Nintendo DS: Uma história – Parte II

Bom, a verdade é que me deu uma vontade louca de falar sobre o DS esses dias. Eu tô nessa de DS desde novembro de 2007, basicamente 1 ano depois do lançamento do DS Lite.

Então vou fazer uma série de posts falando sobre o DS e como ele chegou ao que é hoje, pelos meus olhos. Vou falar principalmente da parte de homebrew, porque acho que é a parte onde complica.

No primeiro post eu falei de origens, do GBA e dos primeiros flash carts, sem entrar em muitos detalhes.

Nesse segundo post eu vou falar sobre a infância do homebrew no DS e o que era o DS quando eu comprei o meu.

DS: Pegando carona numa onda que já vinha

Quando o DS saiu com seus dois slots, quem já estava desenvolvendo em GBA pensou logo em usar aquela entradinha safada de GBA, chamada Slot-2, pra continuar o que já fazia usando o DS. Já que o DS roda GBA nativamente, a maioria das coisas feitas pela cena homebrew de GBA podia ser aproveitado sem problemas no DS. Óbvio que sem usar todo o seu potencial, mas ainda assim, usado.

Naquela época, o que foi feito foi usar um dispositivo semelhante ao que já era usado no GBA, porém melhorado, e para conseguir fazer ele funcionar para jogos de DS, foram usados métodos que enganavam a firmware do DS. Estão aí incluídos dispostivos como o SuperKey e o FlashMe, um firmware modificado para o DS.

Era então um pouco complicado esse início. Era necessário adquirir um cartucho para o slot-1 como o superkey, um flash cart para o slot-2 para botar os jogos, e aí sim era possível usar. Não era muito complicado, mas pra quem era leigo, a coisa começava a enrolar.

Depois de algum tempo, a encriptação do DS foi quebrada, e com isso os cartuchos para SLOT-1 puderam ser fabricados, no início, com compatibilidade pequena, mas aos poucos foi aumentando e se equiparando aos cartuchos de SLOT-2, que já estavam mais consolidados. Nessa época passa a ser possível comprar somente um cartucho, alguns com memória interna, outros aceitando cartões externos, como MicroSD.

Cartuchos de SLOT-1 tem a desvantagem de que não é possível jogar GBA diretamente deles. Para jogar jogos de GBA a partir de um cartucho de SLOT-1 é necessário outro dispositivo no SLOT-2 que sirva somente para isso. Dispositivos de SLOT-2 também tem a vantagem de aumentar a memória do DS, como é o caso do cartucho do Opera DS.

Nessa época que eu comprei meu DS. Na época, o Flash Cart mais proeminente era o R4. Claro que haviam outros, mas era o que tinha melhor custo x benefício.

O R4 tinha a vantagem de ter seu firmware colocado dentro do MicroSD, como é comum nos flash carts, e seu firmware era atualizado com frequência, para corrigir eventuais jogos novos que não funcionavam.

Mas claro que isso atraiu os olhos de outros piratas.. E é aí que entra a 3ª parte da minha história :)

4 thoughts on “Nintendo DS: Uma história – Parte II”

  1. Bom, o que eu recomendo sempre é o Ez-Flash 3-in-1, é o que eu uso, pelo menos:
    http://www.dealextreme.com/details.dx/sku.2967
    Eu sei que ele funciona bem no R4, e com o próprio EZ, mas não sei como é com os outros cartuchos, vale a pena procurar :)
    A vantagem do Ez-Flash 3-in-1 é que além de servir pra jogar GBA, ele também tem expansão de memória, pra poder usar o Opera, e também tem rumble.

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