Playstation 3

Já adianto logo, não sou fanboy da Nintendo, só não sou lá muito chegado a sony. Explico: Ao contrário da maioria dos gamers hardcore que eu conheço, não sou chegado em RPGs, e por isso, não sofri da “Crise do PS1” que vários amigos meus tiveram, porque o PS1 teve todos os RPGs enquanto o N64 sofreu com jogos muitas vezes infantis e que usavam menos o potencial do console do que poderiam.

Com isso, o PS1 foi um console que pra mim passou em branco, somente com o fim da vida útil do console é que comecei a ver alguns jogos que me interessavam, mas um emulador cuidou da parada.
Já na geração seguinte, os consoles foram, a princípio, completamente desinteressantes pra mim. O GameCube porque tinha poucos jogos que me interessavam, o PS2 porque já conhecendo melhor os tipos de jogos que eram atraídos pra plataforma da sony, provavelmente também teria poucos jogos que me interessassem, e o XBox porque eu só sabia de um jogo interessante(Fable).

Os poucos jogos foram saindo e dos três consoles eu tive vontade de ter dois, o gamecube e o ps2. Mas não era uma vontade enorme, afinal, tinham pouco mais de 10 títulos que me interessavam em cada console, e a grana era curta. No susto eu comprei um PS2. E daí começou a minha não-afinidade com a sony.

Entendam, sempre fui nintendista até o N64, quando infelizmente fiquei sem consoles. Mas o último console que eu tinha tido era um SNES, e antes disso, um Phantom, uma das muitas cópias do NES 8-bit.

Pois é, ao contrário do meu SNES(que caiu muitas vezes no chão e que da única vez que quebrou me custou menos de 50 reais pra consertar), o PS2 ao que tudo indicava era quase de porcelana. Os relatos de PS2 quebrados eram muitos e pelos menores motivos. Uma vez vi inclusive um vídeo de comparação de resistência entre um PS2, um Gamecube e um Xbox e obviamente o PS2 foi o primeiro a desistir.

O PS2, depois eu descobri, tinha uma biblioteca de jogos bem agradável, mas o fato de que o console era feito de porcelana me fez ficar meio chateado com a sony, afinal, pra mim a Nintendo sempre foi um ícone do cuidado com seus próprios consumidores. Aos poucos eu fui achando cada vez pior o cuidado da sony com os consumidores. Enquanto eu raramente ouvia falar de um Gamecube quebrando, com o PS2 era mais do que comum: era certo. O Xbox passou despercebido, mas depois eu fui saber que já contando com o fato de que o canhão não é algo muito resistente, o XBox tem a facilidade de poder trocar um drive de dvd por outro, user replaceable.

Ao passo de que pra mim a sony ficou, por causa do PS2 (E depois dos relatos que eu ouvi de problemas semelhantes já existentes no PS1) com uma imagem de produto de baixa qualidade. E quando saiu o PS3 eu torci o nariz. Tanto pelo preço, quanto pelos problemas que eu já imaginava que teria. E o Wii parecia sair muito a frente, com o tipo de jogo que me atraía.

Mas aí eu comprei o meu DS e a guerra dos consoles ficou esquecida pra mim um pouco. Fui saber hoje que a Sony foi, aos poucos, tirando o suporte a backwards compatibility do console. A primeira versão, de 60GB, era a “de luxo”, tinha várias paradas, Wi-Fi, leitor de cartão e o escambau.  Ao mesmo tempo saiu o de 20Gb que não tinha suporte pra algumas coisas, era o “de baixo custo”. Mas ambos tinham um chip de PS2 dentro pra fazer a tal da compatibilidade completa e por hardware. Depois saiu o de 80Gb, que já não tinha mais o chip de PS2, somente uma emulação de PS2 por software. E agora há pouco tempo o de 40Gb, que acabou completamente com compatibilidade.

E aí? E aí que a sony não resolveu os problemas do PS2. PS3 continuam a dar problema por causa do canhão. E por causa da retirada das versões de 20GB/60GB do mercado, ela criou uma certa dor de cabeça pra quem tem os consoles e tem problema com eles, pois trocar na loja onde foi adquirido não é algo fácil.

O X360 é outro exemplo de problemas. Com o 3RL e tudo mais. E aí eu acabo parecendo fanboy da nintendo, que até fez um shipping de graça de capas de silicone quando começaram a estourar tvs por não usar o strap no wiimote. Isso sim é se importar. Seja porque eles se importam com a imagem da companhia, ou porque eles sabem que no fim das contas, são os gamers que dão dinheiro pra eles, e quando eles encherem da falta de suporte, é pra eles que a coisa aperta.

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