Raspberry Pi: O Media Center de US$35

Talvez você tenha ouvido falar do Raspberri Pi, a idéia original era fazer um computador para construir um computador pequeno e barato pra ensinar crianças a programar. A história está bem explicada no about do site dos caras, mas basicamente a idéia é que antes existiam Commodore 64 e outros pra fazer muleques aprenderem a programar no (grande) tempo vago que toda criança tem e hoje em dia não existe um computador para esse fim.

Só que quando os caras começaram a divulgar os specs finais da parada, ficou claro que ele ia ser um computador razoavelmente poderoso por US$35. Claro que foi um pequeno frenesi entre todos os hobbyistas da internet.

As specs finais ficaram assim para o modelo B, que é o que é mais interessante:
Um processador ARM11 com 700Mhz
Uma Broadcom VideoCore IV, que suporta OpenGL ES 2.0 e 1080p30 (isso é, até 30 frames por segundo).
256Mb de ram compartilhada com a GPU.
2 portas USB
Saída HDMI e RCA para vídeo, além de uma saída de áudio 3.5mm.
Uma entrada para SD
Ethernet 10/100

Demorei pra escrever esse artigo, e nesse meio do caminho já até decidiram aumentar pra 512MB a memória do Raspberry, mas demorei porque queria amaciar mais o negócio, testar mais e saber das limitações, antes de falar bem ou mal dele.

A coisa toda é alimentada por qualquer transformador que entregue 5V a 700mA. Eu estou segurando por enquanto com meu carregador do celular.

Parece bom demais pra ser verdade? Pois é, como eu disse, um computador para hobbyistas, né? Porque ele vem assim, pelado. Só uma plaquinha sem case, sem nada.

Um Raspberri Pi ligado
O meu Raspberri Pi funcionando

Mas nem tudo está perdido. Existem algumas cases já pra ele, tipo o Pibow, ou mesmo uma dessas nove citadas nesse artigo. E enquanto a case num chega, dá pra improvisar umas de papel, que podem ser encontradas no fórum. As melhores, na minha opinião, são essa e essa.

Meu Raspberry Pi no Pibow
Meu Raspberry Pi no Pibow

Pra quem não conhece, existe um media center muito bom, chamado XBMC. O XBMC foi criado com intuito de de ser um media center pro Xbox original, mas hoje em dia funciona em diversos dispositivos, incluindo Windows, Linux, Mac OS e recentemente Android e iOS.

Rapidamente fizeram um port do XBMC para o Raspberry Pi e agora tem uma distribuição chamada Raspbmc, que inicia direto no XBMC e deixa tudo pronto para o uso do media center.

O Raspbmc, a distro que faz com que o XBMC abra na sua TV.
O Raspbmc, a distro que faz com que o XBMC abra na sua TV.

Como media center o Raspberry Pi é bem decente. Tenho visto arquivos em 720p sem problemas, a vantagem do XBMC é que ele tem um plugin de legendas que baixa a partir de grande sites, como opensubtitles e legendas.tv

É preciso lembrar, no entanto, que o raspberry só tem um ARM, que funciona normalmente a 700mhz, então não espere velocidades incríveis. Multitarefa normalmente exige muito dele, já que o XBMC não é o software mais otimizado o possível. Ou seja: NÃO é um hardware para quem quer um media center e não ligar pra mais nada. É pra quem tem paciência de parar pra configurar e debugar coisas.

Ainda há muitas coisas que não estão funcionando tão bem, esses dias descobri que colocar o sistema no hd externo, pela usb, parece dar um desempenho muito superior ao SD Card. A culpa provavelmente está no SD, que não deve ser dos mais rápidos.

Outros problemas comuns são com relação a fonte de energia. O Raspberry não tem uma fonte padrão, recomendada. O que se recomenda é que se use uma fonte qualquer, que tenha 5V de saída a pelo menos 0.7A. A do meu celular, 5V e 1A, anda segurando muito bem, mesmo em situações de muita carga no sistema. Mas pra garantir, meu hd externo tem fonte própria de força.

Ainda tenho algumas coisas pra fazer com que o Raspberry vire meu media center perfeito, mas do jeito que ele está hoje, está muito legal. Mantenho ele ligado 24/7, já tenho uma quantidade grande de filmes nele e um hd de 1TB, ou seja, vai dar pra deixar bastante coisa por lá. Fica aí a dica, mesmo que não seja um Raspberry Pi, pegue um media center pra deixar na sua TV. É ótimo!

Update 1 (16/11/12, 16:36): Esqueci de um detalhe muito importante!
O raspbmc suporta um protocolo, HDMI-CEC, que permite que o controle remoto de TVs que o suportam seja usado diretamente no XBMC, ou seja, nada de mouse ou teclado externo. Fica parecendo que o XBMC é um recurso da própria TV, super prático :)

Hambuguer feito em casa!

Esse findi eu e a namorada resolvemos fazer uma receita que tava de bobeira nos favoritos do reader há séculos: Hambuguer feito em casa.

A receita é bem tranquila, e tá bem explicada aqui: Receita de hamburguer caseiro com calabresa

Algumas coisas que eu acho que vale a pena deixar anotado pras quem for fazer são as seguintes:

– Sobre o pão, a gente usou um pão francês inteiro pra receita. A dica é evitar de usar as extremidades do pão, elas não dissolvem no leite, e ficam em grandes pedaços na massa, não misturam direitinho.

– Sobre as quantidades, a gente usou pouco mais de 1Kg de patinho, e uma calabresa que tinha uns 300g. Pedimos no mercado e já deixamos tudo moído junto. Não sei como teria sido misturar na mão, mas desse jeito ficou bem uniforme.

– Sobre o resultado: Com as quantidades que a gente usou, deu pra fazer uns 11 bifes de hamburguer grandinhos. A gente congelou os que sobraram, é bom já ir pensando por esse lado :)

De resto.. Uma receita boa pra caramba, mais que recomendada :D

Essa é pra quem usa Skoob

Já devo ter comentado aqui em outros posts, mas sou meio viciado em media trackers. Uso Skoob, Filmow, Orangotag, Last.Fm. Tudo que dá pra usar que mantenha lista das coisas que eu fiz, li, vi, eu acabo me associando.

Pois bem, o Skoob há um tempo atrás adicionou uma feature que é o seguinte: quando você vai lendo o livro e marcando progresso por lá, se você marcar que atingiu 100%, ele guarda a data e mostra numa listinha que tem “livros lidos no ano XX”. E ele também usa isso na hora de organizar sua lista de filmes, na sua estante.

Só que quando você clica no botão de “Lido”, ele não guarda nenhuma data. A dica é pra quem explicitar o TOC e deixar a data certinha: basta ir em “minha cópia”, e lá tem “Data de Leitura”. Com isso, a data fica certinha e ele fica no ano certo.

Okey, fim do momento TOC do dia, podem voltar aos seus afazeres :)

Google Code Jam 2012

Está chegando aquela época do ano outra vez, Google Code Jam. Há algum tempo que andei deixando os problemas de maratona de lado, mas a verdade é que me interesso muito por ficar resolvendo-os. É como se fosse um puzzle de programação que de quebra ainda me faz ficar mais afiado pro trabalho do dia-a-dia.

O registro começa amanhã, e vai até o dia do qualification round, dia 13 de abril. Na verdade, você pode se registrar durante o qualification round, e só arriscar de ter menos tempo pra fazer os problemas.

Resolvi, pra dar uma treinada, já que estou sem mexer nessa vida há algum tempo, tentar resolver um round por dia até o qualification round. Comecei hoje com o qualification round do Code Jam Africa 2010, três problemas bem tranquilos, basicamente pra acostumar com o funcionamento da ferramenta de envio e com a idéia de como devem estar formatados os problemas.

Pretendo tentar resolver na ordem que estão na página do practice, e depois começar a ir subindo o nível conforme eu for me ajustando. É bem provável que eu dê uma molengada nesse meio do caminho, então pretendo no mínimo fazer uns 30 problemas, o que dariam 10 rounds. Mas veremos :)

E vocês, estão prontos?!

 

Winter-een-mas

E mais uma vez é chegada a época do Winter-een-mas :) Um feriado de mentirinha criado pelo cara do Ctrl-Alt-Del.com

A idéia do “feriado” é simples (e a época faz mais sentido no hemisfério norte), fim de janeiro é a época de mais frio, onde geralmente acaba acontecendo de nevar e ficar preso em casa, por isso, é uma ótima época pra ficar em casa e celebrar os videogames, jogando sozinho ou com os amigos. Começa dia 25 e termina dia 31 de janeiro.

Pois bem, ontem comecei meu winter-een-mas com dois jogos, que vi no Rock Paper Shotgun:

Platformdungseffekt

Esse jogo, feito por uns alunos do digipen, tem uma idéia bem maneira. O jogo é um side scroller onde você pode segurar a tela, fazendo com que temporariamente a tela seja “warped”, como em pacman, entrando por um lado você sai por outro, entrando por cima sai por baixo.

O jogo é bem pequeno, afinal, é só um projeto de fim de curso. Mas é divertido e a mecânica poderia ser tranquilamente expandida para um jogo maior, com mais desafios.

http://www.rockpapershotgun.com/2012/01/25/platformdungseffekt-the-fourth-wall/

Cart Life

Cart Life parece que já tem algum tempo que foi lançado, mas foi parar no RPS só agora no início de janeiro. A princípio, é um Sim. Você controla um personagem através de tarefas diárias pra sobreviver. O twist do jogo é que os personagens são duros, e sobrevivem na vida de vendedores de rua, um dos personagens tem um stand de jornais, por exemplo. E tem que sobreviver com a pouca grana que tem, querendo se estabilizar na vida. O jogo é bem duro, mas sem ser pesado demais. A mecânica conseguiu ser divertida e me prendeu durante um bom tempo, pretendo terminar a história do Andrus, já a da outra personagem, não sei.

http://www.rockpapershotgun.com/2012/01/19/wot-i-think-cart-life/

E por enquanto é isso ae, galera! Vamos jogar essa semana :)

Buenos FUCKING Aires! Pt. 2

Os hermanos tem costumes um pouco diferentes do nosso, embora vivam aqui ao lado. Essas foram coisas que eu notei por lá, que é bom ficar atento :)

Simpatia

Muitos acusam os hermanos de serem ou não simpáticos, e a verdade é que assim como aqui, tem gente simpática e tem gente que não é. Claro que facilita se você, quando for pedir uma ajuda, ou fazer o pedido no restaurante, tente pedir em espanhol, e não em português gesticulando loucamente. Se você pensar no contrário, alguém falando em espanhol ou inglês aqui, é muito provável que você esbarre com gente bem mal humorada na hora de responder.

No geral tive ótimas experiências, quando perguntava sobre as coisas. Pegamos taxistas bem humorados e que conversavam bastante com a gente. E inclusive conversamos durante um bom tempo com a dona de um dos restaurantes que fomos.

Gorjeta

Isso é um ponto bem diferente. Aqui nós temos esse costume estranho de botar os 10%, que em teoria são opcionais, junto da cuenta, como se fosse parte dela. Lá eles não fazem isso. É como vem a conta do outback aqui, sem os 10%. A diferença é que lá eles não perguntam se pode incluir, só avisam que está sem a gorjeta, a propina. Inclusive, em alguns restaurantes não dá pra passar a gorjeta no cartão. E quando a gente tentava se explicar que a gente queria colocar a gorjeta, eles explicavam que ela não estava incluída na conta. Depois dos dias lá fiquei com a impressão de que é porque eles não tem um valor padrão, como são os nossos 10%, e esperam que você deixe o quanto você acha justo pelo serviço. Por isso, pague a conta normalmente e deixe 10% com o garçom ou na mesa, em dinheiro.

Tratamento

Aqui é muito comum você tratar o garçom ou a garçonete com um “Boa noite”, por lá o tratamento mais padrão pareceu ser “¡Hola!”. Dependendo da formalidade do lugar, as vezes sendo “¡Hola, Chicos!”. Acho que o único lugar que me lembro de ter sido comprimentando com um Buenas Noches foi no hotel, onde eles tinham vários hóspedes brasileiros. Na hora de pedir a conta, o já costumeiro gesto de “assinar no ar” com a mão também funciona por lá.

Essas foram as diferenças principais que eu senti com relação ao comportamento dos hermanos, com isso e as dicas do outro post acho que já é um bom caminho pra se entender por lá!

Buenos FUCKING Aires! Pt. 1

Fui pra Buenos Aires, esses dias, e vários amigos tão me perguntando como foi, dicas, lugares pra visitar e coisas do tipo, então, vou ver se vou escrevendo sobre a viagem e dando as dicas que eu for lembrando :)

Planejamento

Eu e a namorada planejamos a viagem usando internet e também um guia de bolso. O guia era da coleção “Viagem de Bolso”, chamado “O melhor de Buenos Aires”, mas acredito que um bom guia deve ser suficiente. Eu recomendaria levar um porque é uma baita mão na roda, pra achar coisas pra fazer e dicas até mesmo de como pedir certas coisas e tal, pra quem não tem domínio do espanhol.

Nos sites eu usei o Mi Buenos Aires Querido e organizei as coisas que a gente queria visitar em listas do foursquare, aí vão os Links:

Centro
Recoleta
Palermo
San Telmo & la boca
Puerto Madero
Belgrano
Restaurantes, bares e etc

O foursquare foi uma baita mão na roda por lá, porque dá pra você abrir uma lista e pedir pra ver tudo posicionado em um mapa. Junto com o gps do Android a gente podia decidir o que estava mais perto e seguir pra lá. Uma coisa que eu faria seria juntar a lista de restaurantes e bares na lista de cada bairro e talvez fazer uma lista com tudo, já que pode ficar mais fácil na hora de estar entre dois bairros.

No Ezeiza, o Aeroporto Internacional, eles dão um mapa ótimo, que além de ter a parte principal da cidade, tem também o traçado do metrô, tanto sobreposto no mapa, quanto em separado. Não se esqueça de pegar!

Internet

Como a gente queria usar o Foursquare a gente pesquisou de como conseguir 3g por lá. Não chequei as outras operadoras, mas a Movistar por lá tem chips pré-pagos, e tem um pacote em que você paga 20 pesos e tem 1GB de dados por dois dias. É meio caro, se for comparar com a Tim, por exemplo, mas a velocidade é boa e é uma quantidade de dados virtualmente ilimitada pra dois dias. Basta comprar um chip pré pago da movistar em algum lugar pela cidade (em alguns mercadinhos, que lá eles chamam de Cajas, [namorada falou que eu imaginei esse nome] que tem pela rua, por exemplo) e daí botar os pesos e mandar uma mensagem escrito “Datos” pra 2345. Cuidado só com as tais Cajas os tais mercadinhos, tivemos problema com um dos chips que compramos, ele não funcionou e quando tentamos falar com a movistar eles alegaram que estava no nome de uma mulher e que eles não podiam fazer nada sem a proprietária da linha.

Dinheiro, cartões e etc

A maioria dos lugares lá aceita cartão e supostamente débito também. Dito isto, eles não passaram débito uma vez sequer. Aparentemente as máquinas que tem o espaço pra chip não conseguem passar usando o chip, e quando passa de outro jeito, ela passa no crédito. Isso vale pra Mastercard e pra Visa. Portanto, cuidado! Primeiro com o limite do cartão e segundo porque o IOF de operação no cartão de crédito é de 6,38%.

Uma solução é sacar dinheiro por lá e ficar usando preferencialmente dinheiro, já que segundo o que eu vi pelas internetz, o IOF é de 0.38%, mas em compensação tem uma taxa fixa de 15 pesos por saque, além de taxa do seu banco de saque internacional. Tem de se fazer algumas contas, mas no caso de uma taxa de saque de 9 reais, mais os 15 pesos do banco argentino, acho que a partir de 300 reais já tá valendo mais a pena o saque. Mas no fim das contas, provavelmente vale a pena usar uma mistura dos dois :)

Quando eu fui levei reais e troquei por pesos direto no aeroporto, no Banco de La Nacion, que tem logo na saída do desembarque do Ezeiza. Se você for para o outro aeroporto é bom se informar. O banco de la nación era a cotação mais favorável que eu vi em todos os dias.

Cuidado com dinheiro falso! Circula MUITO por lá, e muito embora eu não tenha tido problema, um conhecido que estava por lá teve. Acontece principalmente em taxis, mas também em ambulantes e coisas assim. Evite de dar notas altas quando desnecessário, verifique a nota quando pegar o troco e dê preferência pra taxi de cooperativa.

Uma outra coisa é que pra ônibus por lá você precisa de moedas, então assim que possível tente conseguir algumas, seja comprando alguma coisas nos Cajas, ou em algum mercadinho. Por exemplo, água pra deixar no hotel :)

Alguns lugares aceitam dólares e real, mas geralmente a cotação é desfavorável, a menos que você tenha ficado sem dinheiro, é uma boa evitar.

Ônibus, metrô e conduções

O metrô (subte) de buenos aires chega a maior parte turística da cidade, com exceção da recoleta. Então é uma boa idéia usá-lo. Enquanto estávamos lá a passagem aumentou, era 1,10 e saltou pra 2,5. Apesar de protestos dos hermanos, não acho que isso vá mudar já que a rede de metrô está sendo ampliada e eles precisam do aumento pra custear a parada. O subte para de passar por volta de 22h e começa de novo as 5h na maioria das linhas, mas uma consulta ao site da empresa dará maiores informações.

Já com relação a ônibus (colectivos), eles passam a noite toda, mesmo que com intervalos reduzidos a noite. A parada é que você precisa de moedas para usá-los. Ao entrar no ônibus você informa ao motorista até onde você vai e ele ativa a máquina com o valor que você tem que pagar. A maior passagem que eu vi foi de 1,25 por pessoa, mas se você estiver junto com alguém por vezes eles colocam mais de uma pessoa na mesma passagem, e aí varia de ter que colocar até 2,50 na maquina. Aconselho nas primeiras vezes tentar ser um dos últimos a entrar porque as vezes os hermanos ficam impacientes quando tem gente segurando a fila, e você provavelmente vai se enrolar na primeira vez, eu me enrolei :)

O taxi é relativamente barato por lá, o maior que deu pra mim foi 70 pesos e isso foi quando cruzamos a cidade. Vale muito a pena pra ir pra lugares pra onde nunca se foi e que são distantes do metrô, como a Recoleta. Mas siga o que eu disse antes, preferência por cooperativa. Outra coisa é que o costume por lá é dar a rua e as transversais mais próximas do destino. Ou seja, algo como “Salta entre Mexico y Venezuela”.

Se quiser dar uma economizada a combinação dos meios é uma ótima idéia, pegando o metrô até certo ponto da cidade e o taxi no resto do caminho.

E por hoje é só, em breve mais sobre lugares e hermanos :)

 

Foursquare, aquele inútil

Um dos aplicativos que eu talvez mais tenha ouvido falar sobre inutilidade é o foursquare. Assim como o twitter, ainda é visto por muitos como algo completamente inútil, além de uma grande invasão de privacidade.

E era o que eu achava também, quando peguei o meu Galaxy 5, principalmente por que ainda tem muita gente que insiste em deixar todos os check-ins (nome dado ao ato de dizer que está em um determinado de lugar, pelo aplicativo) vazarem para o twitter ou facebook, poluindo a timeline dos amiguinhos.

Mas como o pessoal com quem eu ando usava e me disse pra testar, resolvi dar uma testada e o pior que podia acontecer era largar ele de lado.

Em primeiro lugar, privacidade. Assim como todas as ferramentas sociais, o foursquare tem níveis diferentes de privacidade. Por padrão, só quem pode ver onde você está são seus amigos. A exceção é que você pode, sim, pelo aplicativo ver quem está em um determinado local, se quando você fez check-in você deixou a opção de fazer esse check-in público ligada. Se Bob quiser encontrar Ana sem ser amigo dela, ele teria que ir olhando locais até encontrar o que ela fez check-in pela última vez.

Segundo lugar, a poluição do twitter e facebook. Isso é opcional. Quando você faz check-in num lugar, você pode marcar se quer compartilhar com twitter e facebook. Ou seja, seus amigos não precisam ver cada vez que você entrou num mcdonald’s se eles não quiserem (ou seja, se tiverem foursquare e você na lista de amigos).

Fazendo Check-In
Fazendo Check-In, note a possibilidade desabilitar qualquer share

Terceiro, e talvez mais importante: é útil, essa porra?

E a resposta é que ele pode ser. Você pode comentar nos lugares onde você vai, então pode por exemplo avisar que determinado lugar tem um mal atendimento, ou que um prato em especial é muito bom, que fica muito cheio em determinados horários, ou qualquer coisa do tipo. Então sim, pode ser útil. Não dá pra dar ratings pra um lugar, como dá por exemplo no trip advisor, mas isso não faz com que ele seja menos interessante.

Dicas de uma Venue
Dicas de uma Venue, pra bem e pra mal.

Existem as chamadas Mayorships, ou prefeituras, que servem para indicar quem é o usuário mais ativo daquele determinado local. Novamente, isso é opcional, se você não compartilha seus check-ins publicamente, você nunca será promovido a mayor e ninguém nunca saberá que você frequenta um determinado lugar. Mas do contrário, quando você vira mayor você não ganha nenhum super poder, exceto em lugares com “Specials”, que são raros aqui no Brasil. Basicamente, um dono de um estabelecimento pode marcar metas que destravam determinados brindes, como por exemplo uma sobremesa grátis pra quem for mayor do estabelecimento, ou um desconto de 5% para a primeira vez que fizer check-in num determinado local. (Aqui no Brasil um exemplo é o Spoleto, que o mayor ganha uma massa toda sexta)

Exemplo de Special
Exemplo de Special, no caso, do Spoleto do Botafogo Praia Shopping

E a parte inútil, que é a de disputar pontos com seus amigos. Toda vez que você faz check-in você ganha pontos, pontos extras pela primeira vez num estabelecimento, primeira vez num determinado tipo de estabelecimento, primeiro dos seus amigos, etc.

Exemplo de Check-in
Exemplo de Check-in

Existem badges também, que podem ser destravadas em determinados tipos de estabelecimento, como shoppings, restaurantes japoneses e pizzarias. Tudo pra ajudar no jogo interno entre os seus amigos.

Pra mim, o foursquare pareceu bem mais legal do que parecia. Fiquei meio viciado no negócio e sempre recomendo que as pessoas dêem uma olhada. Não culpe o aplicativo pelos maus usuários dele :)

 

Vamos crowdsourcear?

Crowdsource, Crowdfunding, ultimamente esse tipo de coisa é comum de se ouvir. Pra quem pegou o bonde andando, em bom português, a idéia é juntar uma galera pra realizar uma determinada tarefa. No melhor estilo cada um faz um pouco, todo mundo sai ganhando. Um exemplo que funciona muito bem nesse estilo é a Wikipedia. Crowdsourced, porque a “Crowd”, ou seja, o povo faz o trabalho de manter as coisas atualizadas e corretas, e crowdfunded, porque de tempos em tempos eles pedem doações pra manter as coisas funcionando, servidores e tudo mais. Muita gente chama isso simplesmente de processos colaborativos, mas o nome pouco importa.

Existem alguns sites bem específico, como o Queremos que é pra fazer Crowdfunding de shows, em que a banda é contactada, o valor pro show levantado e dividido e os fãs podem trazer a banda (e em alguns casos, até ter o dinheiro devolvido e ir de graça).

Mas o post é sobre uma coisa que me agrada bastante: o google maps. O Maps é ótimo, tem vários recursos, mas todo mundo que tentou ir pra lugares mais distantes deve ter notado que ele é péssimo. Isso é porque o maps pega as fontes dos seus mapas de empresas locais. No caso do rio, por exemplo, é da MapLink. E dependendo do lugar, simplesmente não há quem disponibilize mapas.

E aí que eles inventaram o Map Maker. Essa ferramenta, que eu acredito que inicialmente era interna, agora é externa e qualquer usuário pode colaborar ajeitando ruas na sua cidade e tudo mais. Aqui no rio, o Map Maker é um “mapa alternativo”, ainda incompleto. Mas acredito que se o mapa do rio chegasse num estado razoável, ele poderia ser promovido a mapa principal. E com isso daria pra manter o mapa muito mais atualizado e corrigido. Além, é claro, de informar as coisas pra lugares mais distantes, como Penedo.

Por isso, convido todos vocês a ajudarem, entrarem no Map Maker e mapear uma ou duas ruas em volta da sua casa. Se cada um fizer isso, teremos ótimos mapas :)

 

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