Category Archives: Random Thoughts

E se ao invés de Uber tivesse uma alternativa aberta, tipo um OpenTaxi?

Curto a idéia do Uber: pagamentos pelo aplicativo, motoristas avaliados e essas coisas que meio que permeam a internet hoje em dia. Mas não curto a empresa, suas técnicas estão longe de ser “legais”: [The latest Uber scandal, explained] [Uber Driver Deemed Employee By California Labor Commission] [I was an undercover Uber driver]

E tem mais um ponto: eu sou a favor dos taxis serem agenciados pelo estado. Acho que taxi, como um transporte público que integra a malha de transportes do estado, também tem que ter suas concessões como parte do planejamento do estado de alguma maneira.

E aí eu andei pensando, e se a gente tivesse a união entre as duas coisas? Senta que lá vem viagem.

Imagina uma mistura entre Uber e EasyTaxi de código aberto. Esse software, que teria seu código disponível pra ser auditado por qualquer um, faria esse papel de controlar a frota e também teria aplicativos para as plataformas de modo que fosse possível chamar taxis por dentro dele, além de efetuar pagamentos também por dentro do aplicativo.

O ideal seria o software ser gerenciado (em termos de custos de manutenção pra manter tudo funcionando) em um esquema de cooperativa entre os taxistas participantes (ou ainda, aproveitando o que já existe, seria coordenado pelo sindicato dos taxistas de cada lugar).

Os custos do sistema seriam um custo fixo para o taxista (que seria pelo custo da infraestrutura) e um custo que viria do gateway de pagamento sendo escolhido pelo sindicato que estivesse mantendo aquela “versão” do aplicativo. Todo o dinheiro da corrida, tirando o custo do pagamento, iria para o bolso do taxista.

Para melhorar, o ideal seria que tivesse alguma maneira (boletos, cartões pré-pagos?) para que quem não tivesse cartão de crédito também pudesse pagar pelo aplicativo.

Todos os dados do sistema estariam disponíveis para serem auditados publicamente, tanto pelo estado, quanto pelos usuários. O estado fica mais eficiente sabendo quanto os taxistas estão ficando ociosos e a duração das suas corridas, e o usuário pode ficar mais em cima de problemas acontecendo nos taxis.

Ao fim de cada corrida, o usuário avaliaria o taxista e no caso de uma nota abaixo da média, informaria os problemas que seriam acumulados no perfil do taxista para uma auditoria posterior.

Claro que tem alguns problemas a serem resolvidos nessa idéia: será que ser gerenciado por cada cooperativa é uma coisa eficiente? Ou será que era melhor fazer uma fundação (tipo a Free Software Foundation) que ficasse responsável pela implementação e manutenção do sistema?

Acho que seria um caminho melhor e mais próximo do que eu acho ideal, mais próximo da socialização do uber. [Socialize Uber]

Internet Video Game Library: a experiência de lançar um projeto

Um dos meus projetos mais velhos finalmente está no ar e eu acho que vale a pena falar um pouco sobre a experiência.

Uma introdução

No ensino médio conheci um amigo que guardava planilhas com os jogos que ele tinha, os que ele já tinha terminado e os que tinha emprestado.
Nessa época comecei a guardar os meus em uma também, mas em 2003 planilhas eram coisas muito etéreas, quando formatar seu SO (win.. cof.. dows.. cof.. cof..) eram coisas rotineiras, era fácil perder uma por descuido. E várias vezes perdi o conteúdo delas.
Comecei a ler mais portais de jogos e acabei desenvolvendo alguns métodos, ainda que primitivos, de guardar que jogos eu tinha jogado, quais eu queria em alguns desses, principalmente o gamespot.

A internet evoluiu desde então, e com isso, alguns novos serviços apareceram. Conheci sites e tracking de outras coisas: livros, filmes, seriados, cerveja, vinho, lugares. Usei todos os sistemas de tracking de jogos que eu conheci pelo caminho: Raptr, PlayFire, Backloggery, HowLongToBeat, Alvanista, EstouJogando. Nenhum deles me deixou muito feliz, até que recentemente eu voltei a usar planilhas (dessa vez, do Google Drive) pra manter meus jogos e quando eu os terminei.

Conhecendo o Goodreads

Em 2012 conheci o Goodreads. Na época, usava o skoob pra guardar os livros que eu lia. Achei o sistema incrível, diversas edições, suporte a várias línguas, ratings unificados. Era tudo que eu queria pra um site de jogos.

A difícil criação do Internet Video Game Library

O IVGLib ficou em gestação algumas vezes. A primeira vez tentei usar o Google App Engine para fazer, mas java nunca foi minha praia e eu entrei no barco durante os meses que seguiram uma atualização major na plataforma. Na época, o projeto tinha o codinome SEMAG. E com isso ele ficou de lado.

Um tempo depois, resolvi tentar retomar o projeto, dessa vez usando algum framework de PHP. Li sobre alguns, tentei usar o FuelPHP, e mais uma vez a falta de documentação, algumas frustrações pra fazer coisas que eu achava que eram básicas acabaram me fazendo mais uma vez largar o projeto de lado.

Do meio do ano passado pra cá eu vinha tentando aprender Ruby on Rails, fazendo homeopaticamente o tutorial do ruby.railstutorial.org e a parada foi fluindo. Em janeiro, durante as minhas férias, finalmente recomecei o projeto, dessa vez em Rails.

Desenvolvimento e tecnologias

Rails é um negócio incrível, você pensa em fazer uma parada e tem uma Gem pra fazer isso. (o que também é verdade pra muitas linguagens mais novas, antes que me joguem pedras).

Assim que comecei a fazer o sistema e me animei, registrei o domínio (um monte deles, na verdade), defini um MVP e saí fazendo a parada. Passei parte das minhas férias de janeiro debruçado sobre o PC fazendo o início do sistema.

Atualmente, o sistema tá uma sopa de nomes de serviços e aplicações: Tô hospedando o código no Heroku, com a busca usando o ElasticSearch através do SearchBox, usando coisas do Amazon AWS pra armazenamento de imagens e etc.

É muito doido ficar nessa de DevOps, nunca tinha ficado nessa posição antes e tá sendo uma experiência bem curiosa.

Go Live Day, by DevOps Reactions
Go Live Day, by DevOps Reactions

Apesar disso, meu MVP tá lá. Mil e umas funcionalidades legais pra implementar nos próximos dias. Diversos jogos pra cadastrar. Enfim, muito trabalho.

Nos próximos dias vai ser tempo de esmagar bugs antes de voltar pro roadmap e implementar os próximos passos. Parece que vai ser um longo e interessante caminho :)

19/08 – Dia Nacional do Ciclista

Acordei e vi algumas páginas do facebook compartilhando que hoje seria o dia nacional do ciclista. Supostamente o dia seria instituído pelo PLC 43/08, mas não consegui descobrir informações sobre a aprovação ou não do projeto.

Ainda assim, acho que a reflexão é sempre válida acerca do tema. Hoje sendo dia nacional do ciclista, é um dia pra pensar sobre como a mídia e a publicidade tratam a bicicleta e o ciclista.

Já fiz a brincadeira algumas vezes, procure aí duas notícias sobre acidentes. A que envolve um automotor vai ter uma manchete que vai ser parecida com algo assim:
“Ônibus atinge carro na Rua A com Rua B, os feridos já foram retirados”

Enquanto a que envolver uma bicicleta vai ser algo assim:
“Ciclista sofre acidente com ônibus na Avenida C”

O ciclista é protagonista do seu acidente, o ator dele. O motorista nunca é. Quem é protagonista é seu carro, seu motor. Como se fosse uma entidade descolada que as vezes se torna cruel e causa acidentes.

Pra piorar, muitas vezes a vítima não é o ciclista, não é o pedestre, nem os que estavam dentro do automotor. É o trânsito. Essa entidade não encarnada.

BR-116 é liberada após acidente com morte, mas trânsito segue lento

(http://www.jornalvs.com.br/_conteudo/2014/02/noticias/regiao/19235-br-116-e-liberada-apos-acidente-com-morte-mas-transito-segue-lento.html)

Uma pesquisa mostrou recentemente:

Acidentes mataram 500 mil em dez anos
Acidentes mataram 500 mil em dez anos

A nossa cultura incentiva o carro como liberdade individual. Qualquer um que afronte o carro está indo contra essa mentalidade, contra essa dita liberdade. É só lembrar todo a indignação de diversos motoristas com relação a lei seca até hoje. Talvez você mesmo lendo esse texto deve pensar: “Mas vai, você não pode achar que é razoável que por causa de um chopp eu não possa pegar meu carro!?”; enquanto o outro lado, muito mais problemático e sombrio, não é pensado: “Você não pode achar que é razoável arriscar a vida de diversas pessoas no seu caminho por causa da sua, suposta, liberdade de beber e dirigir?”

Li esses dias em um texto do Sakamoto:

Tempos atrás, vi uma cena de um carrinho de bebê que, aos trancos, salvou-se de ser atropelado por um possante prateado. O motorista ainda teve a pachorra de abrir o vidro para xingar uma mãe de guarda-chuvas por atravessar em faixa de pedestres num dia molhado. Eisenstein nem precisaria da escadaria para filmar “O Encouraçado Potemkin” por aqui. Dane-se que é um carrinho de bebê. Se não funciona com um motor à explosão, não pode estar na rua.

Então a minha sugestão hoje, como ciclista, no suposto dia do ciclista é que façamos uma reflexão não só sobre o lugar e o espaço do ciclista nas ruas. Mas sim que façamos uma reflexão sobre os automotores que nela trafegam hoje em dia. Sobre o real espaço que dedicamos aos carros. Sobre como queremos cidades para pessoas, e não para carros, cidades mais humanas.

Feliz dia nacional do ciclista.

Facebook, aplicativos e a privacidade

Começo esse post com uma afirmação sem medo de estar errado: privacidade e facebook não andam juntos. Não se pode ter um com o outro. E a cada dia que passa, isso é mais verdade.

Recentemente o Lulu foi o assunto mais falado de toda a internet. Vários textos foram escritos sobre o app e eu não vou aqui falar sobre o aplicativo em si, mas se você quer ler mais sobre ele, aqui vão ótimos textos pra você:

“Lulu”, machismo invertido? por Marília Moschklovich
Clube da Lulu e a objetificação masculina por Olga

Mas o meu ponto mesmo é sobre privacidade, e aí a gente entra em outro rabbit hole.

Toda vez que converso com pessoas que não tem um background de computação, elas parecem não fazer idéia quanto privacidade é cada vez menos o conceito que se imagina. A privacidade, como as pessoas entendiam há alguns anos atrás, existe menos a cada dia. Cada vez que você escreve um novo post no seu facebook, ou faz uma nova pesquisa no google, mesmo que não esteja realmente associado a você, esses dados criam uma identidade virtual que já tem todas as informações relevantes. Por isso “anúncios relevantes”, por isso quando você busca por um produto que te interessa o facebook mostra sobre aquilo na sua timeline, o google mostra aquilo nos ads que aparecem pra você nas páginas.

A Target, loja americana de varejo, tem um cartão fidelidade que dá diversos descontos. A partir dos dados desse cartão de fidelidade, ela consegue prever quando as suas clientes estão grávidas e quanto tempo aproximadamente falta para elas terem o bebê e com essas informações oferecem cupons de desconto direcionados. [1]

Em outro artigo, entrevistaram especialistas em segurança sobre o que deveria ser feito para ficar anônimo no mundo moderno e as respostas são assustadoras[2]. Dentre elas, um cara descobriu que o dispositivo que ele usa pra passar em pedágios sem pagar (como aqueles usados por aqui na Linha Amarela e em shoppings) também era usado pra rastrear por onde o carro dele passava. Supostamente essa informação é usada para obter informações sobre como está o trânsito na cidade, a partir da massa de dados dos diversos carros que usam o dispositivo. Mas qualquer um que tenha acesso a essa banco de dados também pode saber por onde você anda e quando.

Quando entramos na discussão sobre Facebook, Google Plus, Twitter e diversas outras redes sociais, batemos em vários problemas. Dentre eles, a “censura” de conteúdo. Embora o conteúdo na maioria das redes sociais não seja de fato censurado, o Facebook muda o modo como você se relaciona com as coisas compartilhadas pelos seus amigos escondendo os posts que seus algoritmos julgam apropriados. É fácil de notar isso: escolha um amigo da sua timeline com quem você tenha pouco contato (aquele seu amigo de colégio que você adicionou mas nunca trocou uma mensagem) e você vai ver que nem todos os posts dele apareceram pra você. E mesmo os que aparecem, aparecem numa ordem escolhida pelos algoritmos do Facebook, baseado no que ele acha que é o mais relevante para você. Isso é especialmente notável no caso das páginas que podem ser criados para negócios, pessoas públicas, bandas e etc. Nesse caso, os algoritmos dão ainda mais prioridades para posts pagos, e os que não são pagos muitas vezes não são entregues pra boa parte da audiência. Há diversos posts apontando sobre como possívelmente posts não pagos perdem audiência para posts pagos. [4]

O Google Reader, extinto pelo Google recentemente, usava o protocolo de RSS e Atom, que são dois protocolos abertos de divulgação de conteúdo. Nesse tipo de serviço (hoje em dia disponível através do The Old Reader, Feedly, Digg Reader, etc) TODO o conteúdo compartilhado por um feed que o usuário siga é entregue para o usuário e essa seleção é feita pelo receptor, não pelo serviço que entrega os feeds. Assim, um blog, como este, pode entregar todo o seu conteúdo e o filtro é o próprio usuário e não algoritmos especializados.

Ainda sobre as redes sociais, temos os seus termos de uso e privacidade sempre complicados e com vários poréns. No caso do Lulu (e qualquer outro aplicativo do facebook, na verdade), o catch é que segundo o facebook, sua foto de perfil e seu nome são informações públicas [3], ou seja, quando um amigo seu se inscreve um aplicativo e entrega as informações sobre a rede de amigos que ele possui, a sua foto e o seu nome vão para esse aplicativo, sem a sua permissão, porque você já deu permissão para que isso acontecesse quando criou a sua conta.

O problema é enorme, e há ramificações para todo lado. Um bom ponto de partida sobre o assunto é ler sobre Neutralidade da Rede [5]. Outro ponto de partida é ler sobre como o facebook trata os seus dados, mesmo quando deletados [6]. Por fim, há um artigo sobre vigilância e controle de conteúdo no Capitalismo em Desencanto que fala sobre esses e outros pontos, com ótimos links[7].

Da próxima vez que for compartilhar um dado no facebook, pense duas vezes se aquele dado realmente é público. Porque mesmo quando você não compartilhar ele com o mundo, alguém que você não conhece pode estar vendo ele do outro lado.

[1] – How Target Figured Out A Teen Girl Was Pregnant Before Her Father Did (artigo em inglês)
[2] – Think You Can Live Offline Without Being Tracked? Here’s What It Takes (artigo em inglês)
[3] – Política de uso de dados do Facebook
[4] – Disruptions: As User Interaction on Facebook Drops, Sharing Comes at a Cost (artigo em inglês)
[5] – Neutralidade da Rede
[
6] – Think Your Deleted Facebook Posts Are Really Deleted? Guess Again (artigo em inglês)
[7] – Vigilância e controle de conteúdo na internet

Lollapalooza BR 2013 – The Good, the Bad and the Ugly

Fui esse fim de semana ao Lollapalooza, em são paulo, no Jockey Club. Foi uma decisão de última hora, então não tinha conseguido pedir pra entregar os ingressos em casa nem nada do tipo. Comprei o ingresso na madrugada do dia 26, três dias antes do evento. Então vamos lá ao que eu achei da parada.

The Good

Que belo line-up. Of Monsters and Men, Cake, The Killers, Franz Ferdinand, Queens of the Stone Age, The Black Keys, Kaiser Chiefs, The Hives e Pearl Jam. Ainda descobri mais algumas boas bandas, como Hot Chip, Alabama Shakes, Passion Pit e tenho certeza que se tivesse me empenhado mais, teria visto algumas outras bandas boas. Nesse quesito o festival está de parabéns.

The Bad

A organização ficou com o ponto ruim do festival, três foram os pecados capitais, pra mim:

– Pegar os ingressos da internet: Nunca vi tanta desorganização. É difícil entender o que de fato deu errado, mas com certeza várias coisas contribuíram.
Aparentemente, a taxa de entrega dos ingressos era de R$30 (Para comparação, comprei esses dias dois pisca-alertas para minha bici e da namorada, e os dois deram um frete R$15,50. O frete de três ingressos ser o dobro é no mínimo complicado, embora eles possam argumentar a segurança na entrega ou sei lá o que).
Aparentemente[2], eles não deixaram ingressos prontos para distribuição, e imprimiam na hora uma espécie de capinha para o ingresso com o nome do comprador e modalidade do ingresso (meia/inteira).
Além disso, por ser entregue por transportadora, aparentemente o dono do ingresso ou alguém apontado por ele precisava estar na residência no horário da entrega, para assinar o recebimento, o que fez muita gente não receber o ingresso em casa e ter que tirar na hora.
O resultado disso foi uma fila de horas, enorme, em frente ao festival no dia que o festival começava.
Quem, como eu, ia de outro estado pra lá no dia do festival, acabou perdendo alguns shows. Eu, por exemplo, perdi o Cake e o Of Monsters and Men.

– Falta de intervalo entre os shows, especialmente entre os headliners. O show do franz acabou pontualmente 18:45. O show do Queens começou pontualmente as 18:45. 1.2km entre os palcos principais. Ou você perdia o final de um show, ou o início do outro. E isso era verdade em todos os shows, que não tiveram atrasos, no geral.

– Som inconstante do palco butantã: o palco butantã tinha um palco de eletrônica, o palco perry, ao lado. Ao contrário do palco Cidade Jardim, que caixas de som auxiliares mais pra trás, não era o caso do butantã, que fazia com que ou você ficasse colado no palco, ou ficava prejudicado pra ouvir a música. No show do Kaiser Chiefs foi onde mais notei isso, mas vi reclamações do show do Cake também.

Além desses problemas, o que eu achei que a organização poderia ter melhorado era deixar o show de um palco principal rolando no outro. Durante os shows que rolavam no Butantã o palco Cidade jardim ficava passando posts no twitter e outras coisas do tipo, pequena mancada.

The Ugly

Ao contrário do que li pela internet afora, há coisas que eu acho que não podem ser controladas de fato pela organização. Uma delas era a lama do Jockey Club. O Jockey Club, ao contrário do espaço usado pelo Rock In Rio, não é uma arena para eventos. Portanto, não tem grama sintética, e por consequência, a chuva faz com que lama se forme, é meio inevitável. Sim, havia em alguns lugares o cheiro de esterco, mas como o Jockey Club é utilizado para eventos com cavalos, dá pra entender o porque disso.
Ninguém com quem esbarrei no festival foi furtado, mas li relatos de furto em comentários da página do evento. Acho que furtos são complicados de evitar em qualquer grande multidão. Li também relatos sobre verdadeiros assaltos, com indivíduos portando facas [1], e nesse caso acho que se foi mesmo o caso, foi uma falha absoluta da revista da organização. (Que durante os dois primeiros dias estava realmente bem fraca)
Com relação a banheiros, não fiquei muito tempo em fila, mas de fato tinha muita gente usando a parede interna da área dos banheiros pra se aliviar. Havia sim área sobrando pra botar banheiro especialmente na parte exterior dos palcos.
E por fim, as Pillas. A organização do evento estava usando fichas para comprar coisas, o que é bem normal em eventos desse porte, quando fui na Oktoberfest em blumenau ano passado, havia esquema parecido. A grande surpresa é que as fichas só valiam pro dia da compra. Se você quisesse usar pra outro dia, teria que trocar, o que também não foi avisado no primeiro dia, só conseguimos descobrir no segundo dia. E no segundo dia só um local realizava a troca.

Enfim, o festival tem muito pra melhorar. A organização aprender com os erros, já que ouvi de muita gente que os erros do ano passado se repetiram esse ano. E aí ficaria ainda melhor aproveitar um festival de um porte tão maneiro.

 

Making Sencha Touch 2.0 work with Phonegap on Windows

Well, I’m no expert on the tools, but I had some difficulty to make the whole thing work on windows, so here is my step-by-step:

1- Download the xampp or something like that, you’ll need it to debug.

2- Download the touch SDK, and extract inside the folder xampp uses to display (normally, htdocs inside C:\xampp)

3- Download Sencha Cmd, NOT Sencha SDK Tools. Sencha SDK tools will give you an error if you try to execute it with the current touch version. ([ERROR] the current working directory (\your\path) is not valid SDK directory. Please ‘cd’ in to a SDK directory before executing this command.)

4- Download ruby and then install compass with gems.

Don’t forget to set all necessary paths and environment variables, INCLUDING JAVA_HOME and ANT_HOME.

(Bonus: for this part, since I would already use it to develop to android, I’ve set ANT_HOME to inside the ADT bundle folder, which comes with an eclipse ready to develop)

Ok, now sencha touch is ready to create the project and build it.

From there on, let’s use the method described on http://andidog.de/blog/2012/06/packaging-a-sencha-touch-2-application-with-phonegap-for-android/

With a little modification, I had to change the line

proc = subprocess.Popen([‘sencha.bat’ if os.name == ‘nt’ else ‘sencha’] + list(sys.argv[1:]),

to

proc = subprocess.Popen([‘sencha’] + list(sys.argv[1:]),

Also, the path was being ignored, so I applied the solution seen here:

http://stackoverflow.com/questions/12844590/ignored-build-paths-in-sencha-touch-2

De onde vem os carros?

Tenho sorte de morar a uma distância pequena do trabalho, percorro os meus 7.5km de distância de bike, totalizando 15km todos os dias. O trânsito no caminho não me afeta diretamente, mas indiretamente: quanto maior o trânsito, mais estressados os motoristas, mais “finas” e buzinas.

Durante o período de férias escolar o trânsito é muito mais ameno, o número de carros era extremamente reduzido, mesmo nos horários de pico. E hoje, que voltaram as aulas e tudo o mais, parece que o número de carros aumentou exponencialmente.

O que me pergunto na verdade é: de onde vem todos esses carros a mais? Todos os carros são de pais que não trabalham e só quando os filhos estão em aula eles o levam de carro para o colégio? Ou será que são de pais que durante as férias escolares conseguem alterar seu horário de trabalho e assim distribuem melhor o horário de rush?

Ou ainda, será que os pais normalmente usam o transporte público nas férias e durante as aulas se dão ao trabalho de levar os filhos na escola e aí usam o carro já que já tiraram da garagem?

Acho que talvez hoje também tenha voltado as aulas de várias universidades e com isso talvez tenham mais carros na rua já que universitários muitas vezes tem carro.

Qual é a sua opinião sobre o assunto?

Vamos crowdsourcear?

Crowdsource, Crowdfunding, ultimamente esse tipo de coisa é comum de se ouvir. Pra quem pegou o bonde andando, em bom português, a idéia é juntar uma galera pra realizar uma determinada tarefa. No melhor estilo cada um faz um pouco, todo mundo sai ganhando. Um exemplo que funciona muito bem nesse estilo é a Wikipedia. Crowdsourced, porque a “Crowd”, ou seja, o povo faz o trabalho de manter as coisas atualizadas e corretas, e crowdfunded, porque de tempos em tempos eles pedem doações pra manter as coisas funcionando, servidores e tudo mais. Muita gente chama isso simplesmente de processos colaborativos, mas o nome pouco importa.

Existem alguns sites bem específico, como o Queremos que é pra fazer Crowdfunding de shows, em que a banda é contactada, o valor pro show levantado e dividido e os fãs podem trazer a banda (e em alguns casos, até ter o dinheiro devolvido e ir de graça).

Mas o post é sobre uma coisa que me agrada bastante: o google maps. O Maps é ótimo, tem vários recursos, mas todo mundo que tentou ir pra lugares mais distantes deve ter notado que ele é péssimo. Isso é porque o maps pega as fontes dos seus mapas de empresas locais. No caso do rio, por exemplo, é da MapLink. E dependendo do lugar, simplesmente não há quem disponibilize mapas.

E aí que eles inventaram o Map Maker. Essa ferramenta, que eu acredito que inicialmente era interna, agora é externa e qualquer usuário pode colaborar ajeitando ruas na sua cidade e tudo mais. Aqui no rio, o Map Maker é um “mapa alternativo”, ainda incompleto. Mas acredito que se o mapa do rio chegasse num estado razoável, ele poderia ser promovido a mapa principal. E com isso daria pra manter o mapa muito mais atualizado e corrigido. Além, é claro, de informar as coisas pra lugares mais distantes, como Penedo.

Por isso, convido todos vocês a ajudarem, entrarem no Map Maker e mapear uma ou duas ruas em volta da sua casa. Se cada um fizer isso, teremos ótimos mapas :)

 

A vida de ciclista

Um dia vou escrever sobre essa vida de morar sozinho, mas o que importa é que estou morando sozinho há uns meses. Como é mais perto do trabalho, dá pra ir de bicicleta, e como eu precisava voltar a fazer algum exercício na vida, comprei uma bike e resolvi me colocar pra andar.

Quem já andou de bicicleta no Rio, ou sequer tentou, tem idéia de que é um meio de transporte abandonado pelo governo e mal visto por muitos motoristas, que veem qualquer transporte de duas rodas como um estorvo. Saiu, inclusive, uma reportagem na Veja Rio há um tempo atrás sobre isso.

Mas não tem como ter muita noção até você experimentar andar de fato por aqui. Em primeiro lugar, não é todo lugar que tem ciclovia. Depois, as que tem, ou são mal conservadas, ou mal planejadas, ou ambos. Em botafogo, na rua Mena Barreto, a ciclovia alterna entre os dois lados da calçada sem motivo aparente, na calçada as árvores cortam a ciclovia no meio, e onde suas raízes aumentaram nos últimos anos, fendas e desníveis abriram.

Em segundo, mesmo onde é notadamente uma ciclovia, não há garantia de conseguir o espaço para a bicicleta. Pedestres andam destraídos, sem notar o que acontece ao redor. Eu mesmo devo ter feito isso inúmeras vezes. E como a ciclovia é muitas vezes estreita, por causa de árvores ou outros problemas, nem sempre dá pra um pedestre desviar pra bicicleta passar, então resta esperar atrás ou ir para o cantinho das ruas.

Há lugares, inclusive, onde há uma ciclovia E uma calçada (como é o caso da orla, por exemplo), e as pessoas resolvem andar na ciclovia mesmo sem estarem se exercitando, só por preferência. Claro que se o cara está correndo, é muito melhor o asfalto que a pedra portuguesa. Mas passeando do trabalho pra almoçar? Sem necessidade.

E aí tem as ruas, obviamente não muito seguro, por causa dos carros e ônibus, mas com um problema adicional: os cantos das ruas não são exatamente planos, as tampas daqueles bueiros de canto da rua tem buracos paralelos a rua, e dá um certo medo de se um deles estiver quebrado prender a roda, e também há buracos, o que no canto da rua, perto dos carros, dá um certo medo.

O problema dos pedestres achei que fosse ser resolvido quando eu comprasse uma buzina, mas ela é sumariamente ignorada por várias pessoas, estou pensando em comprar uma buzina eletrônica com barulho de caminhão pra ver se melhora :)

Mas os prós compensam os contras: A vista do Rio é foda, em ambos os caminhos, tanto pela orla quanto pela lagoa. Nada como ver essa vista muito legal antes de ir pro trabalho, chega com um gás completamente diferente :)

E com isso eu também ando ouvindo várias coisas novas. Achei um programa de rádio/podcast que comecei a ouvir, o máquina do tempo. Que infelizmente está desativado, no momento, mas que tem um acervo bem razoável programas já existentes.

Além disso, estou ouvindo também o Ronca Ronca, que passa toda terça feira mas tem versão online no site da oifm.

E enquanto isso, venho ouvindo gente dizendo que perdi peso, o esforço tá fazendo efeito :)

Tratado antropológico dos Memes

Se tem uma coisa que a internet dá para a humanidade é a possibilidade de qualquer um escrever sobre qualquer coisa que lhe vem à cabeça. Isso pode ser ruim, às vezes, mas no geral significa que você pode escrever sobre um assunto que você não tem domínio algum. Provavelmente existem pessoas nesse momento fazendo estudos profundos para uma tese de mestrado ou doutorado, e enquanto isso cá estou eu despejando linhas a meu bel prazer :)

No princípio fazíamos desenhos rudimentares nas paredes das cavernas, representando nosso dia-a-dia. Depois, conforme a arte evoluiu, as pinturas se tornaram mais rebuscadas, e embora ainda fizessemos nossos desenhos em cavernas, agora já em cadernos, ficavam restritos a certos círculos, sem ganhar notoriedade. Somente grandes artistas, com exposições em galerias chegavam e comunicar alguma coisa com seus desenhos.

E aí vieram os memes. Não os grandes memes, como o Star Wars Kid, mas os desenhos: Trollface, Forever Alone, e hoje em dia os memes são dezenas, talvez centenas. Sites como Ragemaker e Mememaker deixam que em alguns minutos uma idéía seja transformada num desenho que a maioria vá entender, e talvez seja propagado internet afora sem o seu controle.

E isso poderia ser dito sobre tweets e textos e outras mídias, mas o que acho curioso sobre os memes é que eles necessitam de pouca habilidade e podem ser somente um despejo de alguma situação da sua cabeça para uma imagem.

Enfim, divago.