Transferir os posts do Blogger.com.br pro WordPress – Parte II

Esse post ainda é um campeão de ocorrências. E infelizmente o método que eu indiquei nele já não funciona como deveria. Portanto, hoje resolvi botar no ar um método que funcione pra ajudar os que chegam aqui procurando uma luz. Vamos lá.

Uma pequena introdução: uma coisa interessante é notar como o blogger.com.br parou no tempo. O blogger.com é gerenciado pela Google. Embora seja uma ferramenta de blogging que eu pessoalmente não gosto, ele ainda tem atualizações, possui hoje em dia feeds rss, e outras coisas que são tão úteis na comunidade blogueira dos dias de hoje.
Já o blogger.com.br está nas mãos da globo.com, não me lembro muito bem, mas acho que o blogger.com.br foi vendido pra globo.com, ou talvez alugado, vá saber, e do mesmo jeito que ele estava quando eu comecei a usá-lo em 2004, ele continua hoje em dia.
Com isso, é comum as pessoas quererem migrar pra fora dele. Ou mais, quererem tirar suas coisas do ar, porque as vezes as idéias e opiniões mudam, e as que estão online já não mais condizem com o que você pensa. Mas no blogger.com.br não há opção de fazer backup. Ainda mais de usar de ferramentas de migração. Para isso, esse tutorial.

Em primeiro lugar, vamos começar pelo princípio. Salve todas as suas páginas de arquivo do blogger. Elas serão todas modificadas, e no caso de dar algum problema no meio da migração, você terá os arquivos em algum lugar pra pegar os arquivos.
Um problema desse método é que em teoria ele só funciona para blogs com até 999 posts. Digo em teoria porque claro que você pode ir olhando de mês em mês e importando os meses manualmente, mas se o seu blog tem mais de 999 posts, provavelmente isso será bem entediante. Mas dá pra ser feito.

Bom, se você já fez os backups necessários (ou ignorou essa etapa), então tá na hora de ajeitar a página principal. Vá nas configurações do seu blog no blogger e mude as seguintes opções:

- Mostrar os últimos XXX Posts: coloque para 999
- Formato do Cabeçalho de Data (ATEN????O: Esta opção parece estar ao contrário, o nome correto dela seria formato de data. No caso do nome ser ajeitado, basta buscar nas duas opções, pois somente uma delas apresenta esse formato): 2/26/2009 09:21:07 PM (ou seja, mês/dia/ano hora:minuto:segundo AM/PM)

Agora, vá até o seu template, e cole o seguinte código lá (Lembre-se de guardar seu template, se for de seu interesse!!):

<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1" ?>
<rss version="2.0"
xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
>
<channel>
<description>Personal blog</description>
<link>(Endereço do blog)</link>
<title>(Título do Blog)</title>
<Blogger>
<item>
<title><$BlogItemDateTime$></title>
<description><![CDATA[<$BlogItemBody$>]]></description>
<content:encoded><![CDATA[<$BlogItemBody$>]]></content:encoded>
<author><$BlogItemAuthorEmail$> (<$BlogItemAuthorNickname$>)</author>
<guid>(Endereço do blog)/<$BlogItemArchiveFileName$>#<$BlogItemNumber$></guid>
<link>(Endereço do blog)/<$BlogItemArchiveFileName$></link>
<pubDate><$BlogItemDateTime$></pubDate>
</item>
</Blogger>
</channel>
</rss>

Mudar os lugares onde está escrito (Título do blog) e (Nome do blog) não é necessário. Mas para um rss bem formatado, esses campos são necessários. Agora salve o seu template, vá até o painel de posts e clique em publicar. Se tudo tiver corrido bem, você deverá ter quase o rss pronto para ir para o seu wordpress.
Temos dois problemas, porém. A data que o blogger fornece pra nós está quebrada. E ele não lê o feed RSS corretamente.

Bom, para consertar isso, eu fiz um pequeno script em perl que vai pegar o feed que você acabou de gerar do seu blog, corrigir esses dois problemas, e em seguida irá lhe enviar o arquivo pra que você possa utilizar no wordpress. Então, siga este link e faça os passos necessários. Esse procedimento foi testado com sucesso no wordpress 2.7.1. Então, se o seu wordpress está numa versão inferior, atualize antes de começar!

A saída do script será baixada para o seu computador, de modo que você agora poderá ir no seu wordpress e na opção de manage clicar em import -> rss.
OBS: na versão 2.7 o import foi para o menu tools.

Bom, espero que isso ajude mais gente por aí afora. Afinal, ainda tem muita gente que vem visitar esse blog com esse intuito.

Bônus: Se você caiu no caso chato de ter um blog com mais de 999 posts, não se desespere. O que você deve fazer é ir nas configurações do seu blog no blogger e clicar em republicar todos os posts. Isso fará com que o seu arquivo seja atualizado para o formato do rss. Com isso, ao invés de você usar a sua página principal como endereço no script, você deverá usar o endereço dos arquivos, um-a-um, até que você tenha importado todo o seu blog. O trabalho não é divertido, mas a menos que você tenha escolhido arquivar semanalmente, não deve demorar muito. Boa sorte!
Ah, não se preocupe com posts repetidos. Eles não são importados automaticamente pelo WordPress.

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17 Comments : Posted in: Blogosphere Things,Developments : 02.27.09

Nerds saindo do armário

Tudo começou no fim dos anos 70. Computadores pessoais começando a aparecer, com a Microsoft e a Apple; o Atari.

Depois de um tempo, estaria estereotipado na cabeça do mundo os nerds em sua forma clássica. Em sua forma “anos 80″. O carinha que jogava videogame, vivia no porão da casa da mãe, não tinha vida social e mal sabia viver em sociedade.

Nos anos 80 era comum ver nos filmes. O cara com a calça pescando, uma gravatinha (na maioria das vezes, borboleta), com sardas e se vestindo esquisito. Esse personagem tão caricato ficou gravado na mente de todo mundo, e com isso, durante um bom tempo, ser nerd era um estigma. Afinal, ninguém queria ser aquela figura esquisita, ser perseguidos pelos atletas do colégio e evitado pelas garotas.

Os anos passaram. Videogames e computadores foram se infiltrando, pouco a pouco, na vida das pessoas. Na época do NES 8-bit, videogame era uma coisa conhecida. E mesmo que ainda fosse meio estigmatizado um adulto jogar, a maioria das crianças dessa geração jogou videogame. E essas crianças, a minha geração e a geração um pouco anterior a minha, cresceram.

Pois bem. O que acontece é que hoje em dia, os nerds estão saindo do armário. As referências pop estão cada vez mais “nerdish”, voltadas para internet, videogames, quadrinhos, mangás. Basta ver na TV. Hoje temos séries com nerds carismáticos. O nerd caricato está lá, claro, mas está também o nerd mais normal. O nerd bonitinho. O nerd que chama atenção.

Hoje em dia temos séries como The IT Crowd, série de comédia inglesa que gira em torno de uma equipe de TI com dois nerds e uma mulher. Um deles, o nerd clássico. E ela, sem entender nada de computadores.

Tem também The Big Bang Theory, Sheldon com toda sua esquisitice já é um dos personagens mais conhecidos e citados por aí.

Tem também o Video Games Live, que pra quem não conhece, é um show de músicas de videogame. Que lota por todo lugar que passa. Enquanto a música da infância da geração anterior vinha de novelas, baladas e etc, muita gente da minha geração tem na cabeça como música de infância as músicas de Sonic e de Mario.

Dá pra achar por aí posts sobre como os geeks fazem bons amantes. A B. Falou disso, me recomendou um link do Universo Nerd, e já tem uns dois anos que vira e mexe cai no digg um link pra algum blog falando de como os nerds são melhores na cama do que os ditos “caras normais”.

E aí, Geek vs Nerd? Nessa discussão eu não entro. Acho que quem entra nessa discussão é porque ainda não saiu do armário, tem vergonha de se assumir, e tenta se chamar de geek, pra afastar o estereótipo anos 80 da palavra.

Nerds do mundo, uni-vos. E saiam do armário :)

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4 Comments : Posted in: Nerdish,Random Thoughts : 02.19.09

O problema de ser Early Adopter

Pois é. Tô usando um negócio que não tá muito estável pra desenvolver no projeto final, porque é uma das únicas opções pro que quero fazer.

O custo é que a implementação não tem tudo que eu esperava que eu tivesse. E na verdade, tem muito menos do que eu esperava. ?? bizarro e mais do que isso, frustrante. Mas, sou brasileiro, então, continuemos.

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0 Comments : Posted in: Projeto Final,Random Rant : 02.17.09

Comunidades de Jogos

Ontem, lendo as notícias, esbarrei com a notícia do Kotaku sobre o porque de Earthbound não estar no Virtual Console do Wii. Depois de ler a notícia, e os sites linkados, e ler um pouco sobre a série (Mother, no original, foi traduzido como Earthbound quando foi pros EUA).

Depois de ler, e digerir as coisas, fiquei com uma das coisas que estavam no site martelando na cabeça.. Estava escrito:

Despite these additions, and even a physical increase of memory capacity in the supposed prototype cartridge, EarthBound‘s authenticity was still doubted amongst a number of skeptics in the so-called online “community.”

Agora, ignore o que está escrito, e veja a parte em negrito sublinhada. Community. Comunidade. Mother é uma série deveras antiga (do primeiro lançamento até hoje, já se passaram quase 20 anos, pois o jogo é de 1989, considerando, porém, o lançamento americano (já que a comunidade é americana), o jogo já completou 13 anos, com o seu lançamento em 1994.

Não vou entrar em detalhes sobre a série, afinal, é um assunto longo e com várias reviravoltas. Quem estiver interessado, pode seguir os links do Kotaku ou ver na Wikipedia. O que me interessou na verdade, foi o fato da comunidade de Earthbound/Mother ser tão ativo, mesmo depois de tanto tempo sem outro lançamento americano da série.

13 anos. E eu achei uma coisa bem curiosa. Observando jogos single player, como Earthbound/Mother, Final Fantasy, Chrono Trigger ou Soul Reaver, por mais que a comunidade vá se dissolvendo ao longo do tempo, não é difícil ver fóruns exclusivos sobre um dos jogos de cada uma dessas franquias, discutindo o jogo até os últimos detalhes, e sempre discutindo sobre possíveis lançamentos, fan arts, fan fics, e tudo mais. Um evento parecido com o que aconteceu com Harry Potter durante o lançamento dos livros.

Porém, quando se olha jogos Multiplayer, esse tipo de comunidade, pelo menos pra mim, parece mais difícil de se formar. Claro que há exceções, como Street Fighter, que tem fãs por todo o globo e esteve aos berros quando SF4 foi anunciado. E também se exclui os MMOs, porque eles basicamente são uma comunidade.

Digo jogos multiplayer como Mario Kart, Top Gear e outros que no momento me fogem a memória.

Teorizo que talvez seja a falta de história. Claro que há fãs de Mario Kart, mas dificilmente se vê muita gente cultuando o Mario Kart de SNES, por exemplo. Há fãs da série, cultuando a série, mas geralmente, não se prendem a uma iteração específica, e a cada iteração nova, agradecem e apreciam as novas features que foram incluídas.

Mas isso não se vê com esses jogos citados. Existem fãs de Street Fighter II, em específico. E eles não gostam do I, ou do III, pra eles o bom é o II. O mesmo acontece com Final Fantasy.

Chrono é mais complicado, porque, assim como Earthbound, tem uma comunidade triste, esperando novidades sobre a série, sem sucesso. Earthbound gira em torno do lançamento dos jogos que ficaram lançados só no japão.

Talvez o assunto nem seja tão interessante. Talvez, como vejo agora, seja bem óbvio que a história é possivelmente o fator primário que guia essas comunidades. Talvez não seja tão óbvio assim. O fato é que eu estava com isso martelando, e precisava escrever sobre o assunto.

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0 Comments : Posted in: Games,Random Thoughts : 02.17.09

Projeto Final: Prólogo

Bom, decidi então realmente começar meu projeto final.

Não vou entrar em detalhes, mas escolhi algo na área de Game Development, por usar conceitos que acho que são não só interessantes, como importantes pro resto da computação como um todo. Ainda não falei com nenhum professor sobre orientação. Vou dar os meus primeiros passos no projeto, e quando estiver com algo apresentável, vou falar com algum.

Resolvi em primeiro lugar, dedicar o restinho das férias pra que quando começar as aulas eu tenha um demo funcional do que eu quero fazer. Decidi também fazer algo incremental. Ou seja, primeiro vou fazer algo que funcione. Depois vou fazer algo que funcione e que eu possa controlar. Depois vou botar os gráficos. Depois as texturas. E por aí vai.

Comecei, na minha cabeça, a delinear o que vai ser e como será feito. Muito trabalho pela frente. Pensar em muita coisa: Gráficos, IA, Multiplayer. Enfim.

Vou realizar o sonho que tenho desde o início da faculdade e vou concluir a faculdade com aquilo que me fez querer entrar nela: um jogo desenvolvido por mim :)

Considero esse como sendo meu Projeto Pessoal, da qual falei no 101/1001. O que significa que tenho pouco mais de um ano pra fazer esse projeto final sair. Let the games begin :)

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1 Comment : Posted in: 101 coisas em 1001 dias,Projeto Final : 02.9.09

Projeto Final

Hoje acordei resolvido a começar a botar meu projeto final em prática. Já tava empurrando isso com a barriga há algum tempo, mas tá na hora. Poucos períodos pela frente, possivelmente muito trabalho, tempo reduzido.

E aí é que entra Murphy: A principal fonte que eu preciso, tá fora do ar, sem motivo nenhum aparente :P

Amo muito tudo isso.

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0 Comments : Posted in: Random Thoughts : 02.6.09

Blueful

Difícil de explicar o que é isso. Me senti numa espécie de museu. ?? uma história, e várias mídias. A história é boa, bem contada.

Vale a pena ver, é pequeno:

www.blueful.com

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0 Comments : Posted in: Random Thoughts : 02.4.09

Google Latitude

Bom, não sei se eu que não estava bem informado, ou se a google lançou recentemente, mas soube hoje do Google Latitude.

O Google Latitude é um serviço que lembra um serviço de presença (algo como um IM sem mensagens), mas a diferença é que ele serve pra que você deixe seus amigos verem onde você está no momento.

Se fosse qualquer outra coisa nem teria comentado, já que nem dá pra eu usar. Mas é porque eu sempre pensei que queria fazer algo assim nesse estilo. Explico: Acho super divertida a idéia de você estar, por exemplo, saindo do trabalho e indo pra casa, daí você olha seu celular e vê que seu amigo está na rua do lado de onde você tá, você liga pro cara e diz “Pô, tá indo pra casa? Tô aqui do seu lado.”, e daí vocês se encontram, e vão conversando pelo caminho.

O mesmo pode ser aplicado pra outras situações em que você está andando por aí.

Claro que tem o problema da privacidade, mas caguei. Na minha cabeça, se eu vou adicionar alguém a um serviço desses, é porque ele é meu amigo. Então, ele pode saber onde eu estou. E dá pra desativar o serviço e coisa e tal. Super interessante.

Queria ter um telefone que desse pra testar :)

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1 Comment : Posted in: Nerdish : 02.4.09

Phishing e o Orkut

Um aviso pra quem gosta de mexer no orkut horas e horas a fio por aí afora. Acabei de ler esse link, em que o cara conta que basicamente perdeu a sua conta do orkut pra hackers usando de phishing/engenharia social.

Tá, como aconteceu? Vamos lá. Talvez você já saiba disso, mas todos os logins que você faz em sites na web são gerenciados por Cookies. Cookies são arquivos, em geral totalmente texto, que guardam pequenas partes de informação sobre um determinado site, como por exemplo, se você está logado, há quanto tempo, ou quando foi a última vez, etc.

Existe um tipo de ataque onde o atacante se aproveita de falhas no browser e se apodera de Cookies do computador da vítima, ficando assim com os mesmos privilégios de login que a vítima tinha no momento do ataque. Esse tipo de ataque é mais raro por depender de falhas no browser. Mas não é impossível.

O que aconteceu no caso do rapaz que eu citei no início do post foi simples. Ele caiu numa dessas mensagens de “Hey, cê pode votar pra mim nessa comunidade, você também tá concorrendo, cê viu?”, ou algo assim. Clicou, a página pediu o login e senha dele outra vez e bang, ele perdeu a conta dele. Aqui é que entra a falha do orkut. No Cookie do orkut, não é guardado nenhum tipo de informação sobre a senha, de modo que caso o atacante faça isso que o atacante dele fez, ele tem acesso a sua conta, não importa se você muda ou não a sua senha. Sentiu medo? Deveria.

O dano, pelo que parece, se restringe a conta do orkut. Mas como tem muita gente que acha que orkut é Serious Business, acho melhor tomar cuidado. Li alguns reports e o bug é dado como reportado, mas bom, aconteceu de novo. E se não foi desse jeito, foi com outro ataque.

Phishing é um problema real, e embora no orkut ele seja mais usado, ele acontece em todo lugar. Cuidado onde você clica. Veja duas vezes antes de clicar num link. Em redes sociais, em vez de clicar num link, copie e cole o link na barra de endereços, veja se ele corresponde a página que ele deveria.

Porque depois não adianta chorar pelo leite derramado.

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0 Comments : Posted in: Nerdish : 02.3.09

Ensaio sobre a humanidade

Sabe, já racionalizei muito sobre o assunto.. O suficiente pra ter certeza de que ser religioso é uma coisa natural do ser humano. O ser humano precisa de algo em que se segurar em momentos de dificuldade. E é muito mais fácil (e aconchegante) acreditar num ser supremo que tem um plano traçado do que acreditar na verdade: o mundo é injusto.

?? difícil mesmo, a verdade. Afinal, o mundo sendo injusto, várias coisas começam a ser ainda piores do que já são. Porque nada garante que aquele cara que roubou, matou, e fez sabe se lá mais o que vai ser pego. Ele pode sair impune. E não vai ter sofrimento eterno pra ele.

O que me deixa muito incomodado é o fato das pessoas raramente fazerem o bem por vontade própria. Elas fazem esperando que tenha um ser supremo vendo e anotando num bloquinho que elas ajudaram a velhinha a atravessar a rua, que elas deram comida aos necessitados e tudo mais. Fazer bem simplesmente pelo bem é raro. Muito raro.

Esse é um dos motivos que me entristece de conversar sobre religião com as pessoas. Sempre tem um religioso pra dizer algo como: “Ah, mas se não tem deus, céu, inferno, porque as pessoas vão fazer o bem?”

Me entristece. Me deprime. Me faz ter certeza, absoluta, de que o mundo é podre e corrompido. Mas ainda assim, eu tenho uma esperança cega na humanidade. Porque a bem da verdade, a humanidade tem dois caminhos: ou ela evolui pra uma sociedade melhor, onde as pessoas façam bem pelo bem, ajudem umas as outras, tentem fazer com que ninguém mais sofra desnecessariamente; ou ela caminha para a exterminação. Um belo dia, de tão podre e desajustada que a sociedade está ficando, alguém vai apertar aquele botão vermelho. E por fim a natureza vai respirar aliviada.

Eu tenho esperança. Uma esperança cega. A humanidade vai evoluir. E se não for assim, pagaremos pelos erros, nossos e de nossos antepassados.

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1 Comment : Posted in: Random Thoughts : 02.3.09