Category Archives: 101 coisas em 1001 dias

Meus 1001 dias

Quando comecei com essa idéia de 101 coisas em 1001 dias eu comecei por um único motivo, eu nunca tinha feito uma bucket list, ou lista de resoluções de fim de ano, ou coisa que o valha. E achei o período bem interessante, pouco menos de três anos, dava pra colocar coisas a curto e médio prazo.

E foi assim, com essa idéia que eu comecei a lista. Com coisas que estava pra fazer há tempos e deveria fazer em algum momento próximo, com coisas que eu achava que seriam bons guias nos anos seguintes, com coisas que eu gostaria de fazer mais, esse tipo de coisa.

Tirar da inércia, esse era o ponto da lista. Sabe, eu costumo me dar bem com compromissos públicos, então uma lista era um incentivo a mais para fazer essas coisas, porque eu tinha me comprometido a tentar fazer aquelas coisas.

Bom, talvez eu tenha errado em alguns pontos da minha lista, mas no fim, eu acho que ela valeu a pena e vou fazer uma versão dois nos próximos dias. Então vamos a avaliação:

O que eu fiz de errado?

O meu primeiro erro foi colocar muitos “Comprar”. Sabe, foram quase 20 coisas pra comprar e o problema disso é que certas coisas estavam completamente fora do meu orçamento (Como o #64, a Loft Bed), outras acabaram se tornando desnecessárias ou próximo disso (hoje em dia não sei se realmente preciso de um relógio. Estou sempre com meu celular a mão). Na próxima lista vou deixar essa parte de comprar pra minha wishlist.

O meu segundo erro foi o de não acompanhar a lista mais de perto, como vocês vão ver no resumão das tarefas, que eu vou postar depois, teve tarefas que eu completei mas nunca coloquei aqui, nem risquei.

Uma outra coisa foram tarefas que, embora mensuráveis, eram meio esquisitas de medir, como a #11. Cara, eu não vou ficar contando quantas pessoas eu abracei, e acho que dei um pouco de bobeira de colocar coisas nesse estilo, embora a intenção fosse boa.

Uma tarefa que eu escolhi particularmente mal foi a #29. Eu não achava que a mania do fotolog fosse morrer, como morreu, e também não achava que o mirror que eu hospedava aqui fosse sofrer o ataque de spams no comentário que sofreu. Mesmo assim, eu comecei a fazer um script pra fazer um backup do fotolog, vou manter num xml, com as imagens na mesma pasta, pra importar pra alguma coisa no futuro, quem sabe. Vou ver se faço algo semelhante pro Photoblog. Mas não vai dar tempo de fazer tudo em 10h, de modo que vai ficar sem completar :)

O que eu fiz certo?

Eu acho que uma boa coisa da lista, como já disse, é a ajuda pra planejar o curto-médio prazo, então as tarefas que envolviam coisas que eu tinha que fazer mas que acabavam sendo chutadas sempre mais pra frente foram uma boa.

Tarefas como a #14 e a #15 me fizeram continuar na seletiva mesmo com preguiça porque eu queria completar as metas. Porque um problema que eu tenho é de deixar coisas pra lá porque elas me dão trabalho nas minhas horas vagas. No fim das contas eu vi que não era minha praia, mas não teria visto se não tivesse ficado até o fim, certo!?

Tarefas como a #93 me fizeram sair mais de casa, a #69 e a #70 me fizeram retomar a leitura, coisa que de tempos em tempos acaba ficando meio esquecida por causa da faculdade.

Acho que o mais certo, no fim, foi fazer a bendita lista. Sabe, esse negócio de resoluções de fim de ano é um pouco de bullshit, sim, mas se você se comprometer, ele te dá uma direção pra seguir. E como essa lista é um pouco maior, um pouco mais a médio prazo, você tem tempo de colocar coisas importantes de verdade. Coisas como terminar a faculdade, por exemplo. Ou terminar o seu mestrado, ou começar aquele seu curso de linguas que você sabe que não vai dar pra começar esse ano, mas que você quer começar antes que seja tarde demais.

Eu recomendo pra todo mundo uma lista dessas. Mesmo que seja só pra você avaliar quais são as próximas 101 coisas que você quer fazer, e depois você esqueça a lista.

Mas acho que foi uma experiência importante, e eu vou repetir :)

#15 – Fazer 100 problemas do Valladolid

Pois é, completei esse no fim do segundo tempo, hein :)
Amanhã é o último dia pra fazer quaisquer metas e depois de meia noite eu vou postar uma avaliação de toda essa história de 100 em 1001. Mas por enquanto, vou explicar um pouco sobre essa aqui..

Pra quem não sabe, na verdade essa meta era fazer 100 problemas do Juiz Online da Universidade de Valladolid. Como alguns devem saber, eu participei de seletivas da maratona (que não é propriamente uma maratona :) de programação e um dos jeitos de treinar pra maratona é praticando fazendo programas no Juiz online. Logo, fazer os 100 problemas era um jeito de me incentivar a treinar.

Funcionou até certo ponto, mas eu poderia ter feito o triplo de problemas se tivesse me dedicado de verdade, mas acho que acabei descobrindo que não era muito a minha praia :)

#69 – Ler pelo menos 3 livros de autores brasileiros

Pois é, completei essa e passei batido.

Demorei pra conseguir ler os três livros, tinha lido dois e não saía disso, mas no fim, li :)

Fiquei então com:

– Purgatório – A verdadeira história de Dante e Beatriz, Mario Prata
– O Xangô de Baker Street, Jô Soares
– Assassinatos na Academia Brasileira de Letras, também do Jô soares.

Bem da verdade, depois disso eu também li Os Sete do André Vianco, então, foi até de três autores diferentes :)

#47 – Comprar um Wii

Na época que comecei a lista do 101 coisas em 1001 dias, comprar um Wii era provavelmente meu maior sonho de consumo. O Wii tinha saído há pouquíssimo tempo e a idéia de controle por movimento e tudo o mais me conquistou de primeira.

Depois que peguei um DS, meu desejo de ter um Wii só aumentou. Até porque cheguei a ouvir muita gente que tem gostos parecidos com o meu em relação a jogos torcer o nariz quando ouviu que eu tinha comprado um DS só porque “só tinha jogo de criança”, o que não é verdade. E eu imaginei que o mesmo se daria com o Wii.

Ainda não pude aproveitar muito o console. Tô aproveitando esse iníciozinho pra jogar as coisas mais famosas, e mais comuns: joguei um tempinho de Wii Sports, tô dividindo um save de Mario Galaxy com a namorada, jogando Punch-out e jogando, mesmo que não seja uma versão tão boa quanto dizem que é a de X360, Dead Rising.

Ainda falta jogar muita coisa: Metroid Prime, Zelda (tanto o de Gamecube quanto o de Wii), entre outros.

Já fiquei feliz de achar um media player pro Wii aparentemente melhor que o player de PS2. Tô usando o Geexbox, enquanto o suporte a legendas srt não vem pro mplayerWii.

Depois tenho que dar uma boa olhada no homebrew. Tenho que pegar um adaptador de controle de PS2 pra GC, ou um classic controller com adaptador pra GC. Pra poder jogar as coisas do GC e os jogos clássicos.

Mas até agora, tô gostando bastante. E não acho que vou me decepcionar :)

As 10 coisas que eu gosto.

Bom. Essa foi uma das minhas metas mais fáceis. Ou pelo menos assim parecia quando eu idealizei ela. Quem não sabe 10 coisas que gosta de fazer? Pois é. Não é tão fácil. No fim, essa lista não está em ordem de preferência. Mas aqui está. A lista das 10 coisas que eu gosto de fazer e preciso fazer mais.

1) Viajar
Essa é mole. E quem não gosta?
Eu acho que descobri tarde o quanto gosto de viajar. Quer dizer, eu viajava quando era muleque, mas eu acho que nunca tinha realmente aproveitado, só fui começar a aproveitar depois de começar a namorar, que foi quando comecei a viajar com pessoas da minha idade, antes só viagem com a família e tudo.

2) Comprar/Ganhar eletrônicos novos
Cara. Eu sou que nem criança. Tá ligado criança com brinquedo novo? Só sabe falar do brinquedo, anda com ele pra lá e pra cá, e sempre que descobre algo novo que ele faz fica que nem pinto no lixo?
Pois é. É assim que eu fico sempre que eu compro alguma coisa eletrônica nova. Qualquer coisa. Foi assim com meu DS, com o mp3 player, com a tv, enfim. Felicidade pura.

3) Sair com os amigos
Adoro. Sair, ir pra um barzinho legal, beber e bater papo. Ou então ir pra uma festa, dançar e jogar conversa fora.

4) Ficar em casa com os amigos
Juntar todo mundo em casa, seja pra ver filme, jogar videogame, jogo de tabuleiro, só pra beber mesmo. Um churrasco. Quando junta com viagem então, fica perfeito. Amigos são tudo.

[Nota: Minha namorada é minha melhor amiga. Por isso ela não tem um item especial nessa lista.]

5) Jogar videogame o dia inteiro sem parar
Sempre fui garoto de apartamento. Minha rua é movimentada, então não brincava na rua, e no meu prédio a pessoa com idade mais próxima da minha era 7 anos mais velha e se mudou quando eu tinha uns 10, 11 anos. Então desde muleque sempre fui de jogar videogame e brincar com minhas próprias coisas, carrinhos, bonecos, enfim.
E hoje em dia eu sinto falta de tirar um dia vez por outra pra ficar jogando o dia inteiro, sem parar. Nerd? Maybe. Mas é muito bom :)

6) Pegar chuva
Mas tem que ser chuva mesmo. De verdade. Daquela que você parece um pinto molhado depois. Adoro. Você anda pela rua, a chuva caindo, dependendo da hora e do dia é ainda melhor. A rua fica vazia, as pessoas fogem da chuva. E você lá, andando, com calma, tranquilo, pensando e andando na chuva. Dá até pra ensaiar um Singing In The Rain!

7) Dançar
Essa é nova, ou relativamente nova, anyway. Eu sempre gostei de forró, só nunca soube dançar direito. Quando fiz forró período passado aí que passei a adorar a parada. Com o Zouk e agora aos poucos aprendendo um tiquinho de cada coisa, é definitivamente uma coisa que eu ando cada vez gostando mais :)

8) Ler
Pegar um bom livro, sentar num lugar confortável e devorar o livro inteiro. Mas sabe, ler com gosto. Em silêncio, se possível, com alguma coisa pra bebericar, tipo um café ou um chá. Desde que entrei pra faculdade não acho muito esses tempos ociosos, verdade, mas adoro.

9) Ouvir música
Ouvir música sempre foi uma coisa que faz parte do meu cotidiano. Sempre que estou em algum tipo de atividade que não precise prestar atenção ao som, eu estou ouvindo música. A regra geral é que se não preciso ouvir as pessoas a minha volta, estou ouvindo música.  Por isso quem me conhece sabe que estou sempre numa saga por novas músicas, porque como ouço música o dia todo, não raro me pego ouvindo as mesmas coisas.

10) Programar Criar sem obrigação
É. Depois de matutar, essa foi a última. Por isso até generalizei. Sempre adorei criar coisas. Qualquer coisa. Dar forma aos pensamentos da minha cabeça. Mas principalmente quando não tenho obrigações ou prazos. Porque aí a coisa flui muito mais, e hoje em dia eu não considero meus trabalhos como inacabados, e sim como acabados prematuramente. Porque as vezes você só não tem mais inspiração pra fazer algo. E sim, programar está incluído nisso. Adoro quando tenho idéia de coisas que vão facilitar a minha vida, ou quando eu acho que achei algo que vai facilitar a vida de alguém.

Pois é. Esse post tava aqui na gaveta há muito, muito tempo. Mas nunca tinha arregaçado as mangas pra botar ele pra fora. Mas hoje estava vendo talentos, hobbys, de amigos e conhecidos. E lembrei dos meus próprios hobbys. E notei o quão bom é ter seus próprios hobbys. Acho que você conhece as pessoas quando conhece aquilo que elas mais gostam de fazer. Imagina se em vez de dar uma meia no natal pra um amigo você dá um livro que ele queria há muito? Ou se quando está caindo aquele pé d’água você dá um toque pra um amigo e diz “e aí, vamos cair nessa chuva?”

Pois bem. Aqui estão as 10 coisas que eu gosto. E aqui está mais um item da minha lista.

#51 – Comprar uma câmera digital que me agrade

Bom, quem me conhece sabe que eu sempre quis uma câmera digital. A parada é que eu sempre gostei de fotos, e as câmeras digitais tem um a mais muito legal, o fato de você poder ver a foto logo a seguir, e consertar caso seja necessário. Ou vai dizer que você nunca tirou uma foto com uma câmera de filme só pra quando ia revelar ver que você meteu a mão na frente do flash ou na frente da lente?

Esse era a grande vantagem das polaroids, você podia ver a foto de modo quase instantâneo.

Pois bem, mas mesmo sempre querendo uma câmera digital, eu não queria pegar uma câmera que me deixasse chateado com resolução ou com problemas de flash, foco, ou seja lá o que for. E como orçamento é uma parada limitada, eu ainda não tinha comprado uma câmera boa por estar fora do meu orçamento.

Semana passada eu resolvi comprar uma câmera, comprei uma Canon A480. Dentro do meu orçamento e câmeras da canon não costumam decepcionar.

Canon A480
Canon A480

A câmera é tão boa quanto eu esperava. Tem menos controles manuais do que eu gostaria, verdade. Por exemplo, não dá pra controlar diretamente tempo de exposição e abertura. Nada que tentar portar o CHDK não resolva :D

Tô bem satisfeito até agora :)

#79 – Aprender J2ME

Resolvi olhar a lista e ver o que tinha completado, e aí vi esse aqui por lá. Período passado fiz uma matéria sobre J2ME na faculdade. E fiz até uns joguinhos simples. Deu pra ver que é bem parecido com java propriamente dito, que é parecido com C++ e tudo mais.

Até porque, J2ME é java, porém, sem poder usar algumas das instruções.

A única parte diferente foi na hora de fazer o deploy na aplicação, mas depois de aprender isso, o resto foi fácil.

Então, mais uma meta pro saco :)

#100 – Experimentar comida mexicana

Pois é, eu ando meio relapso com isso daqui, mas é que do pouco tempo que me sobra entre faculdade, estágio e academia, eu uso pra fazer outras coisas, evito ficar no pc. Tá. Mentira. É que eu tenho estado sem inspiração, mesmo.

Pois bem, no meu aniversário fui no Restaurante Mizu, recomendado por alguns amigos. O lugar é meio caro, mas o esquema é bem legal: rodízio de comida japonesa e mexicana.

O melhor é que as duas comidas são boas, normalmente lugares com mais de uma culinária acabam pecando em alguma, o que definitivamente não é o caso. O único ruim do lugar é que ele tem horários específicos, a cozinha abre as 18h e fecha 0h. Quem tá lá dentro, tem que sair.

Recomendado e gostei muito da comida mexicana, espero comer mais vezes :)

Projeto Final: Prólogo

Bom, decidi então realmente começar meu projeto final.

Não vou entrar em detalhes, mas escolhi algo na área de Game Development, por usar conceitos que acho que são não só interessantes, como importantes pro resto da computação como um todo. Ainda não falei com nenhum professor sobre orientação. Vou dar os meus primeiros passos no projeto, e quando estiver com algo apresentável, vou falar com algum.

Resolvi em primeiro lugar, dedicar o restinho das férias pra que quando começar as aulas eu tenha um demo funcional do que eu quero fazer. Decidi também fazer algo incremental. Ou seja, primeiro vou fazer algo que funcione. Depois vou fazer algo que funcione e que eu possa controlar. Depois vou botar os gráficos. Depois as texturas. E por aí vai.

Comecei, na minha cabeça, a delinear o que vai ser e como será feito. Muito trabalho pela frente. Pensar em muita coisa: Gráficos, IA, Multiplayer. Enfim.

Vou realizar o sonho que tenho desde o início da faculdade e vou concluir a faculdade com aquilo que me fez querer entrar nela: um jogo desenvolvido por mim :)

Considero esse como sendo meu Projeto Pessoal, da qual falei no 101/1001. O que significa que tenho pouco mais de um ano pra fazer esse projeto final sair. Let the games begin :)

#75 – Aprender Esperanto

Bom, esse outro eu já poderia ter riscado da lista há algum tempo, mas achei que como meta, era melhor riscar quando terminasse o curso básico, que fiz na KKE (Kultura Kooperativo de Esperantistoj), que terminei essa quinta, com a prova.

O Esperanto, ao meu ver, não é uma língua inútil, como muita gente pensa. Tem estimativas que dizem que entre 1 e 2 milhões de pessoas falam esperanto ao redor do mundo. São poucas? Bom, vendo que já devemos ter passado a estimativa de 6 bilhões de habitantes no planeta, sim. Mas eu acho que não é pouco, se você for pensar no número de pessoas com quem você se comunica ao longo da sua vida.

Além disso, como língua, o esperanto é um aprendizado interessante. Ao contrário das línguas normais, por ser uma língua planejada, o esperanto funciona muito mais normal, muito mais dentro do esperado.

Há quem critique dizendo que a língua não tem cultura, que isso e que aquilo. Porra. Sei que sou de exatas, e que de repente pra outras áreas isso é muito mais importante. Mas cacetópolis, num mundo onde várias pessoas são analfabetas funcionais, acho que é muito mais importante tentar pensar em alternativas do que ficar se preocupando com a cultura – ou ausência de – de uma língua.

Não sou utópico, sei que isso não vai acontecer, mas acho que o esperanto é, sim, uma língua viável como segunda língua. ??bvio que muita gente fala que o inglês hoje em dia já assume o papel de língua internacional, de certo modo eu até concordo, mas acho que é falho o ensino, principalmente no Brasil, do inglês como segunda língua. Tenho amigos que estudaram comigo que não sabem inglês, mas passaram com notas razoáveis durante todo o colégio.

Se você consegue abrir a mente e já chegou até aqui, dê uma olhada, procure saber um pouco sobre o esperanto, de repente surge o interesse. Em todo o brasil há associações e cooperativas que ensinam esperanto, muitas vezes de graça, e se tem tempo sobrando, acho que aprendizado nunca é demais.

Por fim, acho bom esclarecer que, embora muitos espiritistas ajudem a divulgar o esperanto, ele não é uma língua “de espíritas”, como é muito comum ver gente pensando.

Peço que você pense no assunto. Espero ter plantado uma sementinha aí na sua cabeça :)

??is Revido!