O Fim de Lost

Antes de mais nada, fugindo do que eu costumo fazer, eu vou botar um link pra continuar lendo aqui, porque vai que você caiu de para-quedas e ainda não viu o episódio. Então. Só clique se quiser continuar lendo :)

Bom.. Eu sou suspeito pra falar de Lost. Quando Lost começou, em 2004, eu peguei na primeira temporada. Comecei a assistir, não lembro, agora, se junto com o início da faculdade, ou se antes, ainda em 2004. Acredito que tenha sido no início da faculdade, lá pra maio, talvez.

E a história pareceu interessante. Um quê de pós-apocalíptica. E aí começaram as partes misteriosas, o grande monstro que fazia barulho de máquina de escrever, impressora matricial, fax, ou sei lá.

E a cada vez que a série introduzia algum novo mistério sobrenatural, eu engolia e aceitava que uma hora alguns deles iam ser explicados, que iam dar em algum lugar, até porque, já era quarta temporada, eles estavam pra sair da ilha e o fim de Lost já tinha sido anunciado.

Quando, no início da 5a temporada eles começaram a viajar no tempo, eu quase parei de assistir. Honestamente, eu achei que ali os produtores perderam a linha de vez. Me pareceu, a partir daquele momento, que eles estavam numa competição do tipo “vamos ver quantas coisas de ficção científica a gente consegue botar no roteiro ao mesmo tempo”. Mas, como eu disse, eles já tinham anunciado o fim da série, e eu não gostava da idéia de parar de assistir ao negócio no meio.

Então, eu assumo, estava vendo a série meio atravessada desde a temporada passada, e o final, basicamente místico, de ontem me deixou bem brochado, talvez porque eu tenha começado a ver a série como algo menos metafísico e mais ficção científica. Menos coisas com templos misteriosos no meio da floresta, e mais com uma queda de avião e monstros barulhentos.

A série teve o encerramento conduzido por toda a temporada, com FLocke tentando destruir a ilha e sair dela, e Jack,  que estava mais crente do que o próprio Locke antes de morrer, tomando o controle como novo protetor do coração da ilha.

A série termina com praticamente todos os pontos soltos em aberto.

O que era, de fato, o FLocke? Simplesmente uma entidade maligna gerada a partir do coração da ilha? Ele já existia antes de Jacob jogar o irmão no coração da ilha, era parte do irmão do Jacob? Porque escolher o som da fumaça negra tão nada a ver com a origem dela no fim das contas?

Com relação a realidade alternativa, deu-se a entender que seria uma espécie de purgatório, levemente alterado, com relação a realidade original. Onde o Oceanic 815 nunca bateu, Jacob nunca encontrou as pessoas, e com isso, a vida delas foram ligeiramente diferentes. Na verdade, até especulo mais, uma realidade onde eles não eram “infelizes”, como ele cita a eles na fogueira, quando Kate indaga porque eles foram escolhidos. “Não tirei nenhum de vocês de uma vida feliz. Vocês eram todos solitários. Como eu.”

Naquele purgatório, o jeito como a consciência deles emergiu para a sabedoria e o total entendimento do que tinha acontecido foi meio aleatória, mas ignorando esse fato, temos furos como, por exemplo, o fato de Charlie ter sido o primeiro a citar a realidade original, ter feito Desmond a ver também e, em seguida, não se lembrar de Claire, só se lembrar ao tocá-la.

Na realidade alternativa, Aaron nasce de novo, Jack tem um filho, e etc; Não fez sentido pra mim essas diferenças se a realidade fosse somente um purgatório.

Enfim.  Muitos pontos abertos, pra mim. A sensação que ficou pra mim, foi uma falta de fechamento. Que talvez tivesse sido melhor preenchida se eu simplesmente tivesse parado de ver no início da 5ª temporada.

2 thoughts on “O Fim de Lost”

  1. O que me frustrou nesse final não foi a ausência de explicações ou o fato de ter fugido para o lado espiritual. Foi o fato do final ter sido completamente desconexo de toda a história até então. Com aquele final, todo mundo alternativo passa a não ter nenhuma relação com o que ocorreu na ilha, aquilo não aconteceu por causa da explosão, como ficou sugerido na virada das temporadas. Isso faz com que toda exibição dos ocorridos no mundo alternativo até então seja inútil e irrelevante para a história, e também faz com que todo o lance do Desmond não faça sentido algum.

    Achei também que foi um final pobre e clichê. Me pareceu um “tmeplate genérico de final de série”, algo que pode ser ligeiramente adaptado e usado para finalizar qualquer seriado.

    Resumindo, achei o final pobre, pretensioso, clichê e sem criatividade.

  2. É, isso da realidade alternativo me ocorreu também. Inclusive, quando eu ignoro a realidade alternativa, o fim da série me parece até mais aceitável, porque faz um mínimo de sentido :)

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