of-the-box, mas instalando um appzinho auxiliar, o Pebble Notifier, fica bem tranquilo e as coisas funcionam bem, dando pra ver inclusive várias mensagens de whatsapp de uma vez só. (mas não dá pra ver aquele longo tópico de 23 messagens do grupo da galere, isso não dá.)

O exemplo de uma notificação de SMS, que vem no app do pebble
O exemplo de uma notificação de SMS, que vem no app do pebble

Uma parte meio ruim é que a tela é um imã de digital, mas como ela não é touch, não era pra você tocar nela anyway. Mas é inevitável, e em poucas horas, dava pra ver a tela meio sujinha. Nada que passar ele na camisa não resolva.

Mas que bela digital, hein.
Mas que bela digital, hein.

A caixa

Peraí, a caixa? É, a caixa merece ser mostrada, porque ela é tão bonitinha :)

O pebble bonitinho na caixinha, foto roubada do amigo Luiz
O pebble bonitinho na caixinha, foto roubada do amigo Luiz

A bateria

A bateria agrada no sentido de que tem durado basicamente o que foi prometido, entre cinco e sete dias. Tive que carregar ele algumas vezes desde que chegou, mas a duração é bem agradável e a notificação de bateria baixa aparece em tempo suficiente pra você ainda aguentar um dia inteiro com ele (da última vez assim que cheguei no trabalho a notificação de bateria baixa apareceu e só fui carregá-lo ao chegar em casa, de noite).
A única vez que ele durou pouco tempo foi durante o Lollapalooza, pois embora estivesse com o bluetooth desligado, estava com a função de acender a tela ao sacudir o braço, e vocês podem imaginar o quanto se sacode o braço durante um fim de semana de shows, né? :)

Nota para mim, sacudir o braço um fim de semana inteiro pode descarregar o pebble.
Nota para mim, sacudir o braço um fim de semana inteiro pode descarregar o pebble.

Watchfaces

Ao contrário de um relógio digital tradicional, você pode mudar a cara do seu relógio. E existe um site com muitas watchfaces e mais ainda aparecendo todo o dia, pra agradar a todos os gostos. E em breve, com a SDK mais completa, com certeza aparecerão watchfaces que estão mais pra aplicativos.

http://www.mypebblefaces.com/
http://www.mypebblefaces.com/

Considerações finais

Acho que o pebble foi um investimento muito válido. Não invasivo, ele parece um relógio normal e engana tranquilamente como se você não estivesse permanentemente conectado. Ao mesmo tempo, diminuiu o número de vezes em que pego o celular durante ocasiões sociais porque todas as notificações importantes vão até o relógio. Há ainda algumas arestas a aparar, como o fato de que o Whatsapp, mesmo em mute, ainda notifica no relógio.

De resto, que venham os dispositivos de convergência. Mal posso esperar a época em que estarei com meu pebble fazendo um review do meu mais novo Google Glass :)

Foursquare, aquele inútil

Um dos aplicativos que eu talvez mais tenha ouvido falar sobre inutilidade é o foursquare. Assim como o twitter, ainda é visto por muitos como algo completamente inútil, além de uma grande invasão de privacidade.

E era o que eu achava também, quando peguei o meu Galaxy 5, principalmente por que ainda tem muita gente que insiste em deixar todos os check-ins (nome dado ao ato de dizer que está em um determinado de lugar, pelo aplicativo) vazarem para o twitter ou facebook, poluindo a timeline dos amiguinhos.

Mas como o pessoal com quem eu ando usava e me disse pra testar, resolvi dar uma testada e o pior que podia acontecer era largar ele de lado.

Em primeiro lugar, privacidade. Assim como todas as ferramentas sociais, o foursquare tem níveis diferentes de privacidade. Por padrão, só quem pode ver onde você está são seus amigos. A exceção é que você pode, sim, pelo aplicativo ver quem está em um determinado local, se quando você fez check-in você deixou a opção de fazer esse check-in público ligada. Se Bob quiser encontrar Ana sem ser amigo dela, ele teria que ir olhando locais até encontrar o que ela fez check-in pela última vez.

Segundo lugar, a poluição do twitter e facebook. Isso é opcional. Quando você faz check-in num lugar, você pode marcar se quer compartilhar com twitter e facebook. Ou seja, seus amigos não precisam ver cada vez que você entrou num mcdonald’s se eles não quiserem (ou seja, se tiverem foursquare e você na lista de amigos).

Fazendo Check-In
Fazendo Check-In, note a possibilidade desabilitar qualquer share

Terceiro, e talvez mais importante: é útil, essa porra?

E a resposta é que ele pode ser. Você pode comentar nos lugares onde você vai, então pode por exemplo avisar que determinado lugar tem um mal atendimento, ou que um prato em especial é muito bom, que fica muito cheio em determinados horários, ou qualquer coisa do tipo. Então sim, pode ser útil. Não dá pra dar ratings pra um lugar, como dá por exemplo no trip advisor, mas isso não faz com que ele seja menos interessante.

Dicas de uma Venue
Dicas de uma Venue, pra bem e pra mal.

Existem as chamadas Mayorships, ou prefeituras, que servem para indicar quem é o usuário mais ativo daquele determinado local. Novamente, isso é opcional, se você não compartilha seus check-ins publicamente, você nunca será promovido a mayor e ninguém nunca saberá que você frequenta um determinado lugar. Mas do contrário, quando você vira mayor você não ganha nenhum super poder, exceto em lugares com “Specials”, que são raros aqui no Brasil. Basicamente, um dono de um estabelecimento pode marcar metas que destravam determinados brindes, como por exemplo uma sobremesa grátis pra quem for mayor do estabelecimento, ou um desconto de 5% para a primeira vez que fizer check-in num determinado local. (Aqui no Brasil um exemplo é o Spoleto, que o mayor ganha uma massa toda sexta)

Exemplo de Special
Exemplo de Special, no caso, do Spoleto do Botafogo Praia Shopping

E a parte inútil, que é a de disputar pontos com seus amigos. Toda vez que você faz check-in você ganha pontos, pontos extras pela primeira vez num estabelecimento, primeira vez num determinado tipo de estabelecimento, primeiro dos seus amigos, etc.

Exemplo de Check-in
Exemplo de Check-in

Existem badges também, que podem ser destravadas em determinados tipos de estabelecimento, como shoppings, restaurantes japoneses e pizzarias. Tudo pra ajudar no jogo interno entre os seus amigos.

Pra mim, o foursquare pareceu bem mais legal do que parecia. Fiquei meio viciado no negócio e sempre recomendo que as pessoas dêem uma olhada. Não culpe o aplicativo pelos maus usuários dele :)

 

Cyanogen 7: Primeiras impressões

O Galaxy 5 é um celular com um ótimo custo benefício, mas o Android 2.2 da Tim/Samsung que veio com ele, tem uns bugs e eles começaram a me irritar conforme o tempo foi passando. O primeiro era com relação ao Wifi, se eu ficava muito na borda de um wifi, perto da região onde ele cai, o driver de wifi travava e aí pra ele voltar a funcionar só reiniciando. Tentei até um código que supostamente reiniciava o driver, mas sem sucesso.

Depois, o fato de ter vários aplicativos que não davam pra remover, alguns dos quais eu nunca usei, tipo o Layar. E por último, como gota d’água, ontem meu market zicou e resolveu parar travar a toda vez que eu entrava. Provavelmente se resolveria comigo reiniciando ou coisa do tipo, mas resolvi que era aí que eu ia aproveitar o Cyanogen pra Galaxy 5 que vi no outro dia.

O Cyanogen 7 é uma rom de android custom, ou seja, não é feito por nenhum fabricante, que implementa o android 2.3.x, no caso do Galaxy 5, o Android 2.3.7. Como é uma rom custom, é esperado que ele talvez não seja tão trabalhado quanto uma versão oficial, mas geralmente eles tem uma vantagem de versão sobre a versão oficial.

O procedimento para colocar a versão pode ser visto aqui ou aqui, mas ele varia de celular pra celular, então só deve ser seguido se o celular for um Galaxy 5. O procedimento todo não leva mais de meia hora, mas o ideal é que seja feito um backup antes de começar, já que é preciso fazer um factory reset.

Obviamente, a primeira mudança é a falta dos aplicativos específicos, como os da Samsung e da TIM. Mas isso pra mim é sempre uma vantagem. Em segundo lugar, tive a impressão que alguns menus e algumas outras coisas ficaram, de fato, mais rápidas. O Foursquare, por exemplo, me pareceu conseguir resolver o GPS e obter a lista de locais mais rápido, mas pode ter sido impressão.

Em segundo lugar, o problema com o wifi parece ter sido resolvido.

Uma coisa que eu reparei é que ontem, logo depois da instalação, ele reiniciou, ao menos duas vezes. No entanto, me recordo de ter acontecido algo parecido depois de inicializar o celular na versão que veio com ele também. Ontem, no entanto, isso aconteceu no caminho pra casa, e ele parou de rastrear o exercício, pelo Noom/CardioTrainer e de tocar músicas. Hoje pela manhã, ele ficou mudo, enquanto eu andava, sem motivo aparente. O som de media foi a zero e até agora não sei exatamente o porque. Vou testar mais uma vez a volta pra casa e ver se o problema permanece pra reportar pro sujeito da thread.

Segundo é o gerenciador de contatos. O da rom stock é um da Samsung, modificado e embora pareça ter as mesmas funções no gerenciador de contatos do cyanogen, talvez você demore a se acostumar com as novas localizações delas.

As primeiras impressões do Cyanogen são boas. Me pareceu ter valido bastante a pena atualizar. Mas com o tempo eu vou colocando novas impressões, se for o caso.

Review: Galaxy 5 i5500B

Quando falei sobre a minha mudança pra um Smartphone e citei o preço, muita gente veio me pedir pra falar mais sobre o Galaxy 5. Eu já estava pensando em escrever sobre ele, mas resolvi adiantar esse review já que ele anda com um preço muito bom :)

O Galaxy 5 é um telefone de entrada da Samsung, possui Android 2.2 (o meu já veio com 2.2, mas já ouvi falar que alguns lotes mais antigos vinham com 2.1 e precisam ser atualizados pelo KIES, o software da Samsung). O 2.2 tem vantagens como poder passar alguns dos aplicativos para o MicroSD. Ele tem somente 170Mb de memória interna, então isso é bem importante. Mas é bom lembrar que nem todos os aplicativos podem ir pro cartão, e mais do que isso, que não vai o aplicativo inteiro, vira e mexe sobra 20~30% do tamanho do aplicativo ainda na memória interna.

Sua tela tem 2.8″ e resolução de 240 x 320. É um celular de tela pequena, sem teclado. Usar Swype é quase que obrigatório, ou o acesso às teclas fica complicado, Swype é um teclado diferente em que você digita sem tirar a mão da tela. A tela dele tem problemas de sensibilidade nas bordas, nada que faça você enlouquecer, mas tem sim certas horas em que bate aquela vontade de bater na tela :)

Sobre a velocidade, ele é um celular até fluido, mas é preciso lembrar que ele não é um celular muito poderoso. Eu uso muito a combinação do player com o CardioTrainer quando volto de bicicleta, e ao terminar o workout ele demora um tempinho pra voltar ao normal, já que o CardioTrainer parece ser um programa razoavelmente pesadinho.

Já peguei o celular reiniciando algumas vezes, mas nunca enquanto estava usando, sempre quando ele estava largado na mesa.

O som dele é bem claro, tanto quanto o mp3 que eu estava usando, ou o do computador.

Ah! Fator importante, talvez: ele não tem Flash. Procurei em alguns lugares, achei um Flash que supostamente funcionaria, mas sem sucesso. Não chega a me incomodar, porque eu sinceramente não uso muito o browser dele e o youtube tem um cliente separado que toca a maioria dos vídeos, mas se Flash é um dealbreaker pra você, talvez seja bom pensar em outro celular.

Ele está por volta de R$350 em lojas online, por boleto bancário. E por volta de R$400 sem boleto. O telefone vem desbloqueado, mas com alguns aplicativos da TIM. Dá pra tirar esses aplicativos rooteando (virando administrador) do celular. Mas isso é meio que um “jailbreak”, e acho que deve invalidar a garantia :)

Bom, que me lembre é isso, mais dúvidas, falem aí :)

A Transição para um Smartphone

Espertofones, como costuma chamar um amigo, estão virando lugar comum por aí. A grande vantagem sendo o fato de estar conectado a internet o tempo todo, e para poder aguentar isso, os smartphones estão aí com um poder de processamento bem razoável. Para se ter uma idéia, um smartphone low-line como o Samsung Galaxy 5 que eu adquiri tem um processador de 600MHz. Pentium III fabricados em 1999 tinham versões com esse clock.

Não entrando aí em guerras de qual é o melhor Sistema Operacional para celular, escolhi um Android por fugir do iTunes, por ser fácil de fazer desbloqueio, se tivesse vontade, e pela preferência pessoal mesmo. Mas demorei pra fazer o pulo pelos preços dos smartphones por aqui. Não tinha vontade de pegar um plano pós pago absurdo pra poder pagar um valor razoável num aparelho, então fiquei de butuca, só esperando.

Eis que esse mês recebi umas ofertas do Samsung Galaxy 5 (i5500), que tá regulando na faixa de R$350 e R$400. R$350 foi o que paguei num Nokia 3220 há uns 5 anos, então considerei um preço bem razoável por um celular com o triplo de coisas que o meu antigo 3220 fazia :)

Sobre o celular, pretendo fazer uma avaliação mais profunda sobre ele em algum momento, mas vale dizer que ele é ótimo para o seu preço, não é lento durante o uso normal, não tem nenhum grande problema e só é preciso prestar atenção pois devido a diferenças de hardware, alguns apps não funcionam nele (como o Firefox Mobile – o Fennec).

Mas a coisa que é mais divertida nessa coisa toda é a transição de um celular comum para um smartphone. Onde antes acessar o twitter ou facebook era algo extremamente ocasional e somente para situações esquisitas (tipo preso em grandes engarrafamentos), acaba virando um negócio razoavelmente normal, numa fila ou esperando o ônibus.

Já a gama de aplicativos diferentes é bem legal, entrei na brincadeira de brigar por pontos no foursquare com os amigos, estou usando um app pra me ajudar a perder peso, que inclusive pega o caminho que faço todo dia de casa para o trabalho de bicicleta e tenho alguns joguinhos pra passar o tempo quando só estou com o celular comigo. Fora que por ter player e fazer scrobbling com o last.fm, substituiu meu mp3 player.

A brincadeira está bem divertida, e vira e mexe acho alguma coisa diferente pra usar :)

Mais novidades nos próximos capítulos ;)