Ensaio sobre a humanidade

Sabe, já racionalizei muito sobre o assunto.. O suficiente pra ter certeza de que ser religioso é uma coisa natural do ser humano. O ser humano precisa de algo em que se segurar em momentos de dificuldade. E é muito mais fácil (e aconchegante) acreditar num ser supremo que tem um plano traçado do que acreditar na verdade: o mundo é injusto.

?? difícil mesmo, a verdade. Afinal, o mundo sendo injusto, várias coisas começam a ser ainda piores do que já são. Porque nada garante que aquele cara que roubou, matou, e fez sabe se lá mais o que vai ser pego. Ele pode sair impune. E não vai ter sofrimento eterno pra ele.

O que me deixa muito incomodado é o fato das pessoas raramente fazerem o bem por vontade própria. Elas fazem esperando que tenha um ser supremo vendo e anotando num bloquinho que elas ajudaram a velhinha a atravessar a rua, que elas deram comida aos necessitados e tudo mais. Fazer bem simplesmente pelo bem é raro. Muito raro.

Esse é um dos motivos que me entristece de conversar sobre religião com as pessoas. Sempre tem um religioso pra dizer algo como: “Ah, mas se não tem deus, céu, inferno, porque as pessoas vão fazer o bem?”

Me entristece. Me deprime. Me faz ter certeza, absoluta, de que o mundo é podre e corrompido. Mas ainda assim, eu tenho uma esperança cega na humanidade. Porque a bem da verdade, a humanidade tem dois caminhos: ou ela evolui pra uma sociedade melhor, onde as pessoas façam bem pelo bem, ajudem umas as outras, tentem fazer com que ninguém mais sofra desnecessariamente; ou ela caminha para a exterminação. Um belo dia, de tão podre e desajustada que a sociedade está ficando, alguém vai apertar aquele botão vermelho. E por fim a natureza vai respirar aliviada.

Eu tenho esperança. Uma esperança cega. A humanidade vai evoluir. E se não for assim, pagaremos pelos erros, nossos e de nossos antepassados.

One thought on “Ensaio sobre a humanidade”

  1. Uma das maiores tendências dos seres humanos é acreditar no que eles querem acreditar. Mas eu discordo quanto ao destino da humanidade se as pessoas não começarem a ajudar as outras sem segundas intenções. Acho que isso não mudou muito da idade média para cá, e mesmo assim, bem ou mal, o mundo evoluiu bastante.

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