Harry Potter — o fim

Não lembro exatamente quando comecei a ler Harry Potter. Lembro, já há bastante tempo, que não dizia não gostar antes mesmo de ler, e li os livros só pra poder dizer que não gostava, e quando me perguntassem se já tinha lido poderia responder que sim.
Depois que li, porém, tive que dar o braço a torcer de que o livro não era de todo ruim, não era tão bom quanto Tolkien, e hoje em dia continua não sendo tão bom quanto Douglas Adams, mas não era de todo ruim.
Parte da culpa de ter começado a ler foi do Joakarow, se minha memória não falha, comecei a ler depois de entrar pra lá, acho. Li os primeiros quatro livros em quatro dias. Depois, tive que esperar, não com tanto desespero quantos outros fãs mais dedicados que eu, até o lançamento do quinto livro, que li pouco depois que saiu. Porém, a demora entre o quarto e quinto e entre o quinto e o sexto me fizeram perder um pouco de interesse na série. Até porque, no meio tempo, conheci outros autores, Douglas Adams, do Guia do Mochileiro das Galáxias, por exemplo. Ou George Orwell, de 1984.
Não parei de ler, porém, porque já havia começado, embora no fim das contas as semelhanças que visse entre o mundo de Harry Potter e outros tantos mundos que vieram antes fossem cada vez maiores.
Enfim, finalmente terminando de ler o último livro hoje, não senti uma sensação que costumo sentir quando termino de ler um livro ou série que gosto. Uma sensação de “puxa vida, agora não tem mais.”, como se ficasse um pouco chateado por não poder mais ver aqueles personagens em novas situações.

Agora, se você não leu o livro, o post acaba pra você. A menos que você queira spoilers, claro. Só clique no botãozinho de “ler mais” se você quiser se arriscar. Acho que indo comentar você também vê o post completo, então não recomendo.

A primeira coisa que me decepcionou nesse fim de livro foi o Potter em si não morrer. Tudo levava a crer que isso ia acontecer, ela mesma aparentemente quis escrever assim e não teve pulso de fazer isso. A história terminou muito cheia de flores, ao meu ver, pra um mundo que por pouco não entrou em uma era sem fim de medo e tristeza.

As mortes no livro foram todas bem escritas. E ela realmente amarrou alguns pontos que ficaram soltos ao longo da série. Porém, a cada página, como já disse antes, os elementos semelhantes a senhor dos anéis ficaram, pra mim, cada vez mais evidentes. Até mesmo a hora em que eles carregam o Locket no pescoço e sentem-se tristes e oprimidos, praticamente um espelho de Frodo e seu fardo.

No fim, a série foi boa, me entreteu o suficiente. Mas não poderia, de modo algum, dizer que Harry Potter está entre os melhores livros que já li.

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