Nintendo DS: Uma História – Parte III

Bom, a verdade é que me deu uma vontade louca de falar sobre o DS esses dias. Eu tô nessa de DS desde novembro de 2007, basicamente 1 ano depois do lançamento do DS Lite.

Então vou fazer uma série de posts falando sobre o DS e como ele chegou ao que é hoje, pelos meus olhos. Vou falar principalmente da parte de homebrew, porque acho que é a parte onde complica.

No primeiro post eu falei de origens, do GBA e dos primeiros flash carts, sem entrar em muitos detalhes.

No segundo post eu falei sobre a infância do homebrew no DS e o que era o DS quando eu comprei o meu.

Nesse terceiro e último post eu vou falar sobre como vejo hoje em dia o DS.

R4: Ladrão que rouba ladrão…

É fácil de ver que quando um produto faz sucesso, o que mais acontece é ele ser copiado até a exaustão (Vii, Polystation, dentre outros), e se isso acontece com produtos oficiais legalizados e tudo mais, imagina como não é com um flash cart, que está numa área muito cinza da legalidade?

Depois que o R4 ficou famoso, o que mais começou acontecer foram os inúmeros clones dele. Primeiro, clones com o mesmo nome, ou seja, R4 falsificados. Depois que isso ficou muito na cara, começaram a surgir clones com outros nomes. Até porque, e isso eu não sei dizer corretamente, o R4 tem um hardware igual ao M3, e eu não sei qual deles veio primeiro. Mas aí veio também o G6, o R4 SDHC, e tantos outros clones espalhados por aí.

Aí eu fico até com um pé atrás de recomendar algum flash cart quando alguém me pergunta. Porque como eu vou dizer qual deles é o melhor pra comprar? Se o R4 já hoje em dia tem grandes incompatibilidades, o que dizer dos clones?

E até onde os clones são compatíveis com os firmwares, originais ou não?

A boa coisa do R4 original é que ele roda, por exemplo, o YSMenu, que é o firmware do DSTT modificado para rodar no R4 (o que aumenta a compatibilidade, já que o R4 não tem mais seu kernel atualizado desde ’08).

Claro que além do R4, existem outros chips como o próprio DSTT, o CycloDS ou o Acekard, mas não tenho conhecimento de causa suficiente pra recomendar nenhum deles, e não sigo de perto os lançamentos em cada um pra saber como funcionam os lançamentos recentes neles.

Por isso, fica a conclusão, ao comprar seu Flash Cart hoje em dia, tome um cuidado extra. Pesquise bem nos fóruns antes de comprar seu DS pra não ficar arrependido depois.

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2 Comments : Posted in: Games,Nerdish,Random Thoughts : 01.11.10

Nintendo DS: Uma história – Parte II

Bom, a verdade é que me deu uma vontade louca de falar sobre o DS esses dias. Eu tô nessa de DS desde novembro de 2007, basicamente 1 ano depois do lançamento do DS Lite.

Então vou fazer uma série de posts falando sobre o DS e como ele chegou ao que é hoje, pelos meus olhos. Vou falar principalmente da parte de homebrew, porque acho que é a parte onde complica.

No primeiro post eu falei de origens, do GBA e dos primeiros flash carts, sem entrar em muitos detalhes.

Nesse segundo post eu vou falar sobre a infância do homebrew no DS e o que era o DS quando eu comprei o meu.

DS: Pegando carona numa onda que já vinha

Quando o DS saiu com seus dois slots, quem já estava desenvolvendo em GBA pensou logo em usar aquela entradinha safada de GBA, chamada Slot-2, pra continuar o que já fazia usando o DS. Já que o DS roda GBA nativamente, a maioria das coisas feitas pela cena homebrew de GBA podia ser aproveitado sem problemas no DS. Óbvio que sem usar todo o seu potencial, mas ainda assim, usado.

Naquela época, o que foi feito foi usar um dispositivo semelhante ao que já era usado no GBA, porém melhorado, e para conseguir fazer ele funcionar para jogos de DS, foram usados métodos que enganavam a firmware do DS. Estão aí incluídos dispostivos como o SuperKey e o FlashMe, um firmware modificado para o DS.

Era então um pouco complicado esse início. Era necessário adquirir um cartucho para o slot-1 como o superkey, um flash cart para o slot-2 para botar os jogos, e aí sim era possível usar. Não era muito complicado, mas pra quem era leigo, a coisa começava a enrolar.

Depois de algum tempo, a encriptação do DS foi quebrada, e com isso os cartuchos para SLOT-1 puderam ser fabricados, no início, com compatibilidade pequena, mas aos poucos foi aumentando e se equiparando aos cartuchos de SLOT-2, que já estavam mais consolidados. Nessa época passa a ser possível comprar somente um cartucho, alguns com memória interna, outros aceitando cartões externos, como MicroSD.

Cartuchos de SLOT-1 tem a desvantagem de que não é possível jogar GBA diretamente deles. Para jogar jogos de GBA a partir de um cartucho de SLOT-1 é necessário outro dispositivo no SLOT-2 que sirva somente para isso. Dispositivos de SLOT-2 também tem a vantagem de aumentar a memória do DS, como é o caso do cartucho do Opera DS.

Nessa época que eu comprei meu DS. Na época, o Flash Cart mais proeminente era o R4. Claro que haviam outros, mas era o que tinha melhor custo x benefício.

O R4 tinha a vantagem de ter seu firmware colocado dentro do MicroSD, como é comum nos flash carts, e seu firmware era atualizado com frequência, para corrigir eventuais jogos novos que não funcionavam.

Mas claro que isso atraiu os olhos de outros piratas.. E é aí que entra a 3ª parte da minha história :)

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4 Comments : Posted in: Games,Nerdish,Random Thoughts : 01.7.10

Nintendo DS: Uma história – Parte I

Bom, a verdade é que me deu uma vontade louca de falar sobre o DS esses dias. Eu tô nessa de DS desde novembro de 2007, basicamente 1 ano depois do lançamento do DS Lite.

Então vou fazer uma série de posts falando sobre o DS e como ele chegou ao que é hoje, pelos meus olhos. Vou falar principalmente da parte de homebrew, porque acho que é a parte onde complica.

Nesse primeiro post vamos falar de origens, vamos falar do GBA.

Nintendo GBA: Onde tudo começou

Antes do GBA, pirataria em consoles com fitas era um pouco mais complicado. Não que não existissem jogos piratas, mas você tinha que ir em algum fornecedor e comprar o jogo pirata, e só assim você ia rodar um jogo não oficial no seu portátil.

Sempre existiram cartuchos em que era possível escrever, mas em geral esses cartuchos ficavam de posse dos desenvolvedores. Existiam alguns dispositivos para fazer backups de cartuchos mas eram caros e basicamente difíceis de conseguir, ao menos no Brasil. Eram exemplos o Game Doctor SF, pra SNES. E em especial, a Bung, que fez acessórios semelhantes para Nintendo 64, Neo Geo, e GB/GBC. [1]

Embora nos EUA o Doctor V64, dispositivo de backup da Bung para N64, tenha feito sucesso, o terreno ainda não era propício, roms de N64 eram grandes pra internet na época. Era difícil armazenar um arquivo que tinha entre 4Mb e 16Mb em servidores online.

Não achei dados, mas acredito que o GBA tenha coincidido com a época do barateamento das memórias flash, como cartões de câmera, pendrives e etc. Com isso, foi muito simples fazer um cartucho nesse estilo e fazê-lo ficar barato e atrativo, com um espaço razoável. Além disso, na época, era muito fácil disponibilizar os jogos online. Fazendo assim um terreno fértil para acessórios do gênero.

Assim, ao fim da vida do GBA, era possível você comprar um dispositivo chamado Flash Cart (cartucho Flash), um exemplo era o Extreme Flash Advance, e passar seus jogos baixados da rede pra ele, e então jogar no seu GBA, sem emuladores. Assim começa o homebrew do DS.

[1] http://en.wikipedia.org/wiki/Bung_Enterprises

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1 Comment : Posted in: Games,Nerdish : 01.6.10

Duke Nukem Forever: O Fim de Uma Era

Pra quem não sabe, essa semana a 3D Realms, produtora de Duke Nukem 3D, Wolfenstein 3D, Samurai Warrior, dentre outros títulos, fechou as portas.

Com isso, Duke Nukem Forever, o título que estava prometido desde 1997, nunca chegará a ser lançado. O jogo, que era considerado Vaporware por muitos, estava dentre as lendas da internet. Junto com Chinese Democracy, do Guns N’ Roses. O CD saiu, o jogo, ao que parece, não terá a mesma sorte.

Com isso, temos o fim de uma era. O fim da espera interminável pela saída de DNF. Só resta dar um adeus à produtora que fez jogos tão bons :)

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3 Comments : Posted in: Games,Nerdish : 05.10.09

Sobre desenvolvimento de jogos

Bom, ainda sobre o projeto final, a área que eu escolhi é desenvolvimento de jogos.

Desenvolvimento de jogos é uma área que sempre me interessou e, na verdade, foi um dos grandes motivos pra entrar na faculdade. Sempre sonhei em participar do processo de criação de um jogo. Quando era pequeno, vi um programa no Discovery Kids em que o apresentador visitava o centro de testes da Nintendo of America, fiquei maravilhado e por muitos anos aquele foi o sonho da minha vida. Quando soube mais do trabalho descobri que ele não era nenhum trabalho dos sonhos, mesmo. Mas, na época, os atrativos eram enormes – você jogava videogames o dia inteiro, videogames novos, e ainda podia pegar os jogos da nintendo de graça pra levar pra casa.

(…)

Pra ler o resto, clique aqui, ou lá em cima em GameDev.

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0 Comments : Posted in: Developments,Games,Nerdish,Projeto Final : 03.6.09

Comunidades de Jogos

Ontem, lendo as notícias, esbarrei com a notícia do Kotaku sobre o porque de Earthbound não estar no Virtual Console do Wii. Depois de ler a notícia, e os sites linkados, e ler um pouco sobre a série (Mother, no original, foi traduzido como Earthbound quando foi pros EUA).

Depois de ler, e digerir as coisas, fiquei com uma das coisas que estavam no site martelando na cabeça.. Estava escrito:

Despite these additions, and even a physical increase of memory capacity in the supposed prototype cartridge, EarthBound‘s authenticity was still doubted amongst a number of skeptics in the so-called online “community.”

Agora, ignore o que está escrito, e veja a parte em negrito sublinhada. Community. Comunidade. Mother é uma série deveras antiga (do primeiro lançamento até hoje, já se passaram quase 20 anos, pois o jogo é de 1989, considerando, porém, o lançamento americano (já que a comunidade é americana), o jogo já completou 13 anos, com o seu lançamento em 1994.

Não vou entrar em detalhes sobre a série, afinal, é um assunto longo e com várias reviravoltas. Quem estiver interessado, pode seguir os links do Kotaku ou ver na Wikipedia. O que me interessou na verdade, foi o fato da comunidade de Earthbound/Mother ser tão ativo, mesmo depois de tanto tempo sem outro lançamento americano da série.

13 anos. E eu achei uma coisa bem curiosa. Observando jogos single player, como Earthbound/Mother, Final Fantasy, Chrono Trigger ou Soul Reaver, por mais que a comunidade vá se dissolvendo ao longo do tempo, não é difícil ver fóruns exclusivos sobre um dos jogos de cada uma dessas franquias, discutindo o jogo até os últimos detalhes, e sempre discutindo sobre possíveis lançamentos, fan arts, fan fics, e tudo mais. Um evento parecido com o que aconteceu com Harry Potter durante o lançamento dos livros.

Porém, quando se olha jogos Multiplayer, esse tipo de comunidade, pelo menos pra mim, parece mais difícil de se formar. Claro que há exceções, como Street Fighter, que tem fãs por todo o globo e esteve aos berros quando SF4 foi anunciado. E também se exclui os MMOs, porque eles basicamente são uma comunidade.

Digo jogos multiplayer como Mario Kart, Top Gear e outros que no momento me fogem a memória.

Teorizo que talvez seja a falta de história. Claro que há fãs de Mario Kart, mas dificilmente se vê muita gente cultuando o Mario Kart de SNES, por exemplo. Há fãs da série, cultuando a série, mas geralmente, não se prendem a uma iteração específica, e a cada iteração nova, agradecem e apreciam as novas features que foram incluídas.

Mas isso não se vê com esses jogos citados. Existem fãs de Street Fighter II, em específico. E eles não gostam do I, ou do III, pra eles o bom é o II. O mesmo acontece com Final Fantasy.

Chrono é mais complicado, porque, assim como Earthbound, tem uma comunidade triste, esperando novidades sobre a série, sem sucesso. Earthbound gira em torno do lançamento dos jogos que ficaram lançados só no japão.

Talvez o assunto nem seja tão interessante. Talvez, como vejo agora, seja bem óbvio que a história é possivelmente o fator primário que guia essas comunidades. Talvez não seja tão óbvio assim. O fato é que eu estava com isso martelando, e precisava escrever sobre o assunto.

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0 Comments : Posted in: Games,Random Thoughts : 02.17.09

Videogames e Violência

?? bom ver que aos poucos a situação anda se invertendo e tá dando pra ver que as pessoas aos poucos tão ficando menos ignorantes com relação a videogames. Agora que a geração que jogou videogames desde criança começa a chegar nas faculdades e, consequentemente, nos times de pesquisadores, temos dados reais sobre a relação, ou melhor, a falta de uma relação direta entre games e violência. Além do fim de outros mitos.

Pra mais, uma boa leitura: Eight Myths About Videogames Debunked (Em Inglês)

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0 Comments : Posted in: Games : 10.8.08

Sexo e games

A B. levantou a bola e bom, como sou gamer viciado desde muleque, eu ia responder por lá, mas como acabou ficando grande, achei melhor vir por aqui mesmo.

  • Há erotismo envolvido nos jogos?

Há sim. As vezes por marketing, as vezes pela história. Infelizmente é que nem na TV, desde que os jogos pularam pro 3D, que rola um certo apelo gratuito à sexo em alguns jogos. Embora em outros ele seja muito bem colocado.
Ainda assim, nos games ainda rola uma certa hipocrisia, que em parte é culpa dos EUA. Lá é muito normal ver cenas de gente perdendo membros, mas sexo é tabu. Então muitas vezes você vê cenas absurdamente fortes que envolvem violência em alguns jogos, e quando aparece uma cena mais sexual, o jogo recebe um rating alto e arrisca a não sair das prateleiras.

  • Se há, quais os que mais atraem e porque?

Tomb Raider é um clássico quando se trata de falar de Erotismo, conforme os gráficos foram evoluindo, a Lara Croft foi ganhando mais corpo junto. E os jogos de Luta, em geral, apelam BASTANTE pro fator “free boobs”(peitos gratuitos), por causa do público alvo ser majoritariamente masculino, tem inclusive uma série chamada Rumble Roses, que é basicamente luta de mulheres quase sem roupa na lama. :P
O jogo acabou ficando sem propósito, porque é ruim (de jogabilidade), e por isso ficou óbvio como eles quiseram ganhar grana em cima de bundas virtuais.

Luta na lama é uma idéia legal, mas não com polígonos ao invés de meninas de verdade :P

Luta na lama é uma idéia legal, mas não com polígonos ao invés de meninas de verdade :P

  • Quando há erotismo, isso chega a te envolver? Excitar?

Olha, muito raro. Como eu disse, na maioria das vezes é gratuito o negócio, sem muito porquê, e na maioria das vezes eu estou me importando mais com outras coisas.

  • Já jogou algo exclusivamente erótico?

Sim, já. Quando era muleque, lá pros meus 12, 13 anos, a internet ainda era um bem escasso (discada e tal) e eu não tinha grana, então eu jogava um jogo chamado True Love, que é basicamente um conto sexual interativo. Você entra no papel de um aluno no último ano de colégio, querendo conhecer a mulher dos sonhos, e pra isso ele leva as meninas do colégio pra sair e tudo o mais.

  • Quais seus momentos eróticos ou sensuais preferidos em jogos?

Não lembro de nenhum que eu tenha preferido. Mas me lembro que num jogo muito bom chamado Indigo Prophecy, tinha uma cena de sexo muito bem encaixada na história e não obscena, que foi tirada da versão americana. Mais uma vez a prova de como sangue e tripas não importam, mas um pouco de sexo sim.

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3 Comments : Posted in: Blogosphere Things,Games : 08.13.08

Typeracer e Orkut Apps

Então, pra quem não viu, o Orkut lançou uma funcionalidade semelhante ao Facebook e outros, que é a de botar aplicativos no seu profile.

Os aplicativos são variados, e vão desde jogos até envio de SMS.

No entanto, o que me atraiu mais a atenção eu conheci antes do Orkut Apps e agora que tem o Apps eu posso mostrar pra quem quiser ver o meu status: o Typeracer.

Então, desafio a quem quiser de me passar, não que eu ache que não vá ter alguém melhor que eu, com certeza tem, mas é porque tem pouca gente da minha lista cadastrada e eu quero mais emoção xD

Então, se inscrevam lá e tentem me passar! Há! :)

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0 Comments : Posted in: Games,My Life,Nerdish : 07.24.08

Playstation 3

Já adianto logo, não sou fanboy da Nintendo, só não sou lá muito chegado a sony. Explico: Ao contrário da maioria dos gamers hardcore que eu conheço, não sou chegado em RPGs, e por isso, não sofri da “Crise do PS1″ que vários amigos meus tiveram, porque o PS1 teve todos os RPGs enquanto o N64 sofreu com jogos muitas vezes infantis e que usavam menos o potencial do console do que poderiam.

Com isso, o PS1 foi um console que pra mim passou em branco, somente com o fim da vida útil do console é que comecei a ver alguns jogos que me interessavam, mas um emulador cuidou da parada.
Já na geração seguinte, os consoles foram, a princípio, completamente desinteressantes pra mim. O GameCube porque tinha poucos jogos que me interessavam, o PS2 porque já conhecendo melhor os tipos de jogos que eram atraídos pra plataforma da sony, provavelmente também teria poucos jogos que me interessassem, e o XBox porque eu só sabia de um jogo interessante(Fable).

Os poucos jogos foram saindo e dos três consoles eu tive vontade de ter dois, o gamecube e o ps2. Mas não era uma vontade enorme, afinal, tinham pouco mais de 10 títulos que me interessavam em cada console, e a grana era curta. No susto eu comprei um PS2. E daí começou a minha não-afinidade com a sony.

Entendam, sempre fui nintendista até o N64, quando infelizmente fiquei sem consoles. Mas o último console que eu tinha tido era um SNES, e antes disso, um Phantom, uma das muitas cópias do NES 8-bit.

Pois é, ao contrário do meu SNES(que caiu muitas vezes no chão e que da única vez que quebrou me custou menos de 50 reais pra consertar), o PS2 ao que tudo indicava era quase de porcelana. Os relatos de PS2 quebrados eram muitos e pelos menores motivos. Uma vez vi inclusive um vídeo de comparação de resistência entre um PS2, um Gamecube e um Xbox e obviamente o PS2 foi o primeiro a desistir.

O PS2, depois eu descobri, tinha uma biblioteca de jogos bem agradável, mas o fato de que o console era feito de porcelana me fez ficar meio chateado com a sony, afinal, pra mim a Nintendo sempre foi um ícone do cuidado com seus próprios consumidores. Aos poucos eu fui achando cada vez pior o cuidado da sony com os consumidores. Enquanto eu raramente ouvia falar de um Gamecube quebrando, com o PS2 era mais do que comum: era certo. O Xbox passou despercebido, mas depois eu fui saber que já contando com o fato de que o canhão não é algo muito resistente, o XBox tem a facilidade de poder trocar um drive de dvd por outro, user replaceable.

Ao passo de que pra mim a sony ficou, por causa do PS2 (E depois dos relatos que eu ouvi de problemas semelhantes já existentes no PS1) com uma imagem de produto de baixa qualidade. E quando saiu o PS3 eu torci o nariz. Tanto pelo preço, quanto pelos problemas que eu já imaginava que teria. E o Wii parecia sair muito a frente, com o tipo de jogo que me atraía.

Mas aí eu comprei o meu DS e a guerra dos consoles ficou esquecida pra mim um pouco. Fui saber hoje que a Sony foi, aos poucos, tirando o suporte a backwards compatibility do console. A primeira versão, de 60GB, era a “de luxo”, tinha várias paradas, Wi-Fi, leitor de cartão e o escambau.  Ao mesmo tempo saiu o de 20Gb que não tinha suporte pra algumas coisas, era o “de baixo custo”. Mas ambos tinham um chip de PS2 dentro pra fazer a tal da compatibilidade completa e por hardware. Depois saiu o de 80Gb, que já não tinha mais o chip de PS2, somente uma emulação de PS2 por software. E agora há pouco tempo o de 40Gb, que acabou completamente com compatibilidade.

E aí? E aí que a sony não resolveu os problemas do PS2. PS3 continuam a dar problema por causa do canhão. E por causa da retirada das versões de 20GB/60GB do mercado, ela criou uma certa dor de cabeça pra quem tem os consoles e tem problema com eles, pois trocar na loja onde foi adquirido não é algo fácil.

O X360 é outro exemplo de problemas. Com o 3RL e tudo mais. E aí eu acabo parecendo fanboy da nintendo, que até fez um shipping de graça de capas de silicone quando começaram a estourar tvs por não usar o strap no wiimote. Isso sim é se importar. Seja porque eles se importam com a imagem da companhia, ou porque eles sabem que no fim das contas, são os gamers que dão dinheiro pra eles, e quando eles encherem da falta de suporte, é pra eles que a coisa aperta.

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0 Comments : Posted in: Games,Nerdish,Random Rant : 06.4.08

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