Category Archives: My Life

Hambuguer feito em casa!

Esse findi eu e a namorada resolvemos fazer uma receita que tava de bobeira nos favoritos do reader há séculos: Hambuguer feito em casa.

A receita é bem tranquila, e tá bem explicada aqui: Receita de hamburguer caseiro com calabresa

Algumas coisas que eu acho que vale a pena deixar anotado pras quem for fazer são as seguintes:

– Sobre o pão, a gente usou um pão francês inteiro pra receita. A dica é evitar de usar as extremidades do pão, elas não dissolvem no leite, e ficam em grandes pedaços na massa, não misturam direitinho.

– Sobre as quantidades, a gente usou pouco mais de 1Kg de patinho, e uma calabresa que tinha uns 300g. Pedimos no mercado e já deixamos tudo moído junto. Não sei como teria sido misturar na mão, mas desse jeito ficou bem uniforme.

– Sobre o resultado: Com as quantidades que a gente usou, deu pra fazer uns 11 bifes de hamburguer grandinhos. A gente congelou os que sobraram, é bom já ir pensando por esse lado :)

De resto.. Uma receita boa pra caramba, mais que recomendada :D

Buenos FUCKING Aires! Pt. 2

Os hermanos tem costumes um pouco diferentes do nosso, embora vivam aqui ao lado. Essas foram coisas que eu notei por lá, que é bom ficar atento :)

Simpatia

Muitos acusam os hermanos de serem ou não simpáticos, e a verdade é que assim como aqui, tem gente simpática e tem gente que não é. Claro que facilita se você, quando for pedir uma ajuda, ou fazer o pedido no restaurante, tente pedir em espanhol, e não em português gesticulando loucamente. Se você pensar no contrário, alguém falando em espanhol ou inglês aqui, é muito provável que você esbarre com gente bem mal humorada na hora de responder.

No geral tive ótimas experiências, quando perguntava sobre as coisas. Pegamos taxistas bem humorados e que conversavam bastante com a gente. E inclusive conversamos durante um bom tempo com a dona de um dos restaurantes que fomos.

Gorjeta

Isso é um ponto bem diferente. Aqui nós temos esse costume estranho de botar os 10%, que em teoria são opcionais, junto da cuenta, como se fosse parte dela. Lá eles não fazem isso. É como vem a conta do outback aqui, sem os 10%. A diferença é que lá eles não perguntam se pode incluir, só avisam que está sem a gorjeta, a propina. Inclusive, em alguns restaurantes não dá pra passar a gorjeta no cartão. E quando a gente tentava se explicar que a gente queria colocar a gorjeta, eles explicavam que ela não estava incluída na conta. Depois dos dias lá fiquei com a impressão de que é porque eles não tem um valor padrão, como são os nossos 10%, e esperam que você deixe o quanto você acha justo pelo serviço. Por isso, pague a conta normalmente e deixe 10% com o garçom ou na mesa, em dinheiro.

Tratamento

Aqui é muito comum você tratar o garçom ou a garçonete com um “Boa noite”, por lá o tratamento mais padrão pareceu ser “¡Hola!”. Dependendo da formalidade do lugar, as vezes sendo “¡Hola, Chicos!”. Acho que o único lugar que me lembro de ter sido comprimentando com um Buenas Noches foi no hotel, onde eles tinham vários hóspedes brasileiros. Na hora de pedir a conta, o já costumeiro gesto de “assinar no ar” com a mão também funciona por lá.

Essas foram as diferenças principais que eu senti com relação ao comportamento dos hermanos, com isso e as dicas do outro post acho que já é um bom caminho pra se entender por lá!

Buenos FUCKING Aires! Pt. 1

Fui pra Buenos Aires, esses dias, e vários amigos tão me perguntando como foi, dicas, lugares pra visitar e coisas do tipo, então, vou ver se vou escrevendo sobre a viagem e dando as dicas que eu for lembrando :)

Planejamento

Eu e a namorada planejamos a viagem usando internet e também um guia de bolso. O guia era da coleção “Viagem de Bolso”, chamado “O melhor de Buenos Aires”, mas acredito que um bom guia deve ser suficiente. Eu recomendaria levar um porque é uma baita mão na roda, pra achar coisas pra fazer e dicas até mesmo de como pedir certas coisas e tal, pra quem não tem domínio do espanhol.

Nos sites eu usei o Mi Buenos Aires Querido e organizei as coisas que a gente queria visitar em listas do foursquare, aí vão os Links:

Centro
Recoleta
Palermo
San Telmo & la boca
Puerto Madero
Belgrano
Restaurantes, bares e etc

O foursquare foi uma baita mão na roda por lá, porque dá pra você abrir uma lista e pedir pra ver tudo posicionado em um mapa. Junto com o gps do Android a gente podia decidir o que estava mais perto e seguir pra lá. Uma coisa que eu faria seria juntar a lista de restaurantes e bares na lista de cada bairro e talvez fazer uma lista com tudo, já que pode ficar mais fácil na hora de estar entre dois bairros.

No Ezeiza, o Aeroporto Internacional, eles dão um mapa ótimo, que além de ter a parte principal da cidade, tem também o traçado do metrô, tanto sobreposto no mapa, quanto em separado. Não se esqueça de pegar!

Internet

Como a gente queria usar o Foursquare a gente pesquisou de como conseguir 3g por lá. Não chequei as outras operadoras, mas a Movistar por lá tem chips pré-pagos, e tem um pacote em que você paga 20 pesos e tem 1GB de dados por dois dias. É meio caro, se for comparar com a Tim, por exemplo, mas a velocidade é boa e é uma quantidade de dados virtualmente ilimitada pra dois dias. Basta comprar um chip pré pago da movistar em algum lugar pela cidade (em alguns mercadinhos, que lá eles chamam de Cajas, [namorada falou que eu imaginei esse nome] que tem pela rua, por exemplo) e daí botar os pesos e mandar uma mensagem escrito “Datos” pra 2345. Cuidado só com as tais Cajas os tais mercadinhos, tivemos problema com um dos chips que compramos, ele não funcionou e quando tentamos falar com a movistar eles alegaram que estava no nome de uma mulher e que eles não podiam fazer nada sem a proprietária da linha.

Dinheiro, cartões e etc

A maioria dos lugares lá aceita cartão e supostamente débito também. Dito isto, eles não passaram débito uma vez sequer. Aparentemente as máquinas que tem o espaço pra chip não conseguem passar usando o chip, e quando passa de outro jeito, ela passa no crédito. Isso vale pra Mastercard e pra Visa. Portanto, cuidado! Primeiro com o limite do cartão e segundo porque o IOF de operação no cartão de crédito é de 6,38%.

Uma solução é sacar dinheiro por lá e ficar usando preferencialmente dinheiro, já que segundo o que eu vi pelas internetz, o IOF é de 0.38%, mas em compensação tem uma taxa fixa de 15 pesos por saque, além de taxa do seu banco de saque internacional. Tem de se fazer algumas contas, mas no caso de uma taxa de saque de 9 reais, mais os 15 pesos do banco argentino, acho que a partir de 300 reais já tá valendo mais a pena o saque. Mas no fim das contas, provavelmente vale a pena usar uma mistura dos dois :)

Quando eu fui levei reais e troquei por pesos direto no aeroporto, no Banco de La Nacion, que tem logo na saída do desembarque do Ezeiza. Se você for para o outro aeroporto é bom se informar. O banco de la nación era a cotação mais favorável que eu vi em todos os dias.

Cuidado com dinheiro falso! Circula MUITO por lá, e muito embora eu não tenha tido problema, um conhecido que estava por lá teve. Acontece principalmente em taxis, mas também em ambulantes e coisas assim. Evite de dar notas altas quando desnecessário, verifique a nota quando pegar o troco e dê preferência pra taxi de cooperativa.

Uma outra coisa é que pra ônibus por lá você precisa de moedas, então assim que possível tente conseguir algumas, seja comprando alguma coisas nos Cajas, ou em algum mercadinho. Por exemplo, água pra deixar no hotel :)

Alguns lugares aceitam dólares e real, mas geralmente a cotação é desfavorável, a menos que você tenha ficado sem dinheiro, é uma boa evitar.

Ônibus, metrô e conduções

O metrô (subte) de buenos aires chega a maior parte turística da cidade, com exceção da recoleta. Então é uma boa idéia usá-lo. Enquanto estávamos lá a passagem aumentou, era 1,10 e saltou pra 2,5. Apesar de protestos dos hermanos, não acho que isso vá mudar já que a rede de metrô está sendo ampliada e eles precisam do aumento pra custear a parada. O subte para de passar por volta de 22h e começa de novo as 5h na maioria das linhas, mas uma consulta ao site da empresa dará maiores informações.

Já com relação a ônibus (colectivos), eles passam a noite toda, mesmo que com intervalos reduzidos a noite. A parada é que você precisa de moedas para usá-los. Ao entrar no ônibus você informa ao motorista até onde você vai e ele ativa a máquina com o valor que você tem que pagar. A maior passagem que eu vi foi de 1,25 por pessoa, mas se você estiver junto com alguém por vezes eles colocam mais de uma pessoa na mesma passagem, e aí varia de ter que colocar até 2,50 na maquina. Aconselho nas primeiras vezes tentar ser um dos últimos a entrar porque as vezes os hermanos ficam impacientes quando tem gente segurando a fila, e você provavelmente vai se enrolar na primeira vez, eu me enrolei :)

O taxi é relativamente barato por lá, o maior que deu pra mim foi 70 pesos e isso foi quando cruzamos a cidade. Vale muito a pena pra ir pra lugares pra onde nunca se foi e que são distantes do metrô, como a Recoleta. Mas siga o que eu disse antes, preferência por cooperativa. Outra coisa é que o costume por lá é dar a rua e as transversais mais próximas do destino. Ou seja, algo como “Salta entre Mexico y Venezuela”.

Se quiser dar uma economizada a combinação dos meios é uma ótima idéia, pegando o metrô até certo ponto da cidade e o taxi no resto do caminho.

E por hoje é só, em breve mais sobre lugares e hermanos :)

 

O (Quase) fim de uma era

Fiz vestibular em 2004. A princípio, não achava que fosse entrar. Levei o ano todo num estudo meio largado, sem muito afinco. Na reta final, dei um gás enorme, projetos de pré-vestibular, daqueles que você fica o dia todo vendo conteúdo condensado, resolução de provas, e tudo mais que deu pra fazer.

Em 2005, veio o resultado, e eu tinha entrado, reclassificado, para a UERJ. Ora, como eu disse, um estudo meio largado, né? Pois é, nunca cheguei a pensar muito pra onde queria ir, mas tinha dois grandes amigos que também estavam fazendo vestibular pra computação e o consenso era de que a UFRJ era a melhor, junto com a PUC. Como minhas condições financeiras não permitiam PUC, fiquei com a UFRJ na cabeça. Assim, meio sem querer.

Quando entrei pra UERJ, fiquei meio triste e decepcionado. Resolvi que iria, então, refazer o vestibular, dessa vez, com o devido afinco. Mas o coordenador do pré, com quem fui conversar, me disse que seria chamado na reclassificação do meio do ano. Não levei fé. Mas as palavras foram bem ditas, e no meio do ano, primeira reclassificação depois do primeiro período, fui chamado.

Larguei a UERJ sem titubear e entrei na UFRJ. Fundão. Lembro claramente dos primeiros dias, a primeira vez que vi o bloco F do CCMN, onde tive a maioria das minhas aulas ao longo da faculdade. E nos primeiros períodos eu reclamava do 663, o ônibus que faz o trajeto méier-fundão, sem horário certo, com enormes atrasos e um caminho horrível.

Depois, comecei a dar monitoria de Comp1. E conheci muitos outros amigos aí. Fui em choppadas com os meus, na época, alunos e me diverti horrores. Vivia numa dieta horrível de salgados e hambúrgueres.

Em 2007 aconteceram as minhas primeiras mudanças pós-faculdade. Comecei a estagiar, comecei a beber sem ser só aquele golinho junto com os pais. Com isso, durante a maior parte da faculdade, levei uma rotina meio pesada de casa-faculdade-trabalho-casa, que sejamos sinceros, é extremamente desgastante.

Num dos estágios, acompanhado de três grandes amigos, mudei bastante minha postura: comecei a malhar, reduzi as besteiras do dia-a-dia, nadava. Depois disso descobri que exercício pode ser meio viciante, e acabei por emendar um no outro, parei a natação mas comecei a dança, e num período cheguei até ao extremo de fazer dança quase todos os dias da semana, mais de uma vez por dia.

No meio de 2009 eu entrei para o LCI. E conheci novos amigos, me aproximei de outros. E passou a ser um lugar em que eu gostava de estar, mesmo com todo o trabalho. Vira-e-mexe me via aparecendo por lá sem motivo, só pra ver como estavam as coisas.

Ao fim de 2009, parte da minha turma conseguiu o feito de se formar no tempo certo. Eu fiquei com uma certa invejinha. Tivesse me empenhado mais, conseguiria me formar junto com eles. Mas não foi o caso, vida que segue. Resolvi mudar de novo, achei um estágio dentro do fundão e resolvi me empenhar ao máximo. Tinha, ainda, 11 matérias pela frente. Mas depois de muito esforço e muito suor, consegui terminar as últimas 5 no do último período.

Nessa última segunda feira estive no fundão pela última vez para fins de trabalho. Ainda volto lá pra apresentar o projeto final, e resolver uma ou outra coisa, eventualmente, mas me desliguei do LCI e do estágio, e enquanto ia indo para o ponto, pegar o ônibus pra voltar pra casa, senti como se estivesse fechando um capítulo e abrindo um novo. Encerrando uma era de seis anos de fundão.

Sensação boa, essa de novos ares. Mas a nostalgia sempre me alcança nessas horas. E aí dá uma saudadinha de estar reclamando do 663 e estudando Criptografia :)

Surreal

Hoje, voltando da faculdade, peguei um ônibus qualquer que estava cheio. Pois bem, num ponto, o motorista pede ao fiscal que ele peça ao ambulante que fica no ponto uma garrafa de água com gás, o fiscal então replica que o ambulante está sem água com gás, e os dois conversam sobre o fato de ele só beber água com gás e tudo o mais.

Uns dois pontos depois, o motorista pára o ônibus, desce e se dirige à um bar. Agora, não sei vocês, mas dado a cena que eu tinha presenciado há menos de 5 minutos antes, eu acredito que ele tenha ido comprar água, mais especificamente, com gás.

Olho a volta e noto uns estalares de língua, umas caras feias. Pouco depois, um cara comenta:  “Surreal.”, ao passo que outro responde: “Pois é, não é ele que tá em pé o dia inteiro!” Alguém ainda tenta: “O cara foi comprar água.” Mas o burburinho continua: “Foi pro bar? Inacreditável.”

Logo depois o motorista voltou e a viagem seguiu. Com as caras feias. Afinal, o motorista é um robô, obviamente. Ele não pode ter sentimentos, não pode saciar suas necessidades fisiológicas, e ai dele o dia que o cara tá de mau humor e reclama alguma coisa com alguém, ainda leva fama de motorista mau-humorado, se não pára fora do ponto ouve uns xingamentos, como se estivesse fazendo coisa errada. É por isso que o cara eventualmente vira um motorista “dumal”, passa a ignorar uns pontos, deixar passageiro no ponto.

Já dizia Raul:

O meu egoísmo
É tão egoísta
Que o auge do meu egoísmo
É querer ajudar

É o que eu penso.

Surreal.

2010: Uma rápida retrospectiva

Não vou me alongar em um post chato, explicando cada detalhe de 2010, mas esse ano foi um ano curioso, de várias mudanças,  e de muita ralação.

Comecei o ano com um objetivo em mente: terminar a faculdade. E ao longo do ano eu fui me desenrolando pra tentar chegar ao objetivo quando o ano acabasse. E durante alguns momentos,  especialmente agora no fim do segundo período, eu cheguei a duvidar que eu fosse alcançar esse objetivo. Mas tudo se encaminhou, e as matérias acabaram. Agora falta só o projeto final.

Ao longo do ano eu tentei me aproximar mais da área pra qual eu pretendo seguir, que é desenvolvimento de jogos. E aí rolou SBGames, Brasil Game Jam e tudo o mais.

Vi alguns amigos mais que outros. Alguns vi muito menos do que gostaria. As pessoas que não estavam no eixo faculdade-casa ficaram negligenciadas, e por isso, peço desculpas. E pretendo compensar :)

Além disso, fica a impressão de que esse foi o ano mais longo da história desse país. Até porque, mal lembro de coisas do início do ano, final do ano passado parece ter sido há décadas atrás.

E pro ano que vem, vamos ver o que vai ter de bom, agora sem a faculdade. :)

You’re doing it wrong

Tô fazendo uma matéria esse período na faculdade que tem dois professores. O segundo é um colega do professor principal que está auxiliando na matéria.

O primeiro, tem conhecimento amplo sobre o assunto, prático e teórico. O segundo, está na área ao que parece há algum tempo, mas não na parte em que  a matéria é focada. É tipo maçãs e laranjas.

E como a matéria tem muito de discussão e é um negócio meio aberto e tudo mais, você nota, claramente, que o cara viaja N vezes, porque não tem conhece bem a área e as pessoas estão falando sobre várias coisas que são “internas”.

E aí o cara tenta puxar pra um lado mais mercadológico, uma parada mais engenharia de software, um negócio totalmente distante da matéria original. Fica uma parada forçada, sem sentido, e o sentimento que permeia na sala é a vergonha alheia.

Então, fica a dica: Se você não sabe sobre um assunto, procure se informar melhor antes de pensar em dar uma matéria junto com alguém, pra não ficar aquela impressão de que você tá na aba só por interesses pessoais.

A antecipação pelo fim

Termino a faculdade no fim do ano. Atrasado, verdade, deveria tê-la terminado no fim do ano passado, mas se você não é de ciência da computação na UFRJ, ficaria surpreso em ver como isso é comum. E como, se bobear, eu talvez esteja abaixo da média de atraso.

Pois bem, esse período, para conseguir realizar o feito, faltavam pegar duas matérias obrigatórias e três eletivas. Duas obrigatórias do que seria considerado “ciclo básico”, matérias de quarto período, que não prendiam nada e foram sendo chutadas pra depois. E três eletivas, porque eu comecei a fazer eletivas tarde, já que queria ver se achava eletivas divertidas e interessantes.

E nessa de tentar fazer milagre pra conseguir encaixar tudo no meu horário, fiquei com um conjunto de matérias de arrancar os cabelos. Acontece que as matérias de quarto período que comentei ali em cima são cálculo IV e física III. Uma de 4 horas semanais, a outra de 6 horas semanais.

Matérias de 6 horas semanais são ótimas para matar qualquer oportunidade de escolher um horário razoável. E foi isso que física fez, matou várias algumas oportunidades de eletivas durante a semana. E com isso, fiquei entre eletivas que eu considero bastante interessantes, mas que provavelmente não pegaria no último período de faculdade, se me fosse dada oportunidade.

Pois bem, com isso, fico eu com um horário um tanto quanto puxado, com matérias um tanto quanto puxadas, e com aquela antecipação de “acaba logo, período”. E isso sem contar o projeto final, que já andou alguma coisa. E sem contar o POSCOMP, tudo na intenção de já emendar o mestrado depois da graduação.

O mais irônico, na verdade, é a quantidade de oportunidades legais que apareceram pra mim nesses últimos tempos, só porque eu tô enrolado demais pra pensar em pegar qualquer uma delas. Pode isso?

E aí vocês devem estar pensando.. Mas oras, estamos no início de setembro, o período mal começou. Você já quer que termine? E é nessas horas que eu digo que desde o primeiro dia do período a sensação é essa mesmo :P

Você gosta de aprender?

Você já se fez essa pergunta?

Eu já citei num dos últimos posts o quanto eu gosto de aprender, tento sempre aprender coisas que eu julgue que vão ser úteis ao menos a médio prazo, ou dedicar tempo a coisas que vão facilitar a minha vida de algum jeito. Também tento dedicar uma parcela do meu tempo para me atualizar em tecnologias, já que é uma coisa que eu uso muito no dia-a-dia.

Esse período eu me dediquei a aprender Perl. Usei Perl em todos os trabalhos de uma eletiva que eu fiz, assim dava pra eu quebrar a cabeça com coisas que não são comuns ao tipo de linguagem que estou acostumado (como hashs) e era fácil fazr as coisas que precisava para os trabalhos.

Período passado tinha me dedicado a achar soluções para problemas do LCI. Incluindo aí a solução de desligamento (Que eu fiz em C# para Windows, e Perl para Linux), o novo método de passar as imagens (Usando rsync e vários scripts).

Quem me conhece deve saber que eu já me dediquei a aprender Esperanto, porque eu achava que era uma língua interessante, embora no fim das contas tenha descoberto o que acredito que seja um dos motivos para o esperanto nunca ter saído do papel.

E você? Gosta de aprender? Para que você dedica o seu tempo livre?

Gerenciamento de Laboratórios: Um caso

Eu sou gerente da equipe que gerencia os softwares dos laboratórios do meu departamento na faculdade, a equipe de Workstations. Basicamente, a configuração lá é um dual boot de Windows XP e Linux, usando o Gentoo como distro, já que era a que eu tenho mais facilidade.

Isso me fez mudar algumas idéias que eu tinha, evoluir outras, e me fez procurar soluções para as quais eu nunca precisei. Explico.

Há alguns anos, desde fim de 2007, se não me falha a memória, que em casa eu só uso Linux. E como eu não sou um usuário comum, isto é, eu não me incomodo de fuçar aqui e ali pra consertar as coisas de vez em quando, ou de fazer um “hack” esquisito pra alguma coisa que não funciona num determinado programa, eu acabava não dando importância quando certas coisas davam errado no meu gentoo. Coisas básicas, na verdade, quase todas de interface. Como por exemplo, o fato de que o Firefox não consegue absorver muito bem as associações de arquivos.

Quando eu entrei pra equipe de Workstations, no meio do ano passado, a distro que estava instalada na época era o Ubuntu. E uma versão do Ubuntu com pelo menos um ano de atraso. Eu “gerencio” uma instalação do Kubuntu na casa da minha namorada, e ela não é uma alternativa muito boa para um ambiente onde tantas coisas precisam estar instaladas. A ferramenta de update do (K/X)Ubuntu ainda não é 100%, e consegue fazer umas cagadas homéricas quando você faz um full-dist-upgrade, ou seja lá como isso é chamado.

Nas últimas duas atualizações do Kubuntu eu tive que reinstalar para que ele voltasse a ser 100% como deveria ser. Isso não é um grande problema quando você tem duas ou três coisas fora do padrão instaladas. Mas quando tem pelo menos 120 pacotes instalados, e muitos deles não são padrão de uso da maioria, isso começa a ficar meio preocupante.

Além disso, a filosofia do Ubuntu é muito boa para um desktop normal, e eu realmente admiro eles pelo que eles fazem. Mas eu não acho que ela seja a filosofia ideal para um ambiente onde grande parte dos usuários usa ferramentas de desenvolvimento. (É preciso lembrar que até poucas versões atrás, o Ubuntu não vinha com o gcc instalado por padrão)

O problema é que quando você muda do Ubuntu, que é uma distro com várias “especializações” para facilitar a interface, para uma distro como o Gentoo, onde a funcionalidade é mais importante, alguns detalhes passam batidos que as pessoas sentem falta. As associações do firefox, que eu citei lá em cima, são um exemplo.
O firefox não consegue, por algum motivo que eu ainda desconheço, reconhecer as associações do Desktop Manager em uso. Ele faz uso de um arquivo, que é gerado baseado no que cada aplicativo diz que aceita. Isso gera alguns resultados estranhos, como o GIMP virar padrão pra abrir PDF. (Pois o GIMP consegue abrir PDFs, ele só não é um visualizador.)

Além disso, por resolver seguir a tradição do laboratório – instalar Desktop Managers que agradem a gregos e troianos – tive a dificuldade de que esse tipo de coisa não é feita, por padrão, e por isso as pessoas não se preocupam em deixar eles amigáveis entre si. O que resultou em algumas associações bem bizarras, principalmente nos Desktop Managers que eu não uso, como o GNOME.

Mas nem tudo são erros, acredito eu. Eu venho tentando aproximar os laboratórios dos usuários, tentando fazer com que as sugestões sejam aceitas de modo mais rápido, as correções feitas de modo mais rápido. Talvez isso compense, de alguma forma, pelos bugs que eu acabei introduzindo sem querer no meio do caminho. Talvez tenha sido uma troca justa?