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Raspberry Pi: Torrents e séries

No último post eu comentei um pouco sobre o raspberry e sobre o XBMC, mas a outra coisa que precisa é botar os filmes e séries dentro dele, e ficar passando manualmente quebra um pouco o propósito de ter o negócio todo contido numa caixa só.

Como ele roda Linux, tem duas opções principais: Transmission e rTorrent.

Nunca havia usado nenhum dos dois, mas a maioria das dicas nos fóruns fala do transmission e foi o que acabei escolhendo.

Nota: Cuidado ao copiar comandos daqui, já que provavelmente o wordpress sacaneia com / e “. :)

Instalar ele é a parte fácil, assumindo que você esteja num raspbmc, basta abrir um ssh pro raspberry e fazer

apt-get install transmission-daemon

Com isso feito, pra iniciar basta fazer:

sudo /etc/init.d/transmission-daemon start

O Raspberry não tem o hardware mais poderoso do mundo, então é bom colocar algumas limitações nas configurações do transmission, as minhas são as seguintes:

Update (20-11-2012, 14:12): Todas as configurações do transmission ficam em /etc/transmission-daemon/settings.json

“download-queue-enabled”: true,
“download-queue-size”: 1,
“peer-limit-global”: 240,
“peer-limit-per-torrent”: 100,
“seed-queue-enabled”: true,
“seed-queue-size”: 9,
“speed-limit-up”: 20,
“speed-limit-up-enabled”: true

É uma boa também mudar o local de download dos arquivos. Coloquei duas pastas separadas, como o transmission permite, ficou assim (Raspberry Pi é o meu hd externo):

“download-dir”: “/media/Raspberry Pi/seeding”,
“incomplete-dir”: “/media/Raspberry Pi/downloading”,
“incomplete-dir-enabled”: true,

Não esqueça que o transmission tem que ter permissão para escrever nessas pastas. Com essas configurações e ligando o rpc, já dá pra acessar o transmission e mandar ele baixar coisas pela interface web (Não esqueça de botar seu próprio nome de usuário e password):

“rpc-authentication-required”: true,
“rpc-bind-address”: “0.0.0.0”,
“rpc-enabled”: true,
“rpc-password”: “seu-password“,
“rpc-port”: 9091,
“rpc-url”: “/transmission/”,
“rpc-username”: “seu-usuário“,
“rpc-whitelist”: “127.0.0.1,192.168.*.*”,
“rpc-whitelist-enabled”: true,

Mas não vamos ficar contentes só com isso. A boa é que quando saiam séries novas, elas sejam baixadas automagicamente. Pra isso, vamos instalar o flexget:

easy_install flexget
easy_install transmissionrpc

A configuração, que deve ficar em ~/.flexget/config.yml deve ficar parecida com essa:

Config.yml no paste.bin

Com essa configuração, ele vai baixar somente com definição de 720p, e que tenha qualidade de hdtv ou mais (dvdrip, etc).

É preciso ajustar as configurações do plugin do transmission para as mesmas usadas no rpc.

Daí basta ir nas configurações do raspbmc, pela interface do XBMC mesmo, e lá ligar o cron. Com ele ligado, basta adicionar a seguinte linha ao crontab (crontab -e):

0 * * * * /usr/local/bin/flexget –cron

Isso vai fazer com que o flexget seja chamado uma vez por hora, botando suas séries no transmission e tal :)

Ainda pretendo fazer a última parte da automatização: pegar as séries que foram baixadas e movê-las para a pasta correta e reindexar o xbmc, e já baixar as legendas. Já comecei fazendo isso tirando os que já estão com seeding completos para uma pasta separada, a partir da dica desse post. Se for usar, note que só consegui usar esse script modificando as chamadas do transmission para incluir –auth seu-usuário:seu-password

Uma segunda coisa ideal seria que as séries tivessem uma prioridade alta quando adicionadas no transmission, parando qualquer torrent que existisse para que elas fossem baixadas. Mas isso é assunto para outra vez ;)

Bônus: Tudo aqui deve funcionar para qualquer distro, com as devidas adaptações :)

Minha experiência com Sabayon Linux

Ultimamente, sempre que eu preciso fazer uma nova instalação de Linux, eu tento fazer com uma Distribuição que eu ainda não tenha usado. A idéia é que eu possa interagir com várias distribuições diferentes, conhecer os vários gerenciadores de pacotes, e quem sabe, achar uma que seja melhor, para mim, do que a que eu uso atualmente, o Gentoo.

Por isso instalei Sabayon no meu computador do trabalho. Era uma distro que eu queria testar já há algum tempo, porque ela é derivada do Gentoo, só que a idéia é que ela seja uma distro menos para curiosos, e mais para usuários. Assim, ela possui um gerenciador de pacotes próprio, o Entropy, que usa pacotes pré-compilados, assim como yum, apt-get, rpm, etc. E também ela é empacotada e finalizada com o intuito de ser usada direto do livecd.

Instalei ela porque por mais que eu goste do Gentoo, para fazer a instalação pode demorar um pouco, se você quiser fazer uma instalação completa de KDE, devido ao tempo que demora para compilar todo o ambiente. E eu queria botar tudo funcionando o mais rápido possível. Pois bem.

Entropy

O entropy parece ser um gerenciador de pacotes muito bom. É, até certo ponto, no mesmo estilo do Portage, e tem uma interface gráfica e um notificador que fica na tray para avisar quando tem atualizações. Porém, a parte gráfica dele ainda sofre de um uso absurdo de CPU. Demora um tempinho para abrir, nada absurdo, mas um tempinho que dá pra notar.

A parte boa é que ele é integrado ao Portage, então você pode, se achar necessário, misturar pacotes dos dois, desde que saiba o que está fazendo. A recomendação é não misturar muito, e usar um como principal, e o outro só pra alguns pacotes complementares.

O Acabamento

Isso eu achei bem legal, o Gentoo não é feito para ter acabamentos, pois a idéia é que você deixe tudo no seu estilo. Mas como o sabayon é meio que direcionado para media-centers e jogos, ele é bem polido, já usa Grub2 com uma imagem de fundo bem legal, o Splash dele é bem acabado também, e assim que você termina de instalar ele, você já tem no Desktop um link pro XBMC que é um media center e para um demo de World Of Goo rodando via Wine.

Há duas opções de livecd, um baseado em KDE4 e o outro em GNOME. Ambos tem a opção de instalar um sistema com Fluxbox pro caso de uma instalação minimalista.

Primeiras Impressões

As primeiras impressões foram muito boas. A única reclamação que eu tenho é que não tem mirrors mais próximos do Brasil, então os downloads muitas vezes demoram um tantinho, mas fora isso, tudo funciona como o esperado.

Recomendo pra quem tá querendo testar alguma coisa fora de Ubuntu, até gostaria de ver uma avaliação de alguém que esteja migrando do Ubuntu para ele para ver o que acha.

Então, fica aí minha recomendação: Sabayon Linux, eu aprovo ;)

Gentoo Thingies: Paludis

Há uns dias atrás eu descobri o Paludis. O Paludis é, segundo a definição do próprio site, “the Other Package Mangler”, ou em tradução livre, o Outro destruidor de pacotes. A idéia do Paludis é substituir o Portage, o gerenciador de pacotes padrão do Gentoo. A reclamação era de que o Portage, além de ter uma resolução de dependências lenta, também era muito, digamos, conivente com certos problemas e estranhezas introduzidas ao longo do tempo.

Com isso, fizeram o Paludis, apenas se baseando no Portage, mas sem seguir estritamente as mesmas regras e idéias. Feito em C++, é supostamente mais robusto e mais fácil de manter, além de ser mais duro na hora da resolução de dependências, e com isso, evitaria certos vícios que o Portage introduziu.

Nunca tive nada a reclamar do Portage, muito pelo contrário, mas sempre que dá eu dou uma investigada em coisas novas, para não acostumar. Acredito que no mundo de hoje, especialmente no meu ramo, não dá pra ficar parado muito tempo sem aprender coisas novas :)

Pois bem, resolvi então testar o Paludis. Com um certo medinho, afinal, mudar o gerenciador de pacotes da distribuição que você usa no dia-a-dia é uma parada meio bizarra e quase certa de dar erro. Fui então testando ele no pior caso de uma vez. Estava sem atualizar o meu computador há quase um mês, e de lá pra cá, nova versão do KDE saiu, isso quer dizer, mais de 100 pacotes novos, atualizando todos os pacotes do KDE.

Pois bem, segui as orientações, instalei, fiz todos os passos para ativar o cache e tudo o mais. E tentei ver se conseguia me habilitar a ele durante alguns dias. Meu saldo final é o seguinte:

Resolução de dependências

É uma bandeira bem levantada que o Paludis resolve dependências mais rápido. Na prática? Não vi diferença. Talvez em outros casos (por exemplo, menos pacotes desatualizados na árvore), ele faça diferença. Mas no meu caso,  quase nenhuma.

Resolução de Bloqueios

Comecei a usar o Gentoo em 2007. Nessa época, alguns bloqueios mais triviais, do tipo, uma versão de um software estar bloqueando a versão mais nova dele, algumas vezes aconteciam e tinham de ser resolvidos manualmente. É um passado das trevas para o qual eu não gostaria de voltar. E foi uma das primeiras coisas que vi quando rodei o Paludis. Enquanto o Portage resolveu lindamente os blocks e perguntou apenas se eu gostaria de atualizar, o mesmo comando no Paludis mostrou um block que ele não saberia resolver.

Pelo que vi, talvez isso seja By Design, mas não gostei, anyway.

Por fim, depois de mexer um pouco mais pra lá e pra cá, desisti da experiência. Enquanto lia mais sobre esse problema das dependências vi sobre a grande possibilidade do Paludis ser substituído por um outro, o Cave, por causa de algumas mudanças que vão ser feitas  no modo como são feitas as resoluções.

Enfim, de volta ao Portage. :)

Chromium: Firefox Killer?

Quando o Chrome foi lançado foi um grande estardalhaço. Vozes se elevaram falando sobre a possível morte dos outros browsers em face a um browser suportado pela Google. Com o grande gigante da internet apoiando um Browser, como poderia ser diferente?

Aos poucos as pessoas viram que não era bem assim. Pra começo de conversa, depois de pesquisas, descobriram que os usuários nem sabiam o que era o browser. E muita gente nem tinha idéia de como usar o Chrome no lugar do Internet Explorer que eles aprenderam a usar desde sempre.

Depois, esbarraram no segundo problema, o ambiente corporativo. Como muita gente sabe, existem zilhões de sistemas de intranet desenvolvidos para IE (mais especificamente, IE6) e por isso, em muitos ambientes corporativos não há a opção de mudar de browser, porque não há sentido em gastar dinheiro migrando um software que está funcionando para outro simplesmente porque a internet chora contra o IE6.

Mas dentre os power users, o chrome foi ganhando mais e mais momentum, comigo foi diferente porque, como muita gente sabe, em casa eu só uso linux há uns dois anos, e ainda não tinha versão do chrome para Linux. Depois apareceu um alpha mas dava muito trabalho pra instalar. E finalmente semana passada eu vi uma versão do chromium (a engine open-source por baixo do Chrome) para instalar no Gentoo.

Minhas primeiras impressões foram as melhores possíveis. Tudo funcionou sem dor de cabeça: Flash, Java. Ao contrário do Firefox, associações de arquivo também funcionaram maravilhosamente, pdf abre no meu aplicativo favorito do KDE.

A velocidade em relação ao firefox é impressionante. Embora a versão de Windows tenha ficado mais rápida quando pulou para a 3.5, a versão de linux continuou muito lenta. E pesada. E bugada. A mozilla parece não ligar para o segmento linux, mas até faz sentido, já que seu Market Share é principalmente formado por usuários Windows.

Eu sei que o Firefox vai ficar abandonado por aqui. Estou usando só para links que não funcionam corretamente no Chromium, que até agora são poucos. E recomendo a quem puder, testar o Chromium também.

Ajude o projetos sem botar a mão no bolso!

O br-linux tá com uma promoção “beneficente” pra ajudar projetos comunitários, a galera bota uns links pra lá e em troca, dependendo da quantidade de links, eles dão mais dinheiro. Vai ser 50% pra Wikipedia e 50% pra um outro projeto que será votado. E se você tem um blog, você pode linkar e concorrer a alguns prêmios. A promoção é a seguinte:

Ajude a sustentar a Wikipédia e outros projetos, sem colocar a mão no bolso, e concorra a um Eee PC!
???e também a pen drives, card drives, camisetas geeks, livros e mais! O BR-Linux e o Efetividade lançaram uma campanha para ajudar a Wikimedia Foundation e outros mantenedores de projetos que usamos no dia-a-dia on-line. Se você puder doar diretamente, ou contribuir de outra forma, são sempre melhores opções. Mas se não puder, veja as regras da promoção e participe – quanto mais divulgação, maior será a doação do BR-Linux e do Efetividade, e você ainda concorre a diversos brindes!

Quem tiver um blog e quiser dar uma ajuda, segue o link que lá tem mais instruções, e quem não tiver, dá uma olhada mesmo assim :)

Doom

O Kid tava falando de jogos velhos essa semana, e por acaso, eu estava revivendo um jogo velho pra jogar, também. O bom e velho Doom. Sim, aquela carnificina desmedida que todo mundo já deve ter jogado :D

Doomsday Screenshot
Fireball!
Mas jogar o originalzão é mais difícil hoje em dia, rodar DOS precisa de DOSBOX ou coisa semelhante no Linux e tal, então eu peguei o Doomsday, que também já tinha usado antes.

Doomsday Screenshot 2
Hmmm. Baldinho de ácido :)

O Doomsday é o seguinte, há uns anos atrás a engine do Doom teve o código lançado. Aí o pessoal pegou e resolveu reescrever ela com as tecnologias que apareceram ao longo dos anos desde que Doom foi terminado. Daí aproveitaram e fizeram modelos 3D pro jogo, já que originalmente, era tudo em sprites(sim, isso mesmo. os sprites giravam pra dar a impressão de 3D). E mesmo com os gráficos sendo de alguns anos atrás, são bons o suficiente pra mim, já que lembram dos originais, mas melhores o suficiente.

Doomsday Screenshot
Veja o detalhe na shotgun.

Dei um Emerge no meu Gentoo, botei o jogo pra rodar e me deliciei com o velho doom de roupa nova. ?? muito bom essa nostalgia :)

Então fica aí a dica, pra quem quiser. Doomsday tem pra Linux, Mac e Windows. Infelizmente, o desenvolvimento parece estar parado no momento. O que é triste, mas ainda assim, tem versões estáveis e funcionais que dão pra jogar bem :)

E ainda dizem que o Windows é mais fácil…

algum tempo atrás eu falei que tava querendo reviver uns pcs velhos aqui em casa. Pois bem, um deles parece meio defunto mesmo (O PII), mas o outro funciona bem como sempre (o 486/586, nunca sei). Daí fui tentar instalar um SO nele há algum tempo e não conseguir bootar pelo CD. Resolvi deixar pra lá pra tentar depois.. Hoje, enquanto estudava pra prova de amanhã, resolvi fazer um teste: Colocar o HD do 486 no meu pc, instalar o Debian e passar de volta pra lá. Vale notar que isso não funciona no Windows, por N problemas.

Botei instalando e voltei a estudar. Como botei a instalação mínima (cd Net-inst, que instala o sistema básico e depois o resto ele baixa da internet), a instalação demorou uns 20-30 minutos e tava tudo pronto.

Botei o HD de volta no 486, liguei e foi como se o sistema tivesse sido instalado nele, rodando perfeitamente bem. Agora tenho que configurar a internet nele e depois a rede, mas vai dizer. No Windows eu ia ter que fazer um disquete de boot, catar como habilitar o cd pra boot (porque a bios é velha e estranha, não sei como funcionaria) e depois instalar (o que levaria eras num 486). E ainda seria um versão velha (98, no máximo). Esse debian é o novo, já com atualizações de segurança instaladas.

Santa diferença, batman! :)

Usuário normal ou Super Usuário?

Dando continuidade aos meus pequenos posts sobre Gnu/Linux, tem uma coisa que algumas pessoas notam quando mudam do windows pra alguma distribuição Gnu/Linux. O fato de que por padrão, seus usuários não tem controle total sobre a máquina.

No Windows, por um erro de planejamento, todos os usuários são administradores por padrão, o que faz com que eles possam fazer tudo que quiserem no sistema, inclusive apagar pastas do sistema ou ver pastas de outros usuários.

“Ah, mas isso é bom, não é? Pô, eu tenho que instalar as coisas aqui e tal”

Não, não é. Veja bem, embora seja mais fácil só sair fazendo as coisas sem se preocupar com nada, isso também gera um problema que é o de você esquecer da responsabilidade que você tem sobre o sistema. Parece muito? Mas é verdade. Imagina só, todo mundo faz merda quando tá com sono. Você tendo super poderes naturalmente é um convite pra Murphy. Além de um segundo problema: Você já pegou um vírus? Se você não fosse administrador, o efeito dele seria MUITO menos devastador. Sabe porque? Se você não é um administrador, você não tem como modificar o sistema em si, e por isso, o virus não poderia se infiltrar nas suas pastas do sistema, por exemplo. Ele poderia sim, apagar seus documentos e tudo mais que estivesse ao seu alcance, mas o computador como um todo, não.. Além de facilitar o processo de desinfecção.

E é por isso que é importante manter o seu usuário padrão no GNU/Linux como um usuário comum e não um super usuário. Não que você vá pegar vírus, mas é muito mais seguro pra evitar que você edite arquivos que não tinha intenção sem querer.

Windows Vs Linux, Código Aberto e etc.

A batalha de Windows contra o Linux começou não tem muito tempo. GNU/Linux, pra ser mais correto. Em primeiro lugar, vamos estabelecer o que é cada coisa, afinal de contas, não é todo mundo que é nerd que nem eu, e portanto, não é todo mundo que entende a situação.

Windows – Esse todo mundo conhece, né? O Windows é o sistema operacional mais conhecido há alguns anos, é produzido pela microsoft e já deve estar por volta de sua 7ª versão (se considerarmos as versões não-NT, mas isso é uma outra história) . A microsoft ganhou muito campo fazendo com que o Windows fosse distribuído com as máquinas, há alguns anos, TODAS as máquinas do mercado vinham com Windows, o software saía assim mais barato pro distribuidor que vendia seu computador já “pronto pra funcionar” (em teoria, of course.

GNU/Linux – Embora as pessoas pensem o contrário, o GNU/Linux não é UM sistema operacional. Não existe só um “Linux”. GNU/Linux é encontrado em diversas distribuições. Distribuições são pacotes de diferentes softwares, feitas por pessoas diferentes, e cada uma feita com uma aproximação diferente. Como assim, bial? Simples: Tem distribuições, como o Ubuntu por exemplo, que são voltadas pra serem o mais fáceis de botar rodando possível, outras, como Gentoo, são voltadas pra você ter controle total sobre o que está rodando na sua máquina. Algumas são ditas “a prova de tolos” (foolproof), porque rodam, independente do nível do usuário. E se você quiser saber o porque de GNU/Linux, veja aqui.

Pois bem, agora que eu já dei uma mínima introdução ao assunto, vamos ao que interessa. O GNU/Linux anda se popularizando com o passar dos anos, o porque? Aos poucos surgem distribuições que são mais amigáveis ao usuário, mais fáceis de utilizar, e o GNU/Linux começou a sair do meio Nerd/Geek pra alcançar mais usuários comuns.

Aqui no Brasil por exemplo, lojas como Ponto Frio e Casas Bahia vendem computadores com GNU/Linux por uma questão de economia, como a maioria das distribuições são gratuitas, é mais barato botar GNU/Linux nas máquinas do que Windows. E isso só era impossível antes por que não haviam muitas distribuições user-friendly.

Pois bem, só que temos um pequeno(pequeno?) problema. Softwares grandes (como Adobe Photoshop), tem seu código otimizado para funcionar para Windows. Provavelmente em alguns momentos se aproveitando de alguns bugs conhecidos do Windows para obter mais desempenho, e passar esse código todo para uma nova plataforma é trabalhoso e provavelmente caro (por que seriam necessários novos programadores para cuidar dessa nova versão) e portanto, a Adobe não está lá muito interessada nisso.

E como resolver isso? Bem, existem várias alternativas pra grandes softwares com código aberto, mas óbvio: eles não são iguais aos originais. E as pessoas não gostam, não estão acostumadas com mudanças. Mudanças dão trabalho, você precisa aprender novas coisas, precisa deixar velhos hábitos pra trás, e as pessoas não gostam disso. Elas preferem a segurança de continuar usando algo que elas já tem conhecimento, que elas já tem experiência. Você mesmo provavelmente já preferiu isso, se é que ainda não prefere.

A discussão se o Windows vai cair e GNU/Linux vai reinar é uma questão meio vazia em alguns momentos por causa disso. Depende mais das pessoas do que dos softwares em questão. Eu, por exemplo, preferi mudar para GNU/Linux porque não gostava do modo como o Windows sobrecarregava meu sistema e dava erros aparentemente sem motivo. Gosto da idéia de estar usando software com código aberto, de modo que se um dia eu estiver usando ele e der um problema eu, como programador, possa ver o código e de repente achar uma falha, corrigir e submeter de volta pro projeto original, de modo que possa me orgulhar de dizer “Puxa, isso agora vai dar menos problemas pras outras pessoas.”

Mas não me entendam mal, eu ainda uso Windows (infelizmente) no trabalho, porque aqui mexemos com DRM (digital rights management, tecnologia proprietária da microsoft) e portanto preciso estar no Windows para fazer algumas coisas, muito embora preferisse estar num pc com GNU/Linux aqui.

Eu, pessoalmente, pretendo divulgar meus softwares pessoais junto com seus respectivos códigos, de modo que as pessoas possam alterar o que acharem necessário, para seu próprio uso. Mas nem todo mundo é assim.

O que eu digo é simples, toda experimentação é válida. Vai lá, peça um cd do Ubuntu(na verdade, recomendo que seja um do Kubuntu), experimente sem instalar, veja como ele não é um bicho de sete cabeças, e se você gostar, aí sim, instale, procure softwares que satisfaçam as suas necessidades. Se você for um programador, procure ajudar em projetos, ou se não encontrar um projeto que lhe interesse, crie um, divulgue-o. Ajude a aumentar a base de softwares do GNU/Linux. Assim você contribuiu mais do que discutindo em fóruns pela internet ou no Digg.

E por favor, crianças, não sejam fanboys, pra nenhum dos dois lados. Isso é muito feio.