A computação e os computeiros

A computação é uma área interessante, com o seu crescimento absurdo com relação a outras áreas do conhecimento humano, até mesmo os próprios computadores, evoluíram tanto que ficou até conhecida aquela frase de algum famoso que me esqueci quem é, sobre o fato de que se carros tivesse evoluído tanto quanto computadores eles seriam capazes de fazer muitas milhas com menos de 1L de combustível.

As pessoas da computação, chamados carinhosamente de computeiros para maior facilidade de compreensão, também são pessoas legais em sua maioria. Não somos todos iguais, como pensam as pessoas. Nem todos nós usamos óculos, camisa de botão com canetas nos bolsos e todo aquele estereótipo do nerd padrão. Alguns de nós gostam de videogames, alguns sequer jogaram um, alguns gostam de um futebol com os amigos, e outros não chegam nem perto, preferem os seus quartos e uma boa sessão de RPG.

Enfim, somos sim muito diferentes. Mas uma coisa que é muito fácil de perceber é que uma grande porção dos computeiros parecem ter saído diretamente do início do século passado. Embora convivam com evolução e inovação todos os dias, a maioria dos computeiros é absurdamente conservador. E na verdade, poderia generalizar ainda mais, pois isso parece ser uma característica das pessoas das áreas exatas e não da computação, somente.

Tenho teorias.

Uma delas é que talvez seja porque metade dos computeiros parecem ter um certo problema com relação ao convívio social. Na verdade, ao contrário do que acontece na computação, isso não é uma questão de dois valores, existe um espectro inteiro no meio. Existem os extremos (os pop’s e os antisociais completos), mas existem vários outros no meio do caminho.
Existem, por exemplo, os que só falam com quem fala com eles. Esse tipo é bem comum, e embora seja estranho pensar como eles desenvolvem algum contato com outra pessoa se eles não falam com desconhecidos, isso é facilmente explicado pelo fato de que os Pop’s em geral falam com eles e acabam, sem intenção, apresentando-os pra outros, com o mesmo nível de timidez, e assim eles acabam se agrupando.
A minha teoria é que na computação [e nas exatas, em geral] existem mais antisociais completos e semi-tímidos que nas áreas humanas, e por isso, o convívio com pessoas muito diferentes deles é reduzido, fazendo com que eles vejam os diferentes como uma completa aberração da natureza, muito diferentes do seu padrão comum.

Embora, ao menos na faculdade, eu não tenha visto, por exemplo, homossexuais serem excluídos dos grupos normais, os mais joselitos tem uma tendência muito maior a fazer piadinhas sem graças com eles do que com outros. Além de ser muito difícil ouvir alguém tocar no assunto, que é meio tabu.

Outro assunto que é difícil de ver é algo relacionado a legalização de drogas. Muitos dos computeiros se caracterizam pelos três “não”s [não bebe, não fuma, não fode], e embora alguns não se incomodem com os porres alheios, tem muitos que acham que toda e qualquer droga (inclusive álcool, cigarro, etc), deveria ser completamente proibida. E a maioria acha que está mais do que certo que maconha seja proibida e provavelmente no seu íntimo acredita que a partir do momento que fosse liberada o caos se instalaria no mundo e o mundo se perderia para sempre nas trevas.

Enfim.. Agora que terminei de escrever que notei que pode-se substituir “computeiros” por “pessoas da área de exatas” sem perda de generalidade :P [nerd, Q?]

Concordam?

One thought on “A computação e os computeiros”

  1. “e o mundo se perderia para sempre nas trevas.”
    libera! libera!

    acho que todo mundo é conservador até o osso, mesmo os que querem mudar. é uma teoria complexa e eu já bebi hoje então não vou explicar pq vou acabar falando merda xD

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