Filosofia de fim de madrugada

Depois de ficar rolando na cama por umas 2h, coisa que nunca acontece comigo, desisti de dormir por enquanto.

Daí lendo uns sites de notícias e blogs que eu leio, tava vendo um flame sobre Final Fantasy VII. Bom, se você não é um gamer, você talvez nem saiba o que é final fantasy. Se você sabe, é bem provável que conheça o VII, talvez o mais famoso da série, ou pelo menos, tá no top 3.

Eu achei engraçado porque Final Fantasy VII, é um dos poucos jogos que pra mim tá num hall engraçado de jogos, junto com Shadow of the Colossus e alguns outros “sortudos”.

Explico: Normalmente, jogos, filmes, livros, geram um espectro de opiniões. Tem gente que ama (“Cara, é o meu favorito! Não tem melhor no mundo inteiro!”), tem gente que não liga, gente que achou meia boca (“Bom, é aquele negócio. Se você não tá fazendo nada…”), outras várias opiniões no meio do caminho, e gente que detesta (“Não sei como fizeram uma aberração assim. ?? horrível!”).

Pois bem, esses jogos, estão num nível superior. Eles geram opiniões quase binárias. A “área cinza” entre o amar e o odiar é muito pequena, a grande maioria esmagadora das pessoas ou ama de paixão, ou detesta do fundo do coração.

Eu, por exemplo. Acho que Shadow of The Colossus é uma obra prima dos videogames. A história, que é só um fragmento desconexo, é aberta à interpretação do jogador, que pode preencher o antes e o depois com aquilo que lhe é mais certo. O clima do jogo é perfeito, passa exatamente a sensação que ele pretende: uma terra abandonada, proibida, em que nenhum humano pisa há eras.

Já Final Fantasy VII, os fãs que me perdoem, e sei que são muitos, mas eu acho chato pra cacete. A história até que não é ruim, tem algumas reviravoltas, alguns personagens chave, mas não foi uma história que tenha me marcado pra sempre. Além do mais, na minha opinião, usar o sistema clássico de rpg de videogames (com menus que escolhem o que seus personagens vão fazer enquanto você olha), pra mim é um fator altamente broxante. Acho que tira parte da interatividade que é o que atrai no videogame. Se fosse pra escolher e esperar pra ver o que acontece, via episódios de você decide, sei lá.
Sei que tô extremando, mas é só pra mostrar um ponto.

O fato é.. Quantos outros jogos assim será que existem? Será que isso é um fenômeno local? Ou seja, será que eu acho que é assim, porque no grupo de pessoas que eu conheço esse comportamento é evidente, e talvez tenha sido influenciado pelo próprio grupo?

Não sei. Divago…

One thought on “Filosofia de fim de madrugada”

  1. Concordo em gênero, número e degrau com vc, bruther: FF VII é um belo porre. Esse sistema de choice ‘n wait sinceramente não me pegou, e ainda tem outros jogos que usam, comofas?

    Eu ando meio por fora do mundo dos videogames, pq já não tenho um desde que meu play teve sua lente de leitura condenada, mas tenho certeza que bom mesmo é Shadows of Colossus, Halo 3 e God of War. ^_^

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