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Pebble, o smartwatch

Pra quem não é chegado em tecnologia, talvez não tenha ouvido falar do Pebble, o relógio com tecnologia de tela e-paper, que foi até a última vez que conferi o projeto com mais funding no kickstarter, chegando a mais de 10 milhões de dólares, quando o objetivo do funding era de meros 100 mil dólares.

Dá uma olhada no protótipo 3d da criança.
Dá uma olhada no protótipo 3d da criança.

A idéia é bem simples, um relógio com uma bateria recarregável que dura até sete dias, que é programável (ou seja, você pode mostrar a hora de diversas formas, na foto aí de cima já tem duas), se liga por bluetooth com seu celular e pode receber notificações de qualquer aplicativo, além de ter acelerômetro e tudo mais que um geek pode querer.

O relógio me ganhou na parte em que ele poderia fazer uma ponte com o RunKeeper e virar uma espécie de Garmin mais versátil.

Enquanto se corre a idéia é que o gadget se comporte assim.
Enquanto se corre a idéia é que o gadget se comporte assim.

E aí fica a pergunta, ele entrega o que promete? Ele é mesmo tudo isso? Vamos por partes

O tempo de entrega

A internet não é paciente. A internet não é razoável. O tempo estimado de entrega dos relógios era setembro de 2012. Mas claro, sendo um produto completamente novo, sendo feito em larga escala, por uma equipe que não parece ser enorme e tendo que trabalhar entre estados unidos e china não é uma tarefa fácil. Os caras tentaram ser transparentes: 33 updates no kickstarter desde abril de 2012 até agora, em março de 2013. Mas é complicado, problemas acontecem em qualquer entrega de produto, especialmente em um físico.

No geral, eu achei que eles se esforçaram pra cumprir o prazo, e não fiquei decepcionado com o tempo. Especialmente levando em consideração o produto final. O problema é as pessoas não estarem acostumadas com um modelo tipo Kickstarter, na minha opinião. Onde as coisas podem dar errado e podem atrasar.

O relógio

Peguei meu pebble hoje pela manhã. Provavelmente esse post não vai ser lançado no dia que eu peguei, até pra ter uma impressão maior sobre o tempo de bateria e tudo o mais. Mas desde então, já mudei uma coisa na minha vida: não tem mais vibração ou som no meu celular. É muito mais prático a vibração do relógio, e ver as notificações é bem tranquilo. A coisa não é bem out-of-the-box, mas instalando um appzinho auxiliar, o Pebble Notifier, fica bem tranquilo e as coisas funcionam bem, dando pra ver inclusive várias mensagens de whatsapp de uma vez só. (mas não dá pra ver aquele longo tópico de 23 messagens do grupo da galere, isso não dá.)

O exemplo de uma notificação de SMS, que vem no app do pebble
O exemplo de uma notificação de SMS, que vem no app do pebble

Uma parte meio ruim é que a tela é um imã de digital, mas como ela não é touch, não era pra você tocar nela anyway. Mas é inevitável, e em poucas horas, dava pra ver a tela meio sujinha. Nada que passar ele na camisa não resolva.

Mas que bela digital, hein.
Mas que bela digital, hein.

A caixa

Peraí, a caixa? É, a caixa merece ser mostrada, porque ela é tão bonitinha :)

O pebble bonitinho na caixinha, foto roubada do amigo Luiz
O pebble bonitinho na caixinha, foto roubada do amigo Luiz

A bateria

A bateria agrada no sentido de que tem durado basicamente o que foi prometido, entre cinco e sete dias. Tive que carregar ele algumas vezes desde que chegou, mas a duração é bem agradável e a notificação de bateria baixa aparece em tempo suficiente pra você ainda aguentar um dia inteiro com ele (da última vez assim que cheguei no trabalho a notificação de bateria baixa apareceu e só fui carregá-lo ao chegar em casa, de noite).
A única vez que ele durou pouco tempo foi durante o Lollapalooza, pois embora estivesse com o bluetooth desligado, estava com a função de acender a tela ao sacudir o braço, e vocês podem imaginar o quanto se sacode o braço durante um fim de semana de shows, né? :)

Nota para mim, sacudir o braço um fim de semana inteiro pode descarregar o pebble.
Nota para mim, sacudir o braço um fim de semana inteiro pode descarregar o pebble.

Watchfaces

Ao contrário de um relógio digital tradicional, você pode mudar a cara do seu relógio. E existe um site com muitas watchfaces e mais ainda aparecendo todo o dia, pra agradar a todos os gostos. E em breve, com a SDK mais completa, com certeza aparecerão watchfaces que estão mais pra aplicativos.

http://www.mypebblefaces.com/
http://www.mypebblefaces.com/

Considerações finais

Acho que o pebble foi um investimento muito válido. Não invasivo, ele parece um relógio normal e engana tranquilamente como se você não estivesse permanentemente conectado. Ao mesmo tempo, diminuiu o número de vezes em que pego o celular durante ocasiões sociais porque todas as notificações importantes vão até o relógio. Há ainda algumas arestas a aparar, como o fato de que o Whatsapp, mesmo em mute, ainda notifica no relógio.

De resto, que venham os dispositivos de convergência. Mal posso esperar a época em que estarei com meu pebble fazendo um review do meu mais novo Google Glass :)

Raspberry Pi: O Media Center de US$35

Talvez você tenha ouvido falar do Raspberri Pi, a idéia original era fazer um computador para construir um computador pequeno e barato pra ensinar crianças a programar. A história está bem explicada no about do site dos caras, mas basicamente a idéia é que antes existiam Commodore 64 e outros pra fazer muleques aprenderem a programar no (grande) tempo vago que toda criança tem e hoje em dia não existe um computador para esse fim.

Só que quando os caras começaram a divulgar os specs finais da parada, ficou claro que ele ia ser um computador razoavelmente poderoso por US$35. Claro que foi um pequeno frenesi entre todos os hobbyistas da internet.

As specs finais ficaram assim para o modelo B, que é o que é mais interessante:
Um processador ARM11 com 700Mhz
Uma Broadcom VideoCore IV, que suporta OpenGL ES 2.0 e 1080p30 (isso é, até 30 frames por segundo).
256Mb de ram compartilhada com a GPU.
2 portas USB
Saída HDMI e RCA para vídeo, além de uma saída de áudio 3.5mm.
Uma entrada para SD
Ethernet 10/100

Demorei pra escrever esse artigo, e nesse meio do caminho já até decidiram aumentar pra 512MB a memória do Raspberry, mas demorei porque queria amaciar mais o negócio, testar mais e saber das limitações, antes de falar bem ou mal dele.

A coisa toda é alimentada por qualquer transformador que entregue 5V a 700mA. Eu estou segurando por enquanto com meu carregador do celular.

Parece bom demais pra ser verdade? Pois é, como eu disse, um computador para hobbyistas, né? Porque ele vem assim, pelado. Só uma plaquinha sem case, sem nada.

Um Raspberri Pi ligado
O meu Raspberri Pi funcionando

Mas nem tudo está perdido. Existem algumas cases já pra ele, tipo o Pibow, ou mesmo uma dessas nove citadas nesse artigo. E enquanto a case num chega, dá pra improvisar umas de papel, que podem ser encontradas no fórum. As melhores, na minha opinião, são essa e essa.

Meu Raspberry Pi no Pibow
Meu Raspberry Pi no Pibow

Pra quem não conhece, existe um media center muito bom, chamado XBMC. O XBMC foi criado com intuito de de ser um media center pro Xbox original, mas hoje em dia funciona em diversos dispositivos, incluindo Windows, Linux, Mac OS e recentemente Android e iOS.

Rapidamente fizeram um port do XBMC para o Raspberry Pi e agora tem uma distribuição chamada Raspbmc, que inicia direto no XBMC e deixa tudo pronto para o uso do media center.

O Raspbmc, a distro que faz com que o XBMC abra na sua TV.
O Raspbmc, a distro que faz com que o XBMC abra na sua TV.

Como media center o Raspberry Pi é bem decente. Tenho visto arquivos em 720p sem problemas, a vantagem do XBMC é que ele tem um plugin de legendas que baixa a partir de grande sites, como opensubtitles e legendas.tv

É preciso lembrar, no entanto, que o raspberry só tem um ARM, que funciona normalmente a 700mhz, então não espere velocidades incríveis. Multitarefa normalmente exige muito dele, já que o XBMC não é o software mais otimizado o possível. Ou seja: NÃO é um hardware para quem quer um media center e não ligar pra mais nada. É pra quem tem paciência de parar pra configurar e debugar coisas.

Ainda há muitas coisas que não estão funcionando tão bem, esses dias descobri que colocar o sistema no hd externo, pela usb, parece dar um desempenho muito superior ao SD Card. A culpa provavelmente está no SD, que não deve ser dos mais rápidos.

Outros problemas comuns são com relação a fonte de energia. O Raspberry não tem uma fonte padrão, recomendada. O que se recomenda é que se use uma fonte qualquer, que tenha 5V de saída a pelo menos 0.7A. A do meu celular, 5V e 1A, anda segurando muito bem, mesmo em situações de muita carga no sistema. Mas pra garantir, meu hd externo tem fonte própria de força.

Ainda tenho algumas coisas pra fazer com que o Raspberry vire meu media center perfeito, mas do jeito que ele está hoje, está muito legal. Mantenho ele ligado 24/7, já tenho uma quantidade grande de filmes nele e um hd de 1TB, ou seja, vai dar pra deixar bastante coisa por lá. Fica aí a dica, mesmo que não seja um Raspberry Pi, pegue um media center pra deixar na sua TV. É ótimo!

Update 1 (16/11/12, 16:36): Esqueci de um detalhe muito importante!
O raspbmc suporta um protocolo, HDMI-CEC, que permite que o controle remoto de TVs que o suportam seja usado diretamente no XBMC, ou seja, nada de mouse ou teclado externo. Fica parecendo que o XBMC é um recurso da própria TV, super prático :)

Foursquare, aquele inútil

Um dos aplicativos que eu talvez mais tenha ouvido falar sobre inutilidade é o foursquare. Assim como o twitter, ainda é visto por muitos como algo completamente inútil, além de uma grande invasão de privacidade.

E era o que eu achava também, quando peguei o meu Galaxy 5, principalmente por que ainda tem muita gente que insiste em deixar todos os check-ins (nome dado ao ato de dizer que está em um determinado de lugar, pelo aplicativo) vazarem para o twitter ou facebook, poluindo a timeline dos amiguinhos.

Mas como o pessoal com quem eu ando usava e me disse pra testar, resolvi dar uma testada e o pior que podia acontecer era largar ele de lado.

Em primeiro lugar, privacidade. Assim como todas as ferramentas sociais, o foursquare tem níveis diferentes de privacidade. Por padrão, só quem pode ver onde você está são seus amigos. A exceção é que você pode, sim, pelo aplicativo ver quem está em um determinado local, se quando você fez check-in você deixou a opção de fazer esse check-in público ligada. Se Bob quiser encontrar Ana sem ser amigo dela, ele teria que ir olhando locais até encontrar o que ela fez check-in pela última vez.

Segundo lugar, a poluição do twitter e facebook. Isso é opcional. Quando você faz check-in num lugar, você pode marcar se quer compartilhar com twitter e facebook. Ou seja, seus amigos não precisam ver cada vez que você entrou num mcdonald’s se eles não quiserem (ou seja, se tiverem foursquare e você na lista de amigos).

Fazendo Check-In
Fazendo Check-In, note a possibilidade desabilitar qualquer share

Terceiro, e talvez mais importante: é útil, essa porra?

E a resposta é que ele pode ser. Você pode comentar nos lugares onde você vai, então pode por exemplo avisar que determinado lugar tem um mal atendimento, ou que um prato em especial é muito bom, que fica muito cheio em determinados horários, ou qualquer coisa do tipo. Então sim, pode ser útil. Não dá pra dar ratings pra um lugar, como dá por exemplo no trip advisor, mas isso não faz com que ele seja menos interessante.

Dicas de uma Venue
Dicas de uma Venue, pra bem e pra mal.

Existem as chamadas Mayorships, ou prefeituras, que servem para indicar quem é o usuário mais ativo daquele determinado local. Novamente, isso é opcional, se você não compartilha seus check-ins publicamente, você nunca será promovido a mayor e ninguém nunca saberá que você frequenta um determinado lugar. Mas do contrário, quando você vira mayor você não ganha nenhum super poder, exceto em lugares com “Specials”, que são raros aqui no Brasil. Basicamente, um dono de um estabelecimento pode marcar metas que destravam determinados brindes, como por exemplo uma sobremesa grátis pra quem for mayor do estabelecimento, ou um desconto de 5% para a primeira vez que fizer check-in num determinado local. (Aqui no Brasil um exemplo é o Spoleto, que o mayor ganha uma massa toda sexta)

Exemplo de Special
Exemplo de Special, no caso, do Spoleto do Botafogo Praia Shopping

E a parte inútil, que é a de disputar pontos com seus amigos. Toda vez que você faz check-in você ganha pontos, pontos extras pela primeira vez num estabelecimento, primeira vez num determinado tipo de estabelecimento, primeiro dos seus amigos, etc.

Exemplo de Check-in
Exemplo de Check-in

Existem badges também, que podem ser destravadas em determinados tipos de estabelecimento, como shoppings, restaurantes japoneses e pizzarias. Tudo pra ajudar no jogo interno entre os seus amigos.

Pra mim, o foursquare pareceu bem mais legal do que parecia. Fiquei meio viciado no negócio e sempre recomendo que as pessoas dêem uma olhada. Não culpe o aplicativo pelos maus usuários dele :)

 

Cyanogen 7: Primeiras impressões

O Galaxy 5 é um celular com um ótimo custo benefício, mas o Android 2.2 da Tim/Samsung que veio com ele, tem uns bugs e eles começaram a me irritar conforme o tempo foi passando. O primeiro era com relação ao Wifi, se eu ficava muito na borda de um wifi, perto da região onde ele cai, o driver de wifi travava e aí pra ele voltar a funcionar só reiniciando. Tentei até um código que supostamente reiniciava o driver, mas sem sucesso.

Depois, o fato de ter vários aplicativos que não davam pra remover, alguns dos quais eu nunca usei, tipo o Layar. E por último, como gota d’água, ontem meu market zicou e resolveu parar travar a toda vez que eu entrava. Provavelmente se resolveria comigo reiniciando ou coisa do tipo, mas resolvi que era aí que eu ia aproveitar o Cyanogen pra Galaxy 5 que vi no outro dia.

O Cyanogen 7 é uma rom de android custom, ou seja, não é feito por nenhum fabricante, que implementa o android 2.3.x, no caso do Galaxy 5, o Android 2.3.7. Como é uma rom custom, é esperado que ele talvez não seja tão trabalhado quanto uma versão oficial, mas geralmente eles tem uma vantagem de versão sobre a versão oficial.

O procedimento para colocar a versão pode ser visto aqui ou aqui, mas ele varia de celular pra celular, então só deve ser seguido se o celular for um Galaxy 5. O procedimento todo não leva mais de meia hora, mas o ideal é que seja feito um backup antes de começar, já que é preciso fazer um factory reset.

Obviamente, a primeira mudança é a falta dos aplicativos específicos, como os da Samsung e da TIM. Mas isso pra mim é sempre uma vantagem. Em segundo lugar, tive a impressão que alguns menus e algumas outras coisas ficaram, de fato, mais rápidas. O Foursquare, por exemplo, me pareceu conseguir resolver o GPS e obter a lista de locais mais rápido, mas pode ter sido impressão.

Em segundo lugar, o problema com o wifi parece ter sido resolvido.

Uma coisa que eu reparei é que ontem, logo depois da instalação, ele reiniciou, ao menos duas vezes. No entanto, me recordo de ter acontecido algo parecido depois de inicializar o celular na versão que veio com ele também. Ontem, no entanto, isso aconteceu no caminho pra casa, e ele parou de rastrear o exercício, pelo Noom/CardioTrainer e de tocar músicas. Hoje pela manhã, ele ficou mudo, enquanto eu andava, sem motivo aparente. O som de media foi a zero e até agora não sei exatamente o porque. Vou testar mais uma vez a volta pra casa e ver se o problema permanece pra reportar pro sujeito da thread.

Segundo é o gerenciador de contatos. O da rom stock é um da Samsung, modificado e embora pareça ter as mesmas funções no gerenciador de contatos do cyanogen, talvez você demore a se acostumar com as novas localizações delas.

As primeiras impressões do Cyanogen são boas. Me pareceu ter valido bastante a pena atualizar. Mas com o tempo eu vou colocando novas impressões, se for o caso.

Review: Galaxy 5 i5500B

Quando falei sobre a minha mudança pra um Smartphone e citei o preço, muita gente veio me pedir pra falar mais sobre o Galaxy 5. Eu já estava pensando em escrever sobre ele, mas resolvi adiantar esse review já que ele anda com um preço muito bom :)

O Galaxy 5 é um telefone de entrada da Samsung, possui Android 2.2 (o meu já veio com 2.2, mas já ouvi falar que alguns lotes mais antigos vinham com 2.1 e precisam ser atualizados pelo KIES, o software da Samsung). O 2.2 tem vantagens como poder passar alguns dos aplicativos para o MicroSD. Ele tem somente 170Mb de memória interna, então isso é bem importante. Mas é bom lembrar que nem todos os aplicativos podem ir pro cartão, e mais do que isso, que não vai o aplicativo inteiro, vira e mexe sobra 20~30% do tamanho do aplicativo ainda na memória interna.

Sua tela tem 2.8″ e resolução de 240 x 320. É um celular de tela pequena, sem teclado. Usar Swype é quase que obrigatório, ou o acesso às teclas fica complicado, Swype é um teclado diferente em que você digita sem tirar a mão da tela. A tela dele tem problemas de sensibilidade nas bordas, nada que faça você enlouquecer, mas tem sim certas horas em que bate aquela vontade de bater na tela :)

Sobre a velocidade, ele é um celular até fluido, mas é preciso lembrar que ele não é um celular muito poderoso. Eu uso muito a combinação do player com o CardioTrainer quando volto de bicicleta, e ao terminar o workout ele demora um tempinho pra voltar ao normal, já que o CardioTrainer parece ser um programa razoavelmente pesadinho.

Já peguei o celular reiniciando algumas vezes, mas nunca enquanto estava usando, sempre quando ele estava largado na mesa.

O som dele é bem claro, tanto quanto o mp3 que eu estava usando, ou o do computador.

Ah! Fator importante, talvez: ele não tem Flash. Procurei em alguns lugares, achei um Flash que supostamente funcionaria, mas sem sucesso. Não chega a me incomodar, porque eu sinceramente não uso muito o browser dele e o youtube tem um cliente separado que toca a maioria dos vídeos, mas se Flash é um dealbreaker pra você, talvez seja bom pensar em outro celular.

Ele está por volta de R$350 em lojas online, por boleto bancário. E por volta de R$400 sem boleto. O telefone vem desbloqueado, mas com alguns aplicativos da TIM. Dá pra tirar esses aplicativos rooteando (virando administrador) do celular. Mas isso é meio que um “jailbreak”, e acho que deve invalidar a garantia :)

Bom, que me lembre é isso, mais dúvidas, falem aí :)

Kindle: Um review

Bom, meu Kindle chegou dia 17. A primeira impressão, quando você olha praquela tela dele, é mágica.

Pra quem não conhece, ou ainda não viu um na mão, a sensação é impressionante. Realmente não parece uma tela normal, a sensação é de papel de verdade. O choque inicial demora pra passar, mas fica a boa sensação, já que a tela dá pouquíssimo desgaste visual, o mesmo desgaste que teria ao ler de um papel normal.

Não há iluminação na tela, o que significa que ler no escuro não é possível. Existem capas para Kindle que vem com luzes acopladas que se alimentam da própria bateria do Kindle, mas a minha opção foi uma capa que não é usada durante a leitura, só para guardar. (Uma bolsa, basicamente)

Ao desligar, o Kindle retorna a uma imagem pré-definida, uma espécie de papel de parede. Os padrões, que são feitos pela Amazon, remontam a escritores e obras de arte famosas. Mas com a possibilidade do desbloqueio é possível trocar essas imagens por aquelas que forem da própria preferência (uma das utilidades é colocar seu nome no wallpaper, em caso de perda).

Don't Panic Kindle Screensaver
Essa foi uma tela que eu peguei na internet e alterei, por exemplo

Como ele permite colocar senha para ligar, com uma tela dessas, em caso de perda, você fica com seus dados protegidos minimamente e também com um jeito de te devolverem o Kindle, caso você realmente só perca :)

Meu Kindle é o 6″ com 3G + Wifi. É possível usar o 3G dele em qualquer momento sem custo adicional para navegar na web, no entanto, download de conteúdo para o Kindle (como pdfs convertidos ou alguma outra coisa enviada para ele) é cobrado, se feito pelo 3G. É possível, pelo site da Amazon, limitar o valor máximo que deseja ser cobrado por esses serviços, e caso esse valor seja superado, o documento é automaticamente enviado para um email que seu kindle recebe ao ser cadastrado, e a partir de lá pode ser baixado pelo Wi-fi (ou se o seu modelo não tiver Wi-fi, dá pra baixar o documento e colocá-lo pela USB).

A carga via tomada demora pouco tempo, não medi, mas leva entre duas e três horas para carga total. A descarga, com o Wireless desligado, demora bastante, mais de uma semana. Com ele ligado, menos de uma semana.

Minha primeira dúvida, ao comprar o 6″ foi quanto ao tamanho. Será que não seria melhor ter pego o DX, com sua tela de 9″?

No entanto, fiquei satisfeito com o tamanho, livros são facilmente legíveis na tela de 6″. No caso de PDF, assunto que entrarei em detalhes mais adiante, é preciso rotacionar a página e rolar em cada página, mas como meu uso primário do Kindle era realmente pra leitura, isso não me incomodou.

O único uso que vi que poderia ter uma tela maior foi no caso de Mangás. Existem conversores de mangás para Kindle. Testei o Mangle, e embora dê pra enxergar, as letras ficam meio miúdas.

O browser experimental é meio capado, e tem seus problemas. Por exemplo, não é possível abrir links que apontem para nova janela. O browser dá um erro e não segue o link. Existe um browser modificado, após o desbloqueio, que parece pular esse problema fazendo com que links em novas janelas sejam abertos na janela principal, mas ainda não o testei.

O desbloqueio é, até certo ponto, de pouca utilidade. E o teclado não é feito para uso contínuo, somente para buscas rápidas no dicionário, google ou wikipedia.

O fato do Kindle não aceitar o formato epub é meio limitante. A livraria cultura, por exemplo, vende eBooks de livros nacionais, no entanto, somente em formato epub. É possível fazer a conversão, com algum trabalho, mas não é possível colocar o livro diretamente no Kindle.

Sobre a conversão de PDF, ainda não achei uma solução definitiva. A amazon disponibiliza o email para fazer as conversões, no entanto, testando alguns pdfs, notei que a conversão não é das melhores. Algumas das alternativas tentam fazer um caminho tortuoso: transformam todas as páginas de um pdf em imagem, ajeitam as imagens (cortam bordas vazias, ajustam tamanho e qualidade) e empacotam o resultado num livro. A qualidade final é boa, porém, ao menos com a versão de 6″, voltamos ao problema do Mangá, sobre o tamanho. É possível dar zoom, mas fica incômodo.

Ainda há métodos que não testei (um deles, por exemplo, envolve usar o evince, que já tem OCR embutido, para copiar o texto para o OpenOffice e gerar o .mobi a partir daí).

A amazon store é ótima, porém, pra quem não está em território americano, não há livros sem custo, ainda. Os livros de domínio público custam US$2, que acredito que seja uma espécie de taxa por edição e entrega, e os livros do project gutenberg, ao menos os que já olhei, estão melhores formatados.

No geral, posso dizer que estou bem satisfeito com o Kindle, carregar infinitos livros na mochila é ótimo, e ele é ótimo para matar o tempo em filas e consultórios.

No post que fiz antes de receber o Kindle comentei sobre uma suposta solução para obter a localização do Kindle, no entanto, mesmo investigando, ainda não consegui obtê-la. Acredito que seja uma peculiaridade do segundo modelo.

Caso você use Google Reader, ou mesmo, leia blogs e artigos online, existem duas ótimas soluções: Readability e Instapaper. Ambos fazem basicamente a mesma coisa, com um bookmark simples você consegue fazer eles guardarem o texto pra depois, no caso do instapaper ele gera uma espécie de revista eletrônica pro Kindle, e o Readability na versão free envia os artigos individualmente (embora na versão paga tenha também a opção de revista).  Isso é muito bom já que o Browser do Kindle não é muito rápido nem completo.

E essa é a minha experiência até agora. Recomendo! :)

#51 – Comprar uma câmera digital que me agrade

Bom, quem me conhece sabe que eu sempre quis uma câmera digital. A parada é que eu sempre gostei de fotos, e as câmeras digitais tem um a mais muito legal, o fato de você poder ver a foto logo a seguir, e consertar caso seja necessário. Ou vai dizer que você nunca tirou uma foto com uma câmera de filme só pra quando ia revelar ver que você meteu a mão na frente do flash ou na frente da lente?

Esse era a grande vantagem das polaroids, você podia ver a foto de modo quase instantâneo.

Pois bem, mas mesmo sempre querendo uma câmera digital, eu não queria pegar uma câmera que me deixasse chateado com resolução ou com problemas de flash, foco, ou seja lá o que for. E como orçamento é uma parada limitada, eu ainda não tinha comprado uma câmera boa por estar fora do meu orçamento.

Semana passada eu resolvi comprar uma câmera, comprei uma Canon A480. Dentro do meu orçamento e câmeras da canon não costumam decepcionar.

Canon A480
Canon A480

A câmera é tão boa quanto eu esperava. Tem menos controles manuais do que eu gostaria, verdade. Por exemplo, não dá pra controlar diretamente tempo de exposição e abertura. Nada que tentar portar o CHDK não resolva :D

Tô bem satisfeito até agora :)

Pendrives e a falsificação

Bom, não é de hoje que pendrives são falsificados. Eu, por sorte, nunca peguei nenhum, mas é bem comum ver amigos comprando pendrives e recebendo uma falsificação de presente.

Dependendo do pendrive até dá pra ver só pelo acabamento, mas ainda dá pra achar uns que são quase iguais ao original, então o que fazer?

Dois são os fatores preocupantes nesse caso:

– O fato de, por ser falsificado, ter menos qualidade na fabricação.
– O fato de, por ser falsificado, não ter todo o espaço anunciado.

O primeiro não tem jeito, é complicado descobrir se é original, a menos que você use algo como o suporte da Kingston, onde você põe o número de série e ele te diz se é original.

Quanto ao segundo tem jeito. Existem programas que fazem a checagem do espaço físico do Pendrive para verificar se todo o espaço está funcional. Um deles é o h2testw. Preciso descobrir um software semelhante para o Linux, mas esse funciona no Windows e a idéia é bem simples:

Assim que você adquirir seu novo pendrive, você formata ele (se ele for um daqueles afrescalhados que vem com programas e tudo o mais, faça backup deles, se assim quiser), e em seguida, roda o programa. O programa então vai criar vários arquivos ocupando todo o espaço do pendrive. E em seguida, ele vai tentar ler esses arquivos para verificar se está tudo lá como deveria.

Um teste simples, mas que evita futuras dores-de-cabeça, como descobrir, depois de ter enchido o pendrive, que certos dados não estão sendo lidos corretamente.

Ainda sobre o H2testw: H2testw 1.4 – Gold Standard In Detecting USB Counterfeit Drives

Sandisk Sansa e250

Antes de comprar meu player demorei um tempo razoável pesquisando players pra ver um que me parecesse razoável, que tivesse um bom custo/benefício. Mas um que me atraiu desde uma das primeiras vezes que eu vi foi a série Sansa e200 da Sandisk.

O motivo é que ele tem algumas características que pra mim são muito importantes.. Vamos a elas:

– ?? um “Mass Storage Device”:
Um Mass Storage Device é que nem o seu pendrive, aquele que você bota na sua USB e ele aparece como um Drivezinho no seu computador sem necessitar de nenhum outro driver adicional. E o que isso tem demais? Simples. Esteja você no Windows ou no Linux, você vai poder acessar o dispositivo e colocar/tirar arquivos dele.

– ?? da Sandisk
Marca mundialmente conhecida, tanto pela qualidade quanto pelo fato de que é expert em produzir dispositivos de armazenamento. Ou seja, é bem difícil de dar problema no armazenamento do player.

– Bateria é “user-replaceable”
Dá pra abrir a parte de trás do player, tirar a bateria e colocar outra no lugar. Pronto. Mais 3 anos de vida útil. O que me leva a..

– Expansível
Tem um lugar pra botar MicroSD de até 4GB. O que faz a capacidade pular de 2Gb pra 6Gb. E isso é transparente na hora de usar. As músicas estão lá e pronto.

E essas foram as características que fizeram eu me apaixonar por ele. Daí eu comprei. Agora que ele chegou dá pra dar as impressões:

– Shuffle:
O Shuffle dele deixa a desejar. Mas parece que o bug é com uma das opções. Existe uma opção “play all” que repete bastante as músicas, mas você pode botar tocando todas as músicas a partir da opção “Songs” que ao que testei, não repetiu músicas. Ainda preciso de mais investigação.

– Interface:
Muito boa, intuitiva. Não perdi nem 20 minutos aprendendo a usar tudo.

– Firmware:
Podia vir um aviso na caixa sobre a primeira coisa a fazer ser atualizar o Firmware(ou mais, que dava pra atualizar). Usei no Linux e quando fui tentar usar num Windows de um amigo pra pegar umas músicas, não funcionou. Depois fui ver que era porque tinha um bug que foi corrigido num firmware posterior.

– Design:
Foda-se, em geral. Mas o player é bonito,  bem acabado, e não deixa a desejar. Só a parte de trás que poderia ser “cromada”, mas de resto, muito bonito.

– Custo x Benefício:
Vale muito a pena. A caixa já vem com uma bolsinha de pano pra guardar o player pra evitar arranhões, o fone que vem é bom, embora não seja do tipo que eu gosto e a qualidade de som é muito boa.

Com isso, deixo a impressão de que o Sansa e250 é um player maravilhoso. Não poderia ter escolhido melhor. Não posso dar minhas impressões sobre vídeo pois não usei o player pra esse fim, mas acredito que ele possa deixar a desejar devido a tela não muito grande. Mas para meus fins, o player é excelente.