A computação e os ternos

Durante um bom tempo fui contra a “automatização” da computação. Achava que isso ia causar uma sucatização massiva. Achava que se o cara pudesse gerar código automaticamente, tudo ia acabar descambando pro código automático porco que não ia servir pra muita coisa. E andei até conversando com várias pessoas sobre o assunto.

E depois de conversar sobre o assunto, cheguei a conclusão de que estamos passando pela evolução que passaram os alfaiates. No princípio, tudo era feito a mão. Os alfaiates faziam as roupas, cobravam o quanto queriam por elas, pois não eram tantos os que eram mestres na profissão. E com o tempo, surgiu a indústria de roupas, o barateamento das roupas, e os alfaites, ainda existentes, caíram basicamente em desuso.

Exceto talvez pelos ternos. Já ouvi muita gente falando que terno que não é ajustado pessoalmente pra você é basicamente inútil. Não é confortável, não cai bem, etc etc.
Não uso ternos, mas já ouvi mais de uma pessoa falando isso. Fora que ternos são peças de roupas bem específicas e bem caras, também.

Por isso o paralelo, acho que com o passar do tempo a computação evoluirá para algo no molde da alfaiataria: O comum será usar fábricas de software. Software barato, rápido, que serve pro que você precisa. E só quem precisar de algo específico – só quem precisar de um terno – irá recorrer ao software feito a mão. Não completamente a mão, claro. Hoje em dia mesmo quem faz software específico não escova mais bits. O compilador ajuda muito nessas horas. Mas hoje em dia acredito que mesmo os alfaiates tem mais evolução do que tinham há anos atrás.

Eu nem sei o que a maioria das pessoas considera software específico. Eu mesmo não sei se sei. Há um tempo atrás qualquer coisa que usasse uma camada de abstração em cima do banco pra mim já começava a ficar bizarro, porque já tinha visto várias consultas desnecessariamente grandes sendo geradas pra coisas bobas. Mas hoje em dia não sei qual é o “state of the art”,  então não sei se tenho como dizer como está esse nível.

Ainda acho que automatização demais faz mal. Só gerar um UML e mandar ele gerar o software pra você não vai fazer o melhor software do mundo. Mas talvez ele esteja na medida certa pra 90%  das pessoas. E  o princípio  de pareto ainda é o mais importante. Melhor fazer 20% do esforço e resolver 80% dos problemas.

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5 Comments : Posted in: Nerdish, Random Thoughts : 01.20.10

Nintendo DS: Uma História – Parte III

Bom, a verdade é que me deu uma vontade louca de falar sobre o DS esses dias. Eu tô nessa de DS desde novembro de 2007, basicamente 1 ano depois do lançamento do DS Lite.

Então vou fazer uma série de posts falando sobre o DS e como ele chegou ao que é hoje, pelos meus olhos. Vou falar principalmente da parte de homebrew, porque acho que é a parte onde complica.

No primeiro post eu falei de origens, do GBA e dos primeiros flash carts, sem entrar em muitos detalhes.

No segundo post eu falei sobre a infância do homebrew no DS e o que era o DS quando eu comprei o meu.

Nesse terceiro e último post eu vou falar sobre como vejo hoje em dia o DS.

R4: Ladrão que rouba ladrão…

É fácil de ver que quando um produto faz sucesso, o que mais acontece é ele ser copiado até a exaustão (Vii, Polystation, dentre outros), e se isso acontece com produtos oficiais legalizados e tudo mais, imagina como não é com um flash cart, que está numa área muito cinza da legalidade?

Depois que o R4 ficou famoso, o que mais começou acontecer foram os inúmeros clones dele. Primeiro, clones com o mesmo nome, ou seja, R4 falsificados. Depois que isso ficou muito na cara, começaram a surgir clones com outros nomes. Até porque, e isso eu não sei dizer corretamente, o R4 tem um hardware igual ao M3, e eu não sei qual deles veio primeiro. Mas aí veio também o G6, o R4 SDHC, e tantos outros clones espalhados por aí.

Aí eu fico até com um pé atrás de recomendar algum flash cart quando alguém me pergunta. Porque como eu vou dizer qual deles é o melhor pra comprar? Se o R4 já hoje em dia tem grandes incompatibilidades, o que dizer dos clones?

E até onde os clones são compatíveis com os firmwares, originais ou não?

A boa coisa do R4 original é que ele roda, por exemplo, o YSMenu, que é o firmware do DSTT modificado para rodar no R4 (o que aumenta a compatibilidade, já que o R4 não tem mais seu kernel atualizado desde ‘08).

Claro que além do R4, existem outros chips como o próprio DSTT, o CycloDS ou o Acekard, mas não tenho conhecimento de causa suficiente pra recomendar nenhum deles, e não sigo de perto os lançamentos em cada um pra saber como funcionam os lançamentos recentes neles.

Por isso, fica a conclusão, ao comprar seu Flash Cart hoje em dia, tome um cuidado extra. Pesquise bem nos fóruns antes de comprar seu DS pra não ficar arrependido depois.

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2 Comments : Posted in: Games, Nerdish, Random Thoughts : 01.11.10

Nintendo DS: Uma história – Parte II

Bom, a verdade é que me deu uma vontade louca de falar sobre o DS esses dias. Eu tô nessa de DS desde novembro de 2007, basicamente 1 ano depois do lançamento do DS Lite.

Então vou fazer uma série de posts falando sobre o DS e como ele chegou ao que é hoje, pelos meus olhos. Vou falar principalmente da parte de homebrew, porque acho que é a parte onde complica.

No primeiro post eu falei de origens, do GBA e dos primeiros flash carts, sem entrar em muitos detalhes.

Nesse segundo post eu vou falar sobre a infância do homebrew no DS e o que era o DS quando eu comprei o meu.

DS: Pegando carona numa onda que já vinha

Quando o DS saiu com seus dois slots, quem já estava desenvolvendo em GBA pensou logo em usar aquela entradinha safada de GBA, chamada Slot-2, pra continuar o que já fazia usando o DS. Já que o DS roda GBA nativamente, a maioria das coisas feitas pela cena homebrew de GBA podia ser aproveitado sem problemas no DS. Óbvio que sem usar todo o seu potencial, mas ainda assim, usado.

Naquela época, o que foi feito foi usar um dispositivo semelhante ao que já era usado no GBA, porém melhorado, e para conseguir fazer ele funcionar para jogos de DS, foram usados métodos que enganavam a firmware do DS. Estão aí incluídos dispostivos como o SuperKey e o FlashMe, um firmware modificado para o DS.

Era então um pouco complicado esse início. Era necessário adquirir um cartucho para o slot-1 como o superkey, um flash cart para o slot-2 para botar os jogos, e aí sim era possível usar. Não era muito complicado, mas pra quem era leigo, a coisa começava a enrolar.

Depois de algum tempo, a encriptação do DS foi quebrada, e com isso os cartuchos para SLOT-1 puderam ser fabricados, no início, com compatibilidade pequena, mas aos poucos foi aumentando e se equiparando aos cartuchos de SLOT-2, que já estavam mais consolidados. Nessa época passa a ser possível comprar somente um cartucho, alguns com memória interna, outros aceitando cartões externos, como MicroSD.

Cartuchos de SLOT-1 tem a desvantagem de que não é possível jogar GBA diretamente deles. Para jogar jogos de GBA a partir de um cartucho de SLOT-1 é necessário outro dispositivo no SLOT-2 que sirva somente para isso. Dispositivos de SLOT-2 também tem a vantagem de aumentar a memória do DS, como é o caso do cartucho do Opera DS.

Nessa época que eu comprei meu DS. Na época, o Flash Cart mais proeminente era o R4. Claro que haviam outros, mas era o que tinha melhor custo x benefício.

O R4 tinha a vantagem de ter seu firmware colocado dentro do MicroSD, como é comum nos flash carts, e seu firmware era atualizado com frequência, para corrigir eventuais jogos novos que não funcionavam.

Mas claro que isso atraiu os olhos de outros piratas.. E é aí que entra a 3ª parte da minha história :)

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4 Comments : Posted in: Games, Nerdish, Random Thoughts : 01.7.10

#88 – Ir em 2 shows

Mais uma meta que eu completei. O primeiro foi o do Iron Maiden no início do ano, o segundo foi ontem, do Velhas Virgens. Próximo post descrevendo o show do velhas. Mais uma meta :)

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0 Comments : Posted in: Random Thoughts : 09.7.09

Skoob, uma rede social de leitura

Eu tenho um certo TOC por listas. Eu adoro fazer listas. Tenho lista dos filmes que vi e quero ver no imdb, tenho lista dos jogos que já joguei e quero jogar no gamespot. Enfim, adoro listas.

Mas nunca tinha encontrado um site completo o suficiente para livros, pra poder fazer algo do tipo. Hoje me mandaram via twitter o endereço do Skoob.

A idéia do Skoob é essa mesmo. Você entra, todo mundo pode cadastrar um novo livro ou edição, e daí você pode adicionar o livro aos seus livros lidos, que estão sendo lidos, que você quer ler. Pode indicar se você tem, se ele está emprestado, se você gostaria de ter. Esse tipo de coisa.

Gosto disso porque quando estou sem o que ler (como é o caso, no momento) eu posso dar uma passada por lá e ver o que eu quero ler e o que está barato pra comprar. Serve também na hora de dar presente pra amigos (assumindo que eles também tenham perfis). E serve pra ver os livros que estão sendo lidos no momento (já que tem uma espécie de ranking).

O site ainda é simples, ainda faltam algumas coisas (como um link mais amigável para o perfil, no momento é um link estranho). Mas tá indo pelo caminho certo. E pra quem quiser me adicionar, aqui está o meu perfil.

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1 Comment : Posted in: Random Thoughts : 08.27.09

A ingênuidade das pessoas com tecnologia

Já dizia a 3ª lei de Clarke:

Any sufficiently advanced technology is indistinguishable from magic.

Acredito que isso é o maior problema das pessoas. Acreditar que tecnologia é mágica. Já comentei por aqui o quanto as pessoas acham que computadores são seres com vida própria, mas além disso, eu vejo com frequencia as pessoas tendo suas contas roubadas, fotos que não deveriam ir a público aparecerem na internet, e na maioria das vezes, é por pura ingenuidade. Ultimamente tem acontecido muito no Twitter. Um dos admins do site tinha sua senha como dictionary, ou seja, era uma palavra comum e conhecida, sem nenhum tipo de modificação. Assim, tipo, “Deus”. Porra.

E ainda hoje em dia eu vejo pessoas colocando suas datas de nascimento como senha. “Ah, é que é muito difícil gravar senha, né?”. E tasca-lhe engenharia social. Ainda mais com orkut, facebook, twitter, hoje em dia cê nem precisa mais falar com a pessoa. Basta ver num dos serviços a data de nascimento e pronto.

Antes dessa onda de redes sociais, o comum era que fotos que não deveriam ir a público, tipo fotos durante sexo e coisas assim, acabarem vazando na internet quando computadores iam para o conserto. Nesse caso, embora eu ache meio inconsequente deixar esse tipo de coisa no computador, o desconhecimento tecnológico até poderia desculpar e aí tem também a falta de ética dos técnicos e tal. Mas hoje soube de um caso em que um casal colocou as fotos no flickr, e parece que lá tem opções de compartilhamento tipo as do orkut, de limitar quem pode ver determinado álbum. As fotos vazaram, claro. Eu até acredito na bondade das pessoas, então acredito que o mais provável é que uma das pessoas na tal lista deixou sua conta logada em um computador público e bang, perdeu.

Já vi em laboratórios da faculdade contas de email logadas tantas vezes, essa seria só mais uma.

Será que dá pra mudar? Fazer as pessoas notarem que a internet não é um mundo cor de rosa? E mais importante ainda.. Botar algo na internet equivale a mijar na piscina. Você pode até não ver, mas ainda está lá, em algum lugar, provavelmente em vários lugares. Nem que seja guardado num canto sujo de um hd de alguém, até o dia que ele resolver que aquilo é bom pra postar em algum lugar. Faça o seu papel para um mundo melhor: conscientize um amigo sobre a importância de uma senha segura, de pensar duas vezes sobre botar alguma coisa online e sobre a segurança dos arquivos dele.

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1 Comment : Posted in: Nerdish, Random Thoughts : 08.5.09

A internet

Admito que conheço pouco sobre outras pessoas, mas do que vejo, a maioria das pessoas ainda usa a internet pra orkut, msn e, no máximo, algum site de notícias tipo o G1. Claro que aí dependendo da pessoa ela vai lendo mais ou menos coisas.. Um blog, vários blogs, feeds, fóruns, etc.

Já eu leio vários blogs, quadrinhos, Digg, vários feeds no reader, de todos os tipos. Enfim. Uma porrada de coisa. Por esse motivo, várias vezes eu vejo a mesma notícias em uns 6, 7 lugares diferentes. E é engraçado ver como dependendo da notícia, ela chega mais rápido por um ou outro lugar.

Recebi essa semana compartilhado no reader um post com vários cosplays da Comic Con, entre eles, esse:

Queria ver se fizessem uma versão de pokémon com pokémons assim ;)

Queria ver se fizessem uma versão de pokémon com pokémons assim ;)

Pois bem. Um dia depois, chegou no kotaku o mesmo cosplay, dessa vez, só ele, destacado. E algumas horas depois, no Digg.

É curioso ver as coisas se espalhando pela internet. Ainda mais quando se trata de cosplays com meninas bonitas, é quase viral :)

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0 Comments : Posted in: Random Thoughts : 07.30.09

Um pouco de Penedo

Esse último fim de semana eu fui pra Penedo, um distrito de Itatiaia, no Rio de Janeiro. O lugar, uma colônia finlandesa, é bem conhecido por ser uma cidade com um clima mais frio e por causa do fato de ser colônia finlandesa, tem costumes de tal, tendo fábricas de chocolate, rodízios de Fondue e tudo mais.

Fiquei no Hotel Bertell, que tem uma equipe bem atenciosa. O hotel é bem cuidado, o café da manhã é muito bom, e não tive problema algum durante a estadia. Tudo que precisei fui atendido prontamente. Inclusive, no sábado, quando choveu, me emprestaram um guarda-chuva por pura cortesia. O hotel fica bem perto do centro, coisa de 10, 15 minutos caminhando calmamente. É perto o suficiente pra dar pra ir andando, longe o suficiente pra ser num lugar bem tranquilo.

Jantei um dos dias na Casa do Fritz, um bar & chopperia, com tradicionais comidas alemãs. No entanto, comi uma comida mais brasileira, um Filé à Oswaldo Aranha (que pra quem não sabe, se trata de filé, farofa, arroz, batatas fritas e um molho de alho e óleo). Tudo muito gostoso. O vinho doce da casa também é muito bom.

No outro dia comi no Braseiro Gaúcho, recomendado por um atendente do Hotel. Novamente, comida muito boa, dessa vez, um churrasco misto à moda da casa. Em especial, o suco de laranja e acerola estava especialmente bom :)

Como choveu no sábado, acabei não experimentando nenhum dos rodízios de fondue, acabei ficando na vontade. No entanto, experimentei o chocolate quente da Fábrica de Chocolates, que é bem gostoso. Embora pelo tamanho, acho que dê pra dividir um chocolate por duas pessoas. Os chocolates em geral são bem gostosos, todos os tipos que experimentei.

Por fim, pra quem tiver viajando pra lá, eu não consegui encontrar essa informação em lugar nenhum. Não há rodoviária em penedo, o ônibus que sai da novo rio pára numa rua próxima ao centro, nesse mapa:

Embora seja horroroso, é melhor do que nada.

Embora seja horroroso, é melhor do que nada.

Ele pára aproximadamente no número 7. E a compra de passagens de volta é numa padaria próxima ao número 6. O mapa é horrível, mas é o melhor que deu pra encontrar na internerdz.

E é isso que eu achei de penedo :)

Mais info:

Hotel Bertell
Casa do Fritz
Informações de Penedo: [1] [2]

PS: Usei outro site quando tava procurando mais informações de hotel, mas não tô achando, então, fiquem com esses mesmo.

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1 Comment : Posted in: Random Thoughts : 07.15.09

O Ministério da Saúde Adverte: Dançar vicia

É complexo, cara. Eu sempre gostei de um forrózinho, mesmo sem saber nada de nada. Daí esse período eu fui fazer aula de forró na escola de música. E aí, eu que já gostava do riscado, passei a gostar mais ainda, agora que sei fazer umas firulas.

E o pior é que a parada vicia. Agora é comum eu me pegar cantarolando alguma música ou doido pra dançar uns 20 minutinhos, só pra dar aquela relaxada.

E fazendo o forró lá na comunidança, fui nos bailes e acabei vendo outras danças também. E aí lembrei queuma coisa que eu sempre quis aprender foi danças à dois, mas nunca fiz. Sempre quis fazer dança de salão, mas nunca levei a frente. Daí vi gente dançando Zouk, Forró, Samba, Tango, Salsa. E aí dá vontade de fazer tudo ao mesmo tempo!

É foda esse negócio de o dia ter 24h por causa disso. Comecei ontem a fazer Zouk aqui perto de casa, e devo fazer também quando começar o período lá na comunidança. Outro ritmo muito bom de dançar.

É impressionante, parando pra olhar, o tanto que eu mudei do início da faculdade pra cá. Pelo menos foi pra melhor ;)

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1 Comment : Posted in: Random Thoughts : 07.8.09

As pessoas e a personificação dos objetos

Hoje vi no Kotaku um carinha comentando sobre porque será que as pessoas apertam botões de elevadores várias vezes seguidas. Já parou pra pensar? Elas estão com tanta pressa, mas tanta pressa, que elas acham que se insistirem **MUITO** o elevador vai acabar cedendo.

O mesmo vale para computadores. Há aqueles que tentam fazer o psicológico (“Ah, rapazinho, não me deixa na mão, vai..”) e há os violentos (“Maldito computador *bate* Só falha na hora que eu preciso! Maldita tecnologia”). Mas em ambos os casos, você vê claramente a tentativa de personificar uma máquina, que acredite se quiser, não faz a menor distinção sobre o seu tratamento ou sobre quanta pressa você tem.

Acho que isso tudo deve ter começado com máquinas mecânicas. Afinal, se você dá um tapa numa parada mecânica e algo tiver preso, ela solta, dando a impressão de que voltou a funcionar porque “ficou com medo”.

Uma vez, um colega de curso comentou comigo: “Impressionante esses computadores..”; Ao que respondi: “Como assim?”; E ele me disse: “Não, quero dizer: Você manda ele fazer algo e ele obedece e faz. Muito impressionante.”

Pois é. Da próxima vez que você for falar com o seu computador, lembre-se que ele não vai ligar pra você, mas se ainda assim te fizer se sentir melhor, vá em frente. Afinal de contas, cada doido com a sua mania :)

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1 Comment : Posted in: Random Thoughts : 05.1.09

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